<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619</id><updated>2011-07-08T01:28:33.319-03:00</updated><title type='text'>Devaneios S/A</title><subtitle type='html'>Pensamentos aleatórios, idéias perdidas, palavras ao vento.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://devaneiossa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>247</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5988959087209113744</id><published>2009-12-20T16:44:00.002-02:00</published><updated>2009-12-20T17:00:07.209-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Recap musical de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse post vai ser curto e bastante objetivo porque eu não to "inspirada" pra grandes elocubrações agora. Então vambora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 5 novidades legais de 2009 (sem ordem específica):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) The Temper Trap&lt;br /&gt;2) The XX&lt;br /&gt;3) The Pains of Being Pure at Heart&lt;br /&gt;4) We Were Promised Jetpacks&lt;br /&gt;5) Fanfarlo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das minhas indicações do último ano um fato legal foi ver o reconhecimento da Ellie Goulding. Até no Jools Holland tocou. Frightened Rabbit também não decepcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as bandas ainda sob avaliação temos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lymbyc Systym&lt;br /&gt;Local Natives&lt;br /&gt;The Entrance Band&lt;br /&gt;Bear in Heaven&lt;br /&gt;The Answering Machine&lt;br /&gt;Bad Lieutenant&lt;br /&gt;Fruit Bats&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, podem ser todos encarados como amigos imaginários pra maioria, mas existem. Musicalmente falando, é basicamente isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado tenho pensado seriamente em matar o blog porque, let's face the facts, (quase) ninguém lê essa porra. E eu não me sinto mais particularmente interessante ou divertida. Simples assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5988959087209113744?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5988959087209113744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5988959087209113744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/12/recap-musical-de-2009-esse-post-vai-ser.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5556199548747312459</id><published>2009-12-13T17:28:00.000-02:00</published><updated>2009-12-13T17:28:59.197-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Change of Heart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá se vai pouco mais de um mês desde a última vez que escrevi aqui. Naquele dia ainda estava em choque, triste e terrivelmente ferida pela mortalidade alheia. Fato é que pouco mais de 30 dias depois, cumpridos todos os ritos de passagem, posso dizer que vivo em estado de semi normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semi normalidade pois não posso dizer que sou quem eu era. Ao menos não por completo. A morte alheia me fez repensar milhares de coisas. Me fez chorar a ponto das lágrimas embalarem meu sono. Me fez questionar como vivo a minha vida. A forma como me relaciono com as pessoas. A valoração que faço de várias coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida segue. E vai bem, preciso admitir. Apesar de tudo e de todos, a vida não pára e eu tenho rido mil vezes mais que chorado. E já me permito fazer piada de humor negro com tudo isso. Ei, cada um lida com suas dores de um jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria muito de vir aqui falar de futebol. Que meu time é Hexa. Falar que o Palmeiras é o time mais amarelão ever dos últimos tempos. Dizer que o SP pode se rasgar todinho que não é mais o único hexa e deixou escapar das mãos um título quase ganho. Rir do gordinho do Inter no Profissão Repórter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade eu fiz todas essas coisas. O resultado foi que um amigo palmeirense, no auge da bichice, me deu unfollow no Twitter porque não sabe administrar gozação. Discuti futebol de igual pra igual (pra surpresa da ala machista) no trabalho. Liguei pra MG e sacaneei atleticanos e cruzeirenses. Enfim, fiquei insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na hora de botar tudo isso por escrito, sei lá. Me falta eloqüência. Vou esperar pra ver se escrevem no &lt;a href="http://chuteiraeminissaia.blogspot.com/"&gt;Chuteira de salto e Minissaia&lt;/a&gt;. Certamente escreverão muito melhor do que eu jamais seria capaz de exprimir aqui. Não que me falte emoção ou amor pelo clube. Longe disso. A questão é que eu não consigo juntar tudo que penso num post preciso e sem os formalismos que têm tomado conta de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é dezembro, o ano voou e no próximo post pretendo fazer minha listinha de bandinhas favoritas de 2009. Só não sei se falo de álbuns em geral ou de novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho achado que o Twitter matou o blog. Lá eu escrevo trocentas vezes por dia as coisas aleatórias que eu vejo e penso. Aqui é mais complicado. Rola (na minha cabeça insana) essa coisa de  tratar a escrita com alguma seriedade. Há um certo formalismo na minha cabeça na hora de colocar as coisas em texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mais um post nonsense chega ao fim. A transição de humor foi feita. Suderj informa: sai dor, entra a (saudável e boa) saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5556199548747312459?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5556199548747312459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5556199548747312459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/12/change-of-heart-la-se-vai-pouco-mais-de.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-564283698985018619</id><published>2009-11-08T18:53:00.003-02:00</published><updated>2009-11-08T19:18:08.310-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>I always cry at endings&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia falar do festival Planeta Terra que foi bem legal, com shows interessantes e etc. Podia até colocar aqui videozinho dos eventos. Mas tudo isso meio que perdeu o sentido pra mim. O que fazer quando você viaja pra ver um show e no dia seguinte acorda incrivelmente cedo e corre pro aeroporto pra entrar no primeiro vôo de volta pra conseguir chegar a tempo de um enterro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia ruim eu recebi por celular ainda no festival. 4 palavrinhas ditas entre choro e soluços que me deixaram em estado de choque, o que me impediu de esboçar qualquer reação. Entrei em negação, admito. Não, isso não tá acontecendo. E assisti meus shows como se o mundo fosse o mesmo. Mas não era. Nem eu era. Podia ter me divertido infinitamente mais. Ligações pra lá e pra cá. Era preciso comunicar o ocorrido. E eu ali, sem ação. A ficha ainda não tinha caído. Fim de show, de volta ao hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tomar banho e no chuveiro fico pensando em tudo, ainda sem entender muito bem as coisas. Ainda meio fora do ar. Quando vou deitar a primeira porrada. Algumas poucas lágrimas. O redentor cansaço que me faz dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, café da manhã correndo entre alegres alemães e um casal francês. Todos tão relaxados e eu tensa, correndo, querendo voltar pra casa. Enquanto bebo meu suco reparo que o copo que uso é igual ao da casa da minha tia. Aperto no peito. Volto pro quarto, termino de arrumar minhas coisas, vejo se não esqueci nada e vou. As coisas não funcionam como eu gostaria. Sou obrigada a esperar quase 2:30h pelo vôo. Ainda meio aérea, sem entender o que diabos tinha acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ponho os pés dentro de casa é que a bomba cai. Choro compulsivo que tento reprimir pois ainda tenho que correr, tenho que chegar no cemitério, enfio na cabeça que tenho que ser forte pelos outros. Largo a mochila em casa e corro. Quando chego no local ainda estou pensando racionalmente, lidando com tarefas objetivas como ir de um lugar a outro, seguir instruções para chegar onde devo estar. Quando entro e vejo o caixão, aí sim meu mundo desaba de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É foda perceber que cheguei numa idade onde começamos a nos despedir das pessoas. Me assusta e me fere sobremaneira perceber que acabo de enterrar alguém que está só uma geração acima de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há chão. Não há lógica. Não há racionalismo capaz de me salvar desse tipo de dor. Não há nada nesse mundo que me faça esquecer a sensação horrível de ver alguém que você ama dentro de um caixão e depois sendo sepultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a culpa. Ela, que é uma das minhas mais antigas companheiras. Sempre acho que podia ter feito mais, ter estado mais presente. Penso em mil coisas que poderia ter feito de forma diferente. Em um átimo de segundo chego a pensar que eu poderia ter evitado tudo. Nonsense. O que poderia eu fazer contra um câncer avassalador que em 2 meses levou embora quem não devia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, essa é a conclusão lógica e racional do post anterior. Batalha perdida. Menos um. A mortalidade alheia chegou e lidar com isso é devastador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-564283698985018619?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/564283698985018619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/564283698985018619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/11/i-always-cry-at-endings-eu-podia-falar.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-417589556285058018</id><published>2009-10-10T16:25:00.003-03:00</published><updated>2009-10-10T17:16:47.869-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Growing old is getting old&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida real é bem legal, mas de tempos em tempos é também bastante impiedosa. O tempo no Rio de Janeiro tá uma merda. Frio, chuva, dias cinzentos, tudo que sempre fez mal pro meu estado de espírito. Tudo bem que eu sou uma carioca atípica, que não gosta de praia e de calor senegalês, mas eu não preciso de chuva e neblina em pleno dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como apesar de toda sofisticação intelectual e toda evolução encaremos o tempo como algo capaz de nos influenciar . Me sinto quase na antigüidade adorando elementais. Enfim, meu lado ranzinza que sempre reage com algum nível de agressividade, mau humor e preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que esse tempo assim acaba me deixando mais dentro de casa pela óbvia preguiça que ele encoraja. E como eu já penso demais normalmente, imagina pensar demais sob essas circunstâncias? E eu tenho pensado mais do que o normal ultimamente. Principalmente acerca da mortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você pode se perguntar por que eu to pensando em mortalidade. E a resposta simples e verdadeira é que eu estou tendo que encarar a mortalidade alheia e não to pronta pra me despedir. E por algum fio de esperança ou estupidez, não sei, acho que isso tudo pode mudar. But in the meantime, encaro a mortalidade alheia e isso põe as coisas em perspectiva suficiente para que eu encare a minha mortalidade. E acho que pelos últimos 3 dias meu lado emocional anda em frangalhos. Admito isso com a mais absoluta vergonha. Só assim pra eu quase chorar só de ouvir tocar Transatlanticism numa propaganda na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ontem apareci no trabalho com cores mais vivas, fugindo um pouco dos tons escuros que me caracterizam, numa clara tentativa de mascarar por fora meu momento quase monocromático. E acabei num botequim na rua (esses de cadeira de plástico), bebendo cerveja e pegando chuva fina (por causa do vento). Por um certo tempo foi legal pra rir, distrair. Depois eu comecei a pensar que eu tava num botequim fuleiro molhando de chuva a porra da pashmina francesa e sentada do lado de um cara com quem eu mal falo no trabalho mas que já tinha segurado meu braço e passado a mão na minha cabeça enquanto contava histórias e ria. E me incomoda essa gente que não tem proximidade mas que gosta de falar encostando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me enfiei num taxi, cheguei em casa e nos 4 passos sem cobertura que tive que dar pra entrar me encharquei. Banho quente e cama. E sonho bizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente estava no apartamento que a minha avó morou. Eu passava quase todos os meus fins de semana lá. Estava na varanda de um quarto. Saí e andei pelo corredor em direção à sala. Nesse trajeto parei na frente do quarto que era o da minha avó quando a vi nitidamente e era algo que não devia estar acontecendo. A roupa era do mesmo tipo que ela usava e que lembro. O cabelo estava diferente, escuro, de um jeito que eu só conheci por foto. As feições eram próximas das que eu conheci, mas também um pouco mais novas. Entrei rápido no quarto e, ao me ver, ela me olhou e disse "eu não devia estar aqui". E então começou a entrar na parede enquanto eu estiquei o braço o suficiente apenas para vê-la dissolver entre os meus dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A merda é que eu consigo quebrar parte do sonho. Interpretar parte dele. E parte do significado me assusta um bocado. Quer dizer, do significado que eu imagino. Interpretação certa de sonhos é pra gente analizada e eu não o sou. Talvez devesse ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligo a TV é tá passando um dos meus filmes favoritos ever. Um que tem como protagonista uma atriz francesa e acontece em Viena. E esse filme fode a minha vida. Porque me faz pensar mais ainda. Sempre me fez pensar. Os mais próximos a mim e mais atentos podem notar que o cito vez por outra. Uso frases tiradas dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que eu estou fazendo nesse post é jogar um emaranhado de pequenos pontos de partida. Mas esses pontos de partida não chegam a ser completamente desenvolvidos. Não to com cabeça pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o que eu preciso agora é abrir uma garrafa de Absolut ou assistir/ler algo completamente estúpido, não elaborado. O que vier primeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-417589556285058018?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/417589556285058018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/417589556285058018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/10/growing-old-is-getting-old-vida-real-e.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1595769532107362241</id><published>2009-10-04T09:55:00.002-03:00</published><updated>2009-10-04T10:30:26.799-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De volta ao mundo real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acreditei que fosse conseguir me desligar completamente de tudo por 20 dias, mas não é que deu certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui passar minhas merecidíssimas férias em 5 cidades de 3 aprazíveis países do velho continente. Fiquei a 2 passos de Guernica, visitei castelos e ruínas de sítios arqueológicos, tirei foto com a Mona Lisa ao fundo, imitei o Daniel-san no Louvre, andei como uma filha da puta por 20 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhei pelo Bairro Gótico, dei dinheiro a artistas de rua, visitei a cave do vinho do Porto que eu bebo, comprei souvenirs e voltei pra casa com pouco mais de 800 fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Madri quis muito tirar uma foto na frente de um cartaz enorme de apoio à candidatura madrilenha para sediar os jogos de 2016 enfiando um dedo na boca indicando nojo. Me contiveram porque, sei lá né, vai que decidem me encher de porrada na rua? Uma pena. Mas, chupa Madri!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver o espetáculo escrotamente divertido do Moulin Rouge com as suas dançarinas de peito de fora e dançarinos viadérrimos. E bebi mais champagne do que devia. Em dado momento, em um intervalo entre os números musicais, entrou um ventríloquo (!) e começou a fazer aquelas piadinhas bestas e todo mundo ria. Cutuquei minha irmã e falei "olha só, já começaram com as piadas pra bêbado rir, o champagne da galera já subiu e tudo é engraçado". E o espírito da coisa parecia ser mesmo esse. Em dado momento sobem as dançarinas com uma roupa que só me fez pensar no Garibaldo. Aquele da Vila Sésamo. Eu sei que só fiz duas coisas essa noite: bebi e ri horrores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei do Arco do Triunfo ao Louvre, do centro de O Porto até Vila Nova de Gaia, cidade vizinha. Percorri trajetos enormes que me garantiram uma média de 4km de caminhada por dia. Uma rotina igualmente divertida e cansativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra contar num post tudo que vi, que fiz, as cores e sabores de cada lugar. Mas posso dizer que aproveitei cada minuto e que foi genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora preciso me religar à realidade, baixar os CDs das minhas bandas, saber o que surgiu de novo nesses meus 20 dias fora do ar, voltar à terra. E amanhã meu lado workaholic volta à ativa. Apesar de fisicamente cansada, me sinto reanimada pra encarar a rotina diária de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que saudades das minhas pessoas queridas, do trabalho e de fora dele. Viajar é excelente, sem dúvida, mas voltar pra casa também é bom pra caralho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1595769532107362241?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1595769532107362241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1595769532107362241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/10/de-volta-ao-mundo-real-eu-nao-acreditei.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5463351099911112811</id><published>2009-09-12T21:12:00.000-03:00</published><updated>2009-09-12T21:12:56.577-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;Supreme Being of Leisure&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Depois de um dia puxadíssimo que começou às 4:30 da manhã com vôo de corno antes das 7 pra SP e volta ao Rio no início da tarde sem tempo pra almoçar, entrei oficialmente em férias. 20 dias sem processos, contingência, redução de passivo, workshop, políticas corporativas, grupos gestores, reuniões fixas semanais, consultas mirabolantes e incêndios a apagar. Saí do trabalho às 19:30 ontem mas deixei tudo em dia. Nem um puto de um e-mail na minha caixa. Nenhum assunto sem tratamento. Missão cumprida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por um lado eu to ansiosa porque só volto a trabalhar em outubro e até lá muito pode ter acontecido. Anúncios bombásticos podem ser feitos. Afinal, já falei que estamos em um momento de reestruturação. Mas nem adianta, vou me isolar do trabalho. Aliás, pelo andar das coisas acho que vou acabar me isolando do mundo. Nada de celular, de e-mails, blog ou twitter. Hum, talvez não consiga refrear meus ímpetos tecnológicos. Enfim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Preguiça absurda de fazer a mala. Tipo, absurda mesmo. Isso porque é a mala mais fácil de ser feita ever. Jeans, tênis e camiseta. Nunca gostei de fazer mala. É chato ter que escolher de antemão o que você vai querer usar. Eu não gosto de ter minhas opções limitadas. Acho que isso diz até bastante sobre mim. I like to keep my options open. Eu odeio me sentir limitada, restringida. Ainda que, paradoxalmente, seja por mim mesma. É, eu sou dual. Sim e não ao mesmo tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bom, é isso. Agora eu vou aproveitar minhas merecidíssimas férias. Até a volta.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5463351099911112811?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5463351099911112811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5463351099911112811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/09/supreme-being-of-leisure-depois-de-um.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1027541588495190114</id><published>2009-09-05T09:04:00.003-03:00</published><updated>2009-09-05T10:10:25.176-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>If you keep losing sleep&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sábado e depois de trabalhar como uma corna a semana inteira (as usual) eu perco o sono às 7 da manhã. Tenho um sonho bizarro em que estou assistindo um show do Ben Gibbard num teatro minúsculo e esse show é interrompido às 5 da manhã pra continuar em outro lugar e outro dia e, pra isso, temos que assinar uma lista pra garantir acesso à outra apresentação. E a caneta falha comigo mas insisto e consigo assinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo preocupada com trabalho. Preocupada com uma conversa com o chefe ontem. Preocupada com as reestruturações das Diretorias Executivas da empresa. A terra tá tremendo e embora as mudanças, a priori, não atinjam significativamente a minha área, o futuro, alguns cenários possíveis, me assustam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando seriamente em ter uma conversa franca e direta com o chefe na terça. Daquelas tipo Jerry Maguire, que te fodem de vez ou te guiam por caminhos potencialmente problemáticos, mas melhores do que os que você habitualmente trilha. Ao mesmo tempo, será que vale a pena? Na sexta que vem to saindo de férias, vou ficar incomunicável por 20 dias. Será que vale a pena dar esse tempo todo pro cara deixar o que eu disser sink in? Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fico meio pirada quando o chefe decide conversar francamente comigo. Porque, como eu já contei aqui no passado, eu fui contratada pra ficar na vaga de uma grande amiga minha. Tipo, das pessoas mais queridas do meu universo. E não é segredo pra ninguém que ela estava sendo preparada pelo chefe para substituí-lo. E aí ele vem com aquela conversa de que ele não tem sucessor atualmente e precisa de um. Que tem um braço direito na área x e precisa de um braço direito na área y (que é onde eu atuo). Que ele precisa assumir novas atribuições mas precisa de mim pra isso. Eu acredito em parte mas enxergo uma boa dose de demagogia no discurso. E aí pela primeira vez na vida ele resolve elogiar minha formação com um pouco mais de ênfase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu sou filha de uma das melhores faculdades de Direito desse país eu sei. E é motivo de constante (e absurdo) orgulho e culpa. Sim, culpa. Porque não acho que faço justiça a ela e me cobro demais. Eu tenho um dever de excelência por vir de onde vim. É piração minha, mas é algo importante na minha cabeça. Eu me imponho o dever de sempre representar bem minha faculdade. Principalmente quando discuto processo com ex-aluno de Harvard ou figurões do Processo Civil. E isso acontece com freqüência suficiente pra ser assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas férias serão cobertas por um puxa-saco do chefe que é famoso por buscar defeitos no trabalho alheio. Daí um pouco da minha tensão. E embora eu tenha convicção de que desempenho meu papel de maneira competente, sabe-se lá que tipo de interpretação podem dar às coisas na sua ausência pra te foder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então tem reunião geral com todos os advogados e um dos meus projetos é apresentado como case de sucesso e pedem que eu compartilhe como cheguei a resultados tão expressivos em tão pouco tempo. E eu falo a mais absoluta verdade: trabalho. Muito trabalho, muito stress, muita cobrança. A paranóia do controle total. Foi daí que surgiu o resultado. Eu to me matando pra fazer uma coisa funcionar e ela tá funcionando. E aí vem o chefe elogiar publicamente. Pra logo em seguida dar aquela comida de rabo coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem aquele discurso de assumir novas responsabilidades, maiores, que precisamos cooperar. E elogios rasgados ao puxa-saco que, na boa, não faz nada além de rodar pra lá e pra cá fazendo trabalhinho de relações públicas. Saio puta da minha vida. Volto pra casa dirigindo no modo automático, sem prestar atenção. Quase bato na traseira do carro da frente umas 3 vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu to aqui pensando em formas de step up the game. Raise the bar. Eu vou virar o capeta. Controle total. Aliás outro dia tava no telefone com uma amiga e no meio da conversa tive que dar umas ordens e ela ouviu. E isso não é legal, fiquei bastante chateada depois. Ninguém precisa me "ver" irritada dando ordens. Ninguém fora do meu mundo profissional precisa me ver mandando alguém fazer uma coisa e fazer imediatamente. It's not a pretty sight. Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim de semana mal começou e to eu trabalhando. Pesquisando jurisprudência, estudando, tentando entender o que mais diabos eu posso fazer. E a partir de terça e quando eu voltar de férias, vai rolar um trabalho fodido de relações públicas da minha parte. Porque se os resultados do lado jurídico por si só não dão conta, vamos pra politicagem que o mundo corporativo tanto ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To ouvindo compulsivamente Use Somebody do Kings of Leon. Não deve ser bom sinal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1027541588495190114?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1027541588495190114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1027541588495190114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/09/if-you-keep-losing-sleep-e-sabado-e.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1991011203680727340</id><published>2009-08-30T22:04:00.002-03:00</published><updated>2009-08-30T23:04:43.868-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;Amizade é um esporte de contato&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375928059996542306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SpsiFnImFWI/AAAAAAAAAH4/LAFJsi6RB1o/s400/Guinness.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Eu tinha escrito um post enorme com a minha análise do subtexto da sexta-feira. E embora eu tenha tirado algumas conclusões (daí o título do post), resolvi que seria muito ranzinza da minha parte transformar uma noite tão divertida em objeto de análise. Decidi que o outro post vai ficar nos rascunhos (porque eu não jogo fora o que escrevo) e vou me limitar a contar aqui as coisas divertidas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confesso que durante um tempo não chamei essa amiga pra sair pra beber porque sempre dava alguma confusão com outras pessoas que as impediam de sair também e eu sempre achei que eu sozinha seria um convite à monotonia após um certo tempo. E embora eu goste das minhas cervejas amargas, não gosto que as minhas noites carreguem o mesmo gosto no final.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso foi uma grande besteira e perda de tempo. Fomos pra um Pub na Lapa que servia a minha querida Stella a honestos R$5. Ambiente bastante simpático e agradável. Na mesma medida que a conversa fluía, Stellas e mais Stellas eram trazidas e levadas da nossa mesa. As horas voaram e não percebi. De repente era hora da atração musical da noite. Uma cantora de pop rock (assim o site a descrevia) num esquemão voz e violão. O repertório foi extremamente divertido e altos sapatão hahahaha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em dado momento fui pegar meu celular pra mostrar que meu plano de usar a câmera de vídeo discretamente numa reunião jamais funcionaria porque acende uma luz vermelha, e é feito um vídeo que capta parte da apresentação da tal cantora incluindo gritos de "toca Alanis!!! You Learn!!!". E, claro, mostra essa infame que voz escreve desconfortável em ser filmada enquanto mata mais uma Stellinha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tem uma coisa que eu ainda não aprendi, que é a manter meu celular seguro na bolsa enquanto bebo. Eu ligo e mando mensagens de texto impróprias ou completamente nonsense. Em dado momento fico com saudade do meu amiguinho de copo do trabalho e mando SMS pra ele. Depois tento fazer uma video chamada. Pra quê, vocês hão de perguntar. Pra ver a cara dele, ora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu sei que tudo estava tão agradável que em nenhum momento eu olhei no relógio. E eu tenho mania de olhar constantemente que horas são. Então se eu liguei tarde demais pro meu amigo (que tá em casa de licença médica, olha a falta de noção) vou ter que me desculpar depois. Mas ele me entende. Pior foi quando um assunto surgiu e eu liguei pra ele por achar que ele sabia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Eu te contei X?&lt;br /&gt;- Não! É mesmo? (risos)&lt;br /&gt;- Sério, eu não te contei no dia y?&lt;br /&gt;- Ah, se você contou eu não vou lembrar, eu tava bêbado naquele dia, esqueceu?&lt;br /&gt;- Hum, verdade...ok, depois a gente se fala. Beijo, tchau.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais um tempo passa e vem uma terceira pessoa pra compor a mesa. E uma pessoa normal poderia resolver se portar de maneira mais formal na presença de alguém desconhecido. Não eu. Mas eu consegui não ficar fazendo piada o tempo todo por ele chamar minha amiga pelo nome e não pelo apelido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passa mais um tempo e vem uma mulher do pub dizer, in a friendly way, se poderíamos encerrar a conta pois o bar fecharia. Eu falei que tudo bem porque eu ia dizer o que? "Não! E me traz mais um half pint!". As pessoas fazem umas perguntas tão sem sentido de vez em quando...enfim. Antes de levantarmos ainda deu tempo de ver um gringo completamente bêbado abraçando uma menina e quase caindo. Aliás, quase caindo em cima de mim. Mas como não derrubou minha bebida e nem causou danos e eu tava benevolente, nem fiz nada. Só ri da cara dele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pago minha conta e vamos pra outro bar. Escolho um aleatório usando como único critério a proximidade. Quando estamos quase sentando numa mesa do lado de fora eu vou perguntar se tem mesa dentro, o que faz meus acompanhantes rirem nem sei de que.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema desse bar é que a única vez que bebi nele tava com a Professora de Teatro, o amigo em licença médica e mais 2 pessoas. E de repente eu não gostei de estar ali com quem estava. Algo como um choque dos meus mundos. Como peças de quebra-cabeças diferentes. Fiquei mais decepcionada ainda quando fui no banheiro e entreouvi uma conversa imbecil de duas acéfalas. Ai, me senti tão fora do lugar. Vontade de voltar pro Pub.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas esse segundo bar não durou muito. Dele eu lembro do meu comportamento padrão de quando observam que eu não to bebendo. Quando eu faço uma pausa e alguém pergunta se eu não vou beber ou me fala pra beber, eu acabo virando o copo de uma vez. E aí minha amiga falou que também não era pra beber tudo de uma vez e deu vontade de rir. E quase que me sai cerveja pelo nariz. Depois de rir fico reclamando como criança que não é pra me fazer rir enquanto bebo que isso acontece e que meu nariz tava ardendo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acho que isso contribuiu pra decisão da minha amiga de pedir a conta pensando que eu tava bem pior do que realmente estava. O engraçado é que às vezes eu estou boba, mas bem mais consciente do que se imagina. Em outros momentos acham que estou bem e estou completamente mal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Me despeço do meu jeito sem noção de sempre e que já expliquei uma vez pra outra pessoa. Quando eu digo que vou embora, quando assim o decido, é como se na minha cabeça fosse acionado um módulo de volta pra casa. E eu fico prática e só penso em me enfiar num taxi e voltar pra casa. As minhas despedidas são as mais awkward ever hahaha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cheguei em casa 5 da manhã com os punhos da minha camisa branca sujos (uma das mesas estava empoeirada, só pode!) e o sachet de cigarro habitual. Ao acordar no dia seguinte comecei a rir ao me dar conta de que tinha bebido 100 dinheiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Definitivamente preciso repetir a última sexta mais vezes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1991011203680727340?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1991011203680727340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1991011203680727340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/08/amizade-e-um-esporte-de-contato-eu.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SpsiFnImFWI/AAAAAAAAAH4/LAFJsi6RB1o/s72-c/Guinness.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-8126834298324064004</id><published>2009-08-23T11:18:00.000-03:00</published><updated>2009-08-23T11:18:58.643-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Surto Kevin Lomax&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso dizer que eu sou foda pra caralho e ganhei o julgamento! Tipo, pela primeira vez na história dos julgamentos sobre um determinado tema a empresa ganhou. E isso faz com que eu me sinta foda pra caralho. Não que eu tenha feito tudo sozinha, não fiz, mas o mérito também é meu porque quem coordena e decide a linha de defesa sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que ainda não sei o teor exato da decisão porque na hora só informam pra gente a procedência ou improcedência e o número de votos. Sei que a decisão foi unânime e tal, mas ainda to esperando o teor da decisão. Não é um órgão judicial então a parada tem regras próprias. Mas foi o Recurso Extraordinário e não cabe mais discussão. Chupa, empresa rival!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tava tão absurdamente tensa que comecei a twittar sobre o assunto pelo celular. Assim, surtada. Quando veio o resultado eu entrei num estado de agitação enorme. Eu não sabia o que fazia. Se saía correndo, se dava socos no ar, se gritava, enfim, eu precisava extravasar! Eu ainda não perdi nada nessa seara. Protegi tudo que a empresa pretendia que eu protegesse. Garanti o direito de uso de tudo que queriam usar. Na minha cabeça veio logo aquela cena do Advogado do Diabo do surto de vaidade do Kevin Lomax:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Cv9zXUd55Sw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Cv9zXUd55Sw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando contei pra área que seria diretamente afetada que havíamos ganhado o entusiasmo foi tão grande que fui literalmente puxada pelo braço pra sala de uma figura importante pra repetir a notícia. Quando fui contar pro meu chefe eu ainda tava absurdamente entusiasmada e, após contar a importância do resultado, o chefe quer dar visibilidade. Leia-se, colocar notinha sobre isso no jornalzinho interno da empresa. Jornalzinho interno para o qual querem me indicar como correspondente da minha Diretoria (sem a minha anuência), but anyway...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foda é que sempre tem um incêndio a apagar. De liminar com multa diária de R$10 mil a assuntos nebulosos em processos milionários. Sexta só consegui sair do trabalho depois das 19h por causa de todas essas confusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quer saber? Se as coisas ficam calmas demais eu fico entediada. Bring it on!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-8126834298324064004?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8126834298324064004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8126834298324064004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/08/surto-kevin-lomax-preciso-dizer-que-eu.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1145582292481112357</id><published>2009-08-15T17:34:00.002-03:00</published><updated>2009-08-15T18:47:40.520-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Notas rápidas sobre tudo e nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último sábado surpreendi uma amiga com uma afirmação bombástica. Era algo que estava na minha cabeça uns 3 dias antes de externar. A primeira reação dela foi achar que era mais uma das minhas piadas. Nem era. Uma semana depois preciso dizer que repensei muita coisa. Mesmo. Mas ainda não tenho uma resposta definitiva acerca da dúvida que eu mesma externei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo mais querido no trabalho vai ficar 30 dias fora em licença médica. E eu já to entrando em desespero. Porque numa tacada só eu to perdendo meu companheiro de copo e a pessoa que mais me entende. Às vezes nem precisamos de palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho ouvido compulsivamente Our Love to Admire no carro. Cada vez mais me convenço que Pace is the Trick tem coisas a ver comigo. Definitivamente é uma das minhas músicas favoritas do Interpol e me remete a Take You on a Cruise (a parte do "I"m a scavengeeeeeeeer" me faz acelerar se o trânsito estiver limpo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira to em SP pra mais uma daquelas viagens bate e volta. Agora to aqui pensando se volto no vôo das 16h ou das 19:30h. Às vezes penso em pegar o de 19:30 pra ter mais tempo pra ver as pessoas. Mas na real eu sei que isso não adianta muito. De qualquer forma preciso me enfiar no taxi com uma antecedência desconfortável pra evitar a hora do rush. Tomara que o julgamento seja logo cedo e acabe rápido (com ganho de causa meu, que fique bem claro) pra eu ter meu tempinho na Livraria Cultura que eu tanto gosto e seu simpático Café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O twitter virou mesmo um vício. Até por SMS eu posto lá. E olha que eu não queria usar, precisaram me convencer. Entretanto, como lá eu não sou anônima, continuo compartimentalizando as coisas. Blog é blog, twitter é twitter. O mais engraçado é seguir quem eventualmente te lê sem que tenham ligado o nome à pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o cara todo errado a quem eu daria uma chance. Bem, definitivamente ele é todo errado. A nova chance foi desperdiçada após algumas tentativas. Agora eu to cismada com um cara do trabalho que até é interessante, mas acho que é viado. Uma amiga minha diz que se eu acho que ele é então ele é, já que eu tenho uma estranha propensão a gostar de viadinhos. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha fase atual é de severo questionamento e sonhos bizarros. Tipo, nada a ver mesmo. São uns sonhos absurdos que não fazem o menor sentido e não têm sequer alguma lógica no meu mundo. Os questionamentos são sobre todos os aspectos da minha vida. Todos mesmo. Nada ficou de fora. Lógico que algumas coisas são relativizadas, não que eu pretenda mudar tudo. Algumas coisas só precisam de novos rumos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana descobri elogios alheios direcionados a mim e uma admiração aos meus dotes mentais verbalizado de maneira extremamente peculiar. Traduzindo as palavras alheias, eu tenho um leque grande de informações e quando me disponho a discorrer sobre alguns temas as pessoas prestam atenção, me ouvem. É engraçado ver que me enxergam assim. Porque na verdade isso me é entediante em alguma medida. Ser ouvida é bom. Prestarem atenção é bom. Mas eu queria diálogo, que alguém fosse capaz de retorquir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a vida segue vertiginosamente rápida. Eu gosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1145582292481112357?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1145582292481112357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1145582292481112357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/08/notas-rapidas-sobre-tudo-e-nada-no.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-8790259260202479358</id><published>2009-08-02T19:22:00.002-03:00</published><updated>2009-08-02T20:21:49.033-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>I've got the greatest view from here&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quantos de vocês lembram dos personagens recorrentes desse blog, um deles é a Professora de Teatro, aquela que decidiu rotular como espontaneidade e autenticidade a minha falta de noção. A interação com ela sempre se deu num nível mais intelectual. Porque eu gosto de observar pessoas e predizer condutas e essa coisa toda de analisar a natureza das condutas alheias bem ou mal interessa a alguém que se dedica a querer dar vida a gente de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez enquanto conversávamos ela me perguntou quando decidi ser questionadora. Aquela pergunta me pegou com a guarda baixa. Porque pra mim não fazia sentido essa coisa toda de escolha. Do meu ponto de vista, nunca houve escolha. Eu questiono e tento achar significado porque sou assim. Nunca parei pra pensar que fazer isso era uma escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso nisso tudo é que eu nem me acho questionadora assim. Eu só acho que tento manter olhos, ouvidos e mente aberta a tudo que me cerca. Porque questionar não é bem a graça do negócio. A graça está em absorver o máximo de informação possível. Ampliar horizontes sempre fez parte de mim. Acho que por isso eu gostava mais de História Geral do que História do Brasil no colégio. Porque o que acontecia aqui era reflexo de coisas maiores que aconteciam no mundo. E eu precisava entender o que acontecia no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ver por isso minha vida online começou em 96. Um Aptiva e uma conexão discada num provedor que nem existe mais (eu acho) abriram ainda mais o leque. E não havia mais volta. Era todo um mundo de informações ao meu alcance, como eu tinha sobrevivido até ali sem todas essas informações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mania de observar em silêncio e tentar predizer as condutas alheias no entanto não é um exercício de mera observação. Na verdade eu faço isso porque eu sinto necessidade de realmente entender os outros. Principalmente os que me cercam. Eu assisti The L Word pra tentar entender uma amiga. Eu secretamente li trechos de um livro pra tentar entender as razões de outra. Ouvi bandas e vi filmes tentando entender um amigo. Abandonei piadinhas de viado (ao menos na frente dele) por outro. E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, não é só uma questão de observação. Sem que saibam, submeto todos os que me são caros a silenciosos testes. Vejo como se comportam em algumas situações e avalio a conduta deles, vejo se é compatível com o que esperava deles. E embora minha imagem de todos seja bastante positiva, um ou outro me decepcionou pelo caminho. Esperava mais. Nada que afete minha relação com eles, mas digamos que seja um arranhão. E aí aprendo a aceitar e entender as falhas alheias porque intimamente sei devem fazer o mesmo com as minhas inúmeras imperfeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, gente. Nada de paranóia comigo. Quem eu gosto sabe muito bem o que sinto por cada um. E isso não vai mudar a menos que role uma punhalada pelas costas, o que no meu mundo é crime passível de banimento e degredo. E esse tipo de tratamento é dispensado até a quem tem o mesmo sangue que eu nas veias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo isso é uma maluquice sem fim. Me imponho uma série de padrões éticos que assustariam a maioria. Eu realmente tento fazer as coisas direitinho. Ser leal, justa, ética, coerente. Me esforço horrores. Acho que é pra contrabalançar todos os meus vários defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo o que me assusta é que, se eu quiser, eu sei ser bem filha da puta. E quando eu fico realmente irritada eu não penso e posso acabar dando brecha pro lado ruim aparecer. E eu realmente me esforço pra ser uma pessoa legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser síndrome de &lt;a href="http://www.travessa.com.br/COMO_SER_LEGAL/artigo/378151BD-01FD-45B1-BE84-2C41B413C882" target="_blank"&gt;Katie Carr&lt;/a&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-8790259260202479358?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8790259260202479358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8790259260202479358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/08/ive-got-greatest-view-from-here-nao-sei.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2949862305516478998</id><published>2009-07-25T19:01:00.000-03:00</published><updated>2009-07-25T19:01:57.485-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Minha fase impaciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu passo por períodos de irritação e impaciência ou que eu preciso dar espaço pro meu lado rolo compressor, eu acabo ouvindo Tool e A Perfect Circle. Porque a voz do Maynard James Keenan é incrível e as músicas são melódicas apesar de terem um jeitão mais pesado. É interessante porque é uma agressividade que contrasta com uma voz quase gentil. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tem uns 2 dias que escuto &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vFw9fHN6Bhc" target="_blank"&gt;Passive&lt;/a&gt; do A Perfect Circle no repeat. Ontem trabalhei ouvindo Passive. Quase em transe. Achei interessante que o refrão sintetiza bastante da minha falta de paciência com um dos personagens da minha vida. A letra é essa (grifos meus):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dead as dead can be&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The doctor tells me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But I just can't believe him&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ever the optimistic one&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm sure of your ability&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To become my perfect enemy&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Wake up, and face me&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Don't play dead, cause maybe&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Someday I'll walk away and say&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;You dissapoint me&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Maybe you're better off this way&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Leaning over you here&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cold and catatonic&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I catch a brief reflection&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Of what you could and might have been&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It's your right and your ability&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To become my perfect enemy&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wake up (why can't you)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And face me (come on now)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don't play dead (don't play dead)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cause maybe (cause maybe)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Someday (someday)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'll walk away and say&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You dissapoint me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Maybe you're better off this way&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You're better off this&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Maybe you're better off &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wake up (why can't you)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And face me (come on now)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don't play dead (don't play dead)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cause maybe (cause maybe)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Someday (someday)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'll walk away and say&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;You fucking dissapoint me&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Maybe you're better off this way&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Go ahead and play dead (GO!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I know that you can hear this (GO!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Go ahead and play dead (GO!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Why can't you turn and face me (GO!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;You fucking dissapoint me!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Passive agressive bullshit&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho tempo pra essas coisas. Nem tempo nem saco. Se tem uma coisa que me irrita é adolescência tardia. Diria que estou prestes a tomar uma decisão irreversível. Na verdade acho que a decisão foi tomada há muito tempo. Só me permiti vê-la agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo me faz pensar na minha abordagem prática das coisas. Costumo dizer que meu pragmatismo ainda há de me tornar um autômato. Mentira. Minhas escolhas são práticas mas ao mesmo tempo são absurdamente emocionais. Decidir alguma coisa com base em conceitos prévios não deixa de ser uma decisão de matriz emocional. E que maneira picareta de não usar a palavra "preconceito", não? Questão de retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem assisti Gattaca de novo. Adoro esse filme. Minha irmã me pergunta então por que gosto do filme e respondo que é algo plausível para um futuro não muito distante e que é a clássica história do underdog. Porque sim, eu tenho a síndrome do underdog, admito. O que é até contraditório porque também sei ser bastante arrogante. E ela diz que não há nada de underdog em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, voltando ao tema central. Ando impaciente e irritada. Ando muito de saco cheio com a incompetência alheia. A malandragem alheia de jogar as coisas pra eu resolver quando nem atribuição minha é. E alguns meses atrás eu até resolveria pra não me indispor, pra ser legal. Não mais. Agora eu toco o foda-se. Porque senão essa gente sem noção monta nas minhas costas e acha que um gesto de gentileza é obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maynard James Keenan é a minha voz ultimamente. Vamos ver quanto tempo dura a era dos confrontos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2949862305516478998?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2949862305516478998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2949862305516478998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/07/minha-fase-impaciente-toda-vez-que-eu.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1527568868513244697</id><published>2009-07-15T22:00:00.002-03:00</published><updated>2009-07-15T22:28:14.942-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sanidade é para os fracos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mês passado pela primeira vez na vida eu tirei férias. Daí hoje o chefe me chama e me comunica que meu próximo pagamento já vem com um aumento. E é o meu primeiro aumento na vida. E embora não transforme meu salário na coisa mais maravilhosa do universo, dá pra fazer muitas coisas divertidas com os novos dinheiros que me acompanharão. Tomara que as primeiras experiências continuem positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada vem de graça né? Então o chefe me colocou num projeto que é super complicado e trabalhoso, mas ao mesmo tempo é legal porque me dá visibilidade. Por exemplo, hoje ele falou pra eu me organizar que iria com ele numa reunião. Assim. De surpresa. Me preparo pra encarar um grupinho de pessoas com a adição do chefe ao quadrado. Chegando no lugar, percebo que os participantes não são os de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho em volta e estou numa sala com alguns dos maiores fodões do trabalho, diretores executivos e etc. Lá pelas tantas um solta que talvez o presidente apareça. E foi só falar isso que eu comecei a ficar tensa. Pra caralho. E torcendo pra ninguém me perguntar nada capcioso na frente do meu chefe e do chefe ao quadrado. E acabam falando de algo que eu disse numa reunião mais cedo. E fico tranqüila ao perceber que mais cedo consegui fugir de uma roubada de maneira bem hábil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes clichês de grandes reuniões é a projeção de apresentações cheias de gráficos e indicadores por um data show. E estamos todos encarando o clichê projetado numa tela quando mostram um slide com os "responsáveis" pela condução do projeto. Um organograma com o nome de várias gerências e seus respsctivos gerentes. Logo abaixo o nome da pessoa que deve ser o contato. E na minha gerência aparece meu nome como contato. Por um segundo cheguei a gelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora meus dias estão ainda mais cheios de perguntas. Trocentas pessoas me consultando por dia. Tem um lado bem legal, mas também tem um componente de tensão porque você tem que ajudar a achar uma saída pra fazerem o que querem fazer. Porque meu papel não é dizer não, mas dizer a maneira segura de fazer o que pretendem. Lógico que de vez em quando rolam uns nãos categóricos, mas eles não podem ser regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra completar to cobrindo as férias alheias então rola todo um malabarismo de encarar as novas atribuições sem deixar a bola cair do outro lado. Há em mim um componente absurdamente narcisista que faz com que tudo ande. Porque eu posso me foder toda, mas resolvo o que tiver que resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hit me with your best shot, mundo corporativo. I can take it.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1527568868513244697?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1527568868513244697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1527568868513244697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/07/sanidade-e-para-os-fracos-mes-passado.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4156099032792094048</id><published>2009-07-09T15:58:00.002-03:00</published><updated>2009-07-09T16:18:56.679-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Irritações cotidianas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico impressionada com a mediocridade alheia. De verdade. Ontem à noite fui parar num pronto socorro por causa de uma febre bizarra com dor de garganta. Nada novo, anualmente tenho uma crise do tipo, já to acostumada. Só não começo a tomar amoxicilina por conta própria porque eu não banalizo antibiótico. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou eu pro médico e falo meus sintomas. O puto sem nem verificar minha temperatura ou possível inchaço/sensibilidade nos gânglios, me receita amoxicilina, dipirona e um terceiro medicamento que eu ignorei por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiop, eu não fiz Medicina, mas eu SEI o que deve ser feito num atendimento de emergência de alguém que se queixa de dor de garganta e febre. Falo que meus ouvidos também doem e o cara quer me tratar como se fosse gripe. Aí eu perco a paciência e falo que não estou gripada e bombardeio o mediocrezinho com termos técnicos pra ele sentir que não estava falando com uma imbecil. Não fiz Medicina, mas convivo com gente da área médica e não fugi das aulas de biologia. A vontade era perguntar onde aquele beócio tinha se formado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumo ficar impaciente e irritada quando estou doente. Pessoas me explicando coisas que me são óbvias já me irritam em condições nomais, imagina no meu quadro de mau humor de doente? E vem o cara explicar que a dor no ouvido era porque a garganta e o ouvido tem ligação. Jura? Hum, será que é por isso que existe uma especialidade médica chamada otorrinolaringologia? Será? Incompetentezinho de merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei pra casa e comecei a tomar amoxicilina que é a única coisa da prescrição dele que eu aceito porque, como eu disse antes, tenho alguma experiência com garganta ferrada. Agora to aqui pensando se faço alguma coisa mais efetiva com relação à incompetência alheia. To quase escrevendo pro CRM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão vejamos, se o diagnóstico dele foi uma mera irritação na garganta, porque diabos ele prescreveu um antibiótico? Esse tipo de medicamento não é usado para mera irritação, ele é indicado para inflamações. Prescrição irresponsável de medicamento controlado? No mínimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que o Conselho de Medicina tem mais é que copiar a OAB e instituir uma prova. Advogados incompetentes são capazes de realmente foder a vida alheia e olha que mesmo com a prova tem um monte deles por aí. Agora imagina o potencial destrutivo de médicos com formação deficiente? Imagina o perigo de jogar por aí médicos que não atendem aos requisitos mais basilares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. A vontade que dá é colocar aqui nome completo e CRM da criatura, mas já sei que isso deu merda com a autora de um blog. Deu processo e etc e esse é o tipo de confusão que eu to dispensando. Pelo menos por enquanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4156099032792094048?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4156099032792094048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4156099032792094048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/07/irritacoes-cotidianas-eu-fico.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4355240647259749979</id><published>2009-07-04T14:09:00.000-03:00</published><updated>2009-07-04T14:09:26.575-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>On the road&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que viajar a trabalho e fiquei 3 dias fora pra cumprir uma pauta que somava assumir novas responsabilidades e atribuições, fazer um trabalhinho básico de relações públicas e tomar as rédeas de uma situação que precisa urgentemente ser resolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fui eu praquela vida de acordar 4 horas da manhã, me enfiar num avião, ouvir aqueles avisos de segurança que eu sei de cor, me incomodar com o inglês tenebroso de comissários de bordo que acham (ACHAM!) que sabem falar inglês e brincar de tentar adivinhar quem é o hétero da tripulação (se é que há algum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem deu o nome de Confins pro aeroporto internacional de MG foi extremamente preciso. Ele realmente fica nos confins de Minas. Talvez por isso fique tão impaciente de ir pra lá. Porque sei que, diferente de SP que em meia hora estou onde devo estar ou daqui do Rio que chego em casa em 20 ou 30 minutos, lá eu demoro 1 hora pra chegar no centro de BH. Você é obrigado a viajar pra chegar no aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram obras e vias expressas pra tentar aproximar o aeroporto da cidade, mas essas vias são de uma ironia sem fim. Aquele asfalto novinho, lisinho, e uma placa indicando o limite de 70km/h com fiscalização eletrônica. É piada isso? Com uma pista dessa dá pra rodar aos 100km/h mole!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia tudo bem. Faço o que tenho que fazer, dou bronca em outrem, dou um cartão amarelo discreto sinalizando a possibilidade do vermelho e no fim da tarde volto pro hotel. Tédio. Mando SMS pra Deus e o mundo. Room Service e cama. Afinal, tinha dormido 1 da manhã e acordado às 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo dia me rende uma reunião que começou no início da tarde e foi até quase 7 da noite. Mas o que mais me chamou atenção nesse dia foi o número de pessoas com camisas do Cruzeiro. Tinham me alertado que se o Cruzeiro ganhasse eu não dormiria pelo foguetório. Se perdesse o foguetório seria dos atleticanos. E quer saber? Depois de mais um dia arrasador, ouvi até um certo foguetório, mas dormi numa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o terceiro dia que fodeu tudo. Todas as minhas horas contadas e comprometidas com reuniões numa agenda que começava às 9 da manhã. E o cronograma foi pro espaço quando uma das reuniões, que devia durar 1 hora, durou 3! Daí pra frente foi uma correria só e o desespero de encaixar 4 reuniões em 4 horas. Na minha cabeça tocava o tema de Missão Impossível. Pra resolver tudo sacrifiquei meu almoço e cumpri a agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagem até confins e no painel o horrível aviso: delayed. Daí pra frente era o ritual de atraso. Compro uma revista, leio alguma coisa, SMS pros outros e irritação. Eu, que só tinha tomado o café da manhã, acabei lembrando que meu estômago existia. Mas com a sala de espera lotada, nem queria levantar e perder meu lugar. Foda-se o estômago. Devia estar em casa bem mais cedo, mas cheguei depois das 10. Arrasada. Tudo porque o maldito vôo que eu estava ainda iria a Miami e atrasou horrores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tem gente que glamouriza viagens a trabalho e acha que é a maior moleza. Juro que nunca vou entender essas pessoas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4355240647259749979?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4355240647259749979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4355240647259749979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/07/on-road-tive-que-viajar-trabalho-e.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-8006190670149192571</id><published>2009-06-27T00:11:00.002-03:00</published><updated>2009-06-27T00:35:46.858-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>RIP MJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou me abster de fazer as mil piadinhas de humor negro sobre o incidente porque já as fiz no twitter e não pretendo ser repetitiva. Eu tava aqui pensando no assunto, acho que no fim das contas a morte vai ser benéfica ao MJ. Com o tempo as pessoas vão se fixar mais no lado musical do que na persona Wacko Jacko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que ele entrou na espiral da loucura, sempre senti um pouco de pena do cara. Que ele foi um gênio da música isso é inegável. Que ele foi um artista completo e alguém realmente criativo e inventivo é fato. É realmente triste ver tanto talento e potencial serem jogados no lixo em meio a discussões sobre plásticas mal feitas e crianças penduradas em sacadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei aqui pensando no acidente de avião que matou o Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper. Esse dia acabou marcado como the day that music died. E a morte do Michael Jackson me trouxe um pouco essa sensação de que a música morreu também um pouquinho com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beat it é uma música tão foda, mas tão foda, que foi regravada trocentas vezes, desde por Belle &amp;amp; Sebastian até pela Amy Winehouse e sempre soou bem. Thriller é irrepreensível e até hoje é um clássico dos clipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, os vídeos são um capítulo à parte. O cara já tinha mega produções quando ninguém ligava muito pra essa mídia. Os vídeos dele são ícones da videografia mundial. Quem não lembra de Thriller? E Bad? Aliás, nos últimos tempos a carreira dele tinha caído mas lembro do vídeo de Stranger in Moscow. A fotografia é muito bonita e o vídeo inteiro é em slow motion. Ficou bem bonito. E a música é legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que hoje passei o dia ouvindo MJ. Eu e uns amigos no trabalho ficamos conversando por e-mail, passando links de vídeos do You Tube. Todos de uma maneira ou de outra lamentaram a morte do cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma nota pessoal, posso dizer que sempre gostei bastante de The way you make me feel e Human Nature. Do Jackson Five tem o classicão Ben, que sempre preferi à ABC, e tem também Who's loving you. Uma musiquinha romântica com um enfoque adulto cantada por um menino que nem tinha chegado na puberdade com uma honestidade e talento absurdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, lamento a morte do MJ por tudo que ele representou e sempre vai representar para a música. Por outro lado, penso que agora ele vai finalmente descansar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-8006190670149192571?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8006190670149192571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8006190670149192571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/06/rip-mj-eu-vou-me-abster-de-fazer-as-mil.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-768522722870773987</id><published>2009-06-20T00:39:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T00:39:31.877-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Das bandas que me destroem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Smashing Pumpkins nunca foi banda favorita, mas sempre gostei bastante. Acontece que o Billy Corgan tem o dom de me arrasar. Eu não consigo ficar impassível diante de músicas como 1979, Ava Adore, Today, Thirty-Three, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando babaca e sentimentalóide ultimamente. Tentando com afinco acordar de manhã todos os dias com pelo menos 13 anos. Ok, essa foi uma piadinha interna demais, só uma pessoa entenderia. Enfim. To tentando ser uma versão melhor de mim. Tenho andado tão à flor da pele que amoleço até vendo a propaganda da Visa. Só porque toca Today.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Billy Corgan faz parte do grupo de letristas que conseguem dizer as coisas de um jeito que eu consigo, sei lá, &lt;em&gt;relate&lt;/em&gt;, na falta de expressão melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem como ser blasé com 1979:  &lt;em&gt;we don't even care as restless as we are. We feel the pull In the land of a thousand guilts and poured cement. Lamented and assured to the lights and towns below. Faster than the speed of sound. Faster than we thought we'd go. Beneath the sound of hope.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ava Adore destrói tudo com a afirmação &lt;em&gt;In you I see dirty, in you I count stars. In you I feel so pretty, in you I taste God. In you I feel so hungry, in you I crash cars. We must never be apart&lt;/em&gt;. Esse we must never be apart é de foder a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praquelas horas em que bate aquela raiva repentina. Pra quando você se sente sacaneado no trabalho ou culpa o mundo moderno por grande parte das cagadas da sua vida, há Bullet With Butterfly Wings: &lt;em&gt;Even though I know, I suppose I'll show all my cool and cold-like old job. Despite all my rage, I am still just a rat in a cage&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você se dá conta do passar dos anos e de que está mudando, tem Tonight Tonight: &lt;em&gt;Time is never time at all. You can never ever leave without leaving a piece of youth. And our lives are forever changed, we will never be the same. The more you change, the less you feel&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem disse que Smashing Pumpkins não é amor? Em Stand Inside Your Love tem a pérola &lt;em&gt;you're everything that I want and asked for you're all that I dream&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today é um clássico da ansiedade e ao mesmo tempo é uma música com uma melodia bonitinha. &lt;em&gt;Today is the greatest Day I've ever known Can't wait for tomorrow I might not have that long I'll tear my heart out Before I get out&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não dá pra fechar uma listinha de citações das letras do Smashing Pumpkins sem falar em Thirty Three. Que atire a primeira pedra quem nunca caiu nesse clichê: &lt;em&gt;so I pull my collar up and face the cold on my own. The earth laughs beneath my heavy feet at the blasphemy in my old jangly walk, steeple guide me to my heart and home&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Smashing Pumpkins é o tipo de banda que cobre todo o terreno das emoções humanas, mas nao é só isso. As letras são honestas. Talvez um pouco simbólicas em alguns momentos, mas definitivamente é algo com que você consegue se identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso é que, apesar de nunca ter sido banda favorita, há uns 3 anos eu escuto e gosto bastante de Silversun Pickups, uma banda que é freqüentemente comparada ao Smashing Pumpkins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post desconexo, eu sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-768522722870773987?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/768522722870773987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/768522722870773987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/06/das-bandas-que-me-destroem-smashing.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-7223034568964640276</id><published>2009-06-16T13:10:00.002-03:00</published><updated>2009-06-16T13:34:07.298-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Férias, essa desconhecida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aos 28 anos eu tirei férias pela primeira vez na vida. Tá, são só 10 dias, mas cara, isso é bizarro. To no segundo dia e confesso que não desliguei por completo do trabalho. Já me segurei umas 3 vezes pra não mandar e-mail pra pessoas com que me relaciono apenas profissionalmente. A melhor parte das férias so far é não haver a menor obrigação de acordar cedo. Eu ODEIO acordar cedo. Pra mim acordar cedo é uma espécie de violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa legal: pegar o carro e me enfiar num shopping. Ler os livros que não tinha conseguido ler até agora. Ver todos os filmes que eu adiava ver. E aí depois que os 10 dias passarem fodeu que vou ter que me readaptar ao fuso horário de trabalho, à correria habitual e já na volta vou ser submetida à maior violência ao meu relógio biológico: chegar no aeroporto às 5:30 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa chata das férias na fase adulta é que nos tempos de colégio/faculdade todo mundo tirava férias ao mesmo tempo. Agora eu posso beber numa quarta-feira sem medo da ressaca de quinta, mas cadê todo mundo? Trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei tendo uns sonhos bizarros com pessoas com quem eu nem me relaciono. Mas tudo bem. Acho que é reflexo de uma conversa ontem e de ter ido dormir pensando numas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota final: ovomaltine combina com amarula. Agora to aqui pensando se isso ficaria bom numa espécie de white russian from hell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chega que eu tenho uns filmes pra ver e nada sério a fazer. =P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-7223034568964640276?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7223034568964640276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7223034568964640276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/06/ferias-essa-desconhecida-entao-aos-28.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2776649437047095955</id><published>2009-06-08T20:51:00.001-03:00</published><updated>2009-06-08T21:59:25.732-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nonsense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse escritora poderia ser dito que eu passo por uma fase writer's block, como não sou, me limito a dizer que não sei bem o que falar mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas coisas andam acontecendo ao mesmo tempo que eu ainda tenho que me segurar de vez em quando e respirar fundo. E aí de repente todos os pensamentos somem da minha cabeça na mesma velocidade com que as palavras somem da minha boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho vamos entrar agora num período de grandes mudanças e eu torço para que me sejam benéficas. E continuo trabalhando como uma corna. As usual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lado pessoal eu ando babaca. E propensa a ver no que vai dar com um cara que é o mais errado ever, que diz as coisas mais impróprias, que me irrita. Mas que de vez em quando sabe ser fofo e isso acaba me desarmando. E meu esforço hercúleo pra não dar a mínima vai se mostrando ineficiente. Sem contar o lobby de um grupo enorme de amigos, todos sutis como paquidermes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando preocupada. Eu sei que outro vôo da Air France não vai cair tão cedo, mas pensar que uma das pessoas mais importantes da minha vida vive voando Air France me deixa paranóica. E com saudade. E os 6 graus de separação com uma das vítimas também me tem sido bizarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que depois de 28 anos finalmente aprendi algumas coisas realmente basilares. E tem sido bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2776649437047095955?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2776649437047095955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2776649437047095955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/06/nonsense-se-eu-fosse-escritora-poderia.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-7153235780936973617</id><published>2009-05-31T16:51:00.001-03:00</published><updated>2009-05-31T16:51:47.810-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Assuntos desconexos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa última semana foi bizarra no trabalho. Eu tenho uns 3 ou 4 casos críticos dando merda simultâneamente. Porque eu sou responsável por 3 Estados e, segundo a Lei de Murphy, se tiver que acontecer alguma merda, ela vai acontecer em um dos meus Estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então depois de trabalhar como uma corna a semana inteira e sair pra beber na sexta porque eu mereço, me ligam no sábado. Agora imagina a cena, o cara de outro Estado sai da casa dele no sábado e vai pra empresa pra pegar o número do meu celular e ligar pra mim pra resolver um problema. Caso crítico, não posso decidir sozinha. Ligo pro chefe. Que liga pro cara que me ligou, que me liga de volta e o primeiro que me ligou então volta a ligar e depois o chefe liga uma última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso, resolvendo problemas de trabalho pelo telefone em pleno sábado. Bem, pelo menos deu pra resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto, acho que viciei no Twitter. Afinal, qual pessoa normal e não viciada em Twitter se preocuparia em achar um meio de postar pelo celular? Essa é a grande graça do Twitter, a espontaneidade da coisa. Bem ou mal pra postar em blog você precisa ao menos pensar no que escrever. Bem, acho que os outros pensam nisso, eu já desisti dessa idéia. Hum, pensando bem, então isso aqui é um Twitter prolixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o Britain's Got Talent, bem, todo mundo torcia pela Susan Boyle e ela perdeu. Eu não torcia por ela então nem ligo. Ela nem era a melhor cantora! Tinha um moleque de 12 anos chamado Shaheen Jafargoli que cantava mais. E tinha o Shaun Smith que tem 17, joga rugby e canta direitinho. Não é nada de espetacular, mas agrada aos ouvidos e serve de eye candy. Definitivamente eu s2 Simon Cowell. O cara é mal humorado, impaciente e objetivo na medida certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E numa última nota, meus amigos são sutis como paquidermes. Mas eu gosto de todos mesmo assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-7153235780936973617?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7153235780936973617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7153235780936973617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/05/assuntos-disconexos-essa-ultima-semana.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5108570928382574463</id><published>2009-05-23T18:40:00.006-03:00</published><updated>2009-05-23T23:55:20.620-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A falta de noção habitual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seriedade corporativa é para os fracos, já falei isso. Acho que está na hora de mostrar uma foto de parte da minha estação de trabalho pra ilustrar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/Shh6Cdm68gI/AAAAAAAAAHo/_a3rzodU6Fo/s1600-h/IMG00001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339151540973924866" style="width: 400px; height: 320px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/Shh6Cdm68gI/AAAAAAAAAHo/_a3rzodU6Fo/s400/IMG00001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;Pois bem, é isso. Eu tenho um Darth Tater e um Spud Trooper de cada lado do meu monitor e meu wallpaper é o Paul Banks do Interpol. E agora que o pessoal do trabalho descobriu a &lt;a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Indie" target="_blank"&gt;desciclopédia&lt;/a&gt;, cismam de me chamar de indie. Em pensar que até poucos dias nem sabiam que esse verbete existia. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que um cara do trabalho fica brincando que vai levar um dos meus Mr. Potato Head e pedir resgate. Ontem tive que sair da minha mesa por um tempo e quando voltei meu Darth Tater não estava lá. No lugar tinha um bilhete: "resgate R$1.000,00". Não tive dúvidas da autoria. Ele negou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o chefe estava fora em reunião, liberei toda a minha falta de noção. Fui até a mesa do suposto sequestrador e coloquei a mochila dele nas costas. Disse que só devolveria quando meu Darth Tater aparecesse. A cena que veio a seguir é das coisas mais ridículas que aconteceram naquele andar. Dois adultos, um correndo atrás do outro por entre mesas. Eu com a mochila e ele atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ninguém filmou isso. E não, a câmera de segurança também não registrou este momento singular. Então, não há provas do micão. Só testemunhas oculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então hoje dona mamãe me pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- cadê aquele CD daquele conjunto nacional?&lt;br /&gt;- hã?&lt;br /&gt;- aquele que você tem e eu gosto...&lt;br /&gt;- ah tá! Pato Fu?&lt;br /&gt;- isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem como não amar sua mãe querer ouvir os seus CDs? =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5108570928382574463?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5108570928382574463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5108570928382574463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/05/falta-de-nocao-habitual-seriedade.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/Shh6Cdm68gI/AAAAAAAAAHo/_a3rzodU6Fo/s72-c/IMG00001.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2238783374549533323</id><published>2009-05-17T14:39:00.003-03:00</published><updated>2009-05-17T23:49:35.815-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>I'm a war of head versus heart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a sentir que meu stress está acabando comigo fisicamente. Daí que dona mamãe veio conversar comigo naquele esquemão "não se torne a segunda geração workaholic". Como se fosse fácil pra uma louca competitiva como eu. Sempre lembro de um professor de Geografia do pré-vestibular que dizia que éramos infinitamente mais preparados pro mundo real do que nossos pais porque nos habituamos desde cedo à competição. Somos postos à prova várias vezes e rankeados várias vezes antes de sequer chegarmos ao mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que pra alguém paradoxalmente narcisista e auto-depreciativa como eu, é meio foda deixar pra lá e me desligar. Mas eu to deixando meu stress me destruir fisicamente e isso não é legal. Não é nada bom ir dormir às 2 da manhã em plena terça-feira pensando em um processo. Não é nada bom perder o sono às 4 da manhã pensando em problemas profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação que eu tenho é de que eu to numa bifurcação e eu posso escolher entre dois caminhos. Um deles é mergulhar ainda mais nesse universo que me drena fisicamente. Outro é tentar racionalizar menos as coisas, parar de tentar encontrar significado em tudo e todos. A escolha, olhando assim, parece bem simples. Acontece que um caminho é uma estradona pavimentada, caminho tranqüilo. A outra é uma estrada de terra, toda esburacada. E o raciocínio lógico manda sempre escolher o caminho mais simples. Mas e se, contrariando a matemática, a linha reta não for o caminho mais curto entre A e B?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me fode muitas vezes é esse raciocínio cartesiano, como se tudo, por mais que eu não acredite em certezas matemáticas pra tudo, ainda assim pudesse ser resolvido dessa forma. E apesar de enxergar os tons de cinza, fico procurando só em preto e branco. Como um cachorro correndo atrás do próprio rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm a war of head versus heart and it's always this way&lt;/em&gt;. Meu lado racional nunca se entendeu com a minha versão passional. E eu nunca tive lá uma sabedoria Salomônica pra conciliar os dois lados. Eu tenho períodos de prevalência. Passo do racionalismo puro e aplicado a momentos à flor da pele. Enfim, louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha lista de coisas pendentes agora há um novo item: diminuir um pouco a velocidade de vez em quando. Eu não preciso correr o tempo todo. Em alguns momentos eu preciso só andar. Ou mesmo parar e só observar. Não são os dias que passam desesperadamente rápido, eu que os expulso um a um do meu calendário com um relógio onde o ponteiro das horas se confundiu há muito com o dos segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hey man, slow down&lt;/em&gt;. Eu sei, Mr. Yorke. Entendi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2238783374549533323?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2238783374549533323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2238783374549533323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/05/im-war-of-head-versus-heart-comeco.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2165500975949816299</id><published>2009-05-10T19:48:00.001-03:00</published><updated>2009-05-17T23:49:09.063-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bizarrices cotidianas e fixação musical&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo das bizarrices cotidianas fico com cena na última sexta voltando pra casa. E lá está a que vos escreve dirigindo pensando em outras coisas. E ouvindo Radiohead. De repente começo a ouvir um som agudo baixo. Agudo e constante. E eu pensando "mas diabos, essa música do Radiohead não tem esse agudo! Ou será que ele sempre esteve aí e eu não percebi?". Bem, poupando-os do suspense, era uma ambulância que se aproximava e eu quase arremessei o carro no acostamento pra dar passagem. Anyway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estou quase em casa, nova ambulância. Dessa vez sem sirene nem nada e com as janelas traseiras abertas. Na parte traseira um cara com farda cáqui de cabeça baixa, cara de cansado. Do outro lado uma menina, sem uniforme. Pelo menos não que eu tenha enxergado. Daí que a menina começa a olhar pra minha cara. E isso me deixa extremamente desconfortável. Olho pra um lado, pro outro, procuro um ponto cego qualquer, mas tenho que olhar pra frente né? Afinal, estou dirigindo. E lá está a menina, me encarando. De vez em quando sorria. De quê?!? Porque?!? Conseguiu me inibir, começou a tocar Jigsaw e nem cantei junto. Damn it. Odeio me sentir observada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a parte da fixação musical agora. Bandinha independente de San Francisco, altamente recomendada pra quem gosta de electro pop. O nome da banda é Lilofee e a primeira música deles que eu ouvi é absolutamente viciante: Lock and Key (tá no widget). O disco deles The Only Years é self-released então eu não achei na Amazon, CDBaby ou qualquer outro lugar. Quem quiser comprar tem que mandar e-mail direto pra eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonoridade da banda é uma coisa meio Ladytron, em alguns momentos é meio sombria como She Wants Revenge, em outras horas parece bem filha do New Order mesmo. Eu sou horrível pra contextualizar essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra de Lock and Key é bastante bem humorada. Pontos extras pra eles. A vocalista (Kimi Recor) já começa dizendo "I'm part of a generation sexually ambiguous all the girls kiss and the boys don't know what to do so they borrow our pants, and our shoes and our eyeliner too". O refrão é grudentíssimo e em tom de desafio a Kimi Recor canta "hey mister, hey mister, I kissed your kid sister, what you're gonna do, what you're gonna do?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um monte de formas de se abordar Lock and Key. Dá pra imaginar em alguns momentos que é a resposta de uma banda de Rock pra I Kissed a Girl da Kate Perry. Dá pra encarar como um bem humorado exercício de observação da cena rock atual onde há uma grande carga de ambigüidade sexual e isso fica claro desde a postura de palco até a estética de algumas bandas (o Bowie, bem o sabemos, fez escola).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem decide levar a música a sério acaba se agarrando a esta parte: "we were built to be explored by other phisically like a lock with many, many, many different keys. And I play safe but I won't play by the rules cause I like chocolate, vanilla and strawberry too". O que não deixa de ser um argumento válido na defesa da diversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa na verdade é que Lilofee é uma banda pra ficar de olho. Bastante divertida, com músicas dançáveis e que até aqui tá no meu ranking de melhores bandas novas de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2165500975949816299?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2165500975949816299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2165500975949816299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/05/bizarrices-cotidianas-e-fixacao-musical.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-8989410968922270397</id><published>2009-05-03T11:05:00.000-03:00</published><updated>2009-05-03T11:05:42.055-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>And the beat goes on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu fiquei mais velha (não digo o dia). E comemorei do jeito que o faria e tive que conciliar ali meus universos. No fim tudo correu harmoniosamente bem. Só houve uma falta de noção ou outra, mas o tom da noite foi a minha infâmia, histórias de porre e micos cotidianos. Ah, claro, e tinha um unfinished business na agenda também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram que eu falei que coloquei na minha mesa de trabalho um Sr. Cabeça de Batata vestido de Darth Vader? Pois é, o povo do trabalhou comprou pra mim de presente a versão Storm Trooper! Começo a temer pela minha credibilidade corporativa. O mais hilário foi ver que meu chefe assinou na parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando assim parece muito tranqüilo, mas também tive que ouvir o dia inteiro todo mundo me chamando de patricinha. Aí a noite uma amiga meio que defende minha indumentária falando que eu sou assim fantasiada de "Dra. Advogada", pra logo em seguida ouvir de um amigo do trabalho que não, geralmente eu não sou patricinha assim. Só pra me sacanear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois perguntam pra um amigo off-work se ele também escuta as mesmas coisas bizarras que eu. Coisas bizarras fica por conta de quem disse, eu acho que escuto coisas bem normais. Enfim, meu amigo off-work então diz que não. Só pra queimar meu filme. Agora o povo do trabalho tá me achando indie (embora nem saibam que essa terminologia existe). Comofas/////&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o unfinished business, hum, digamos que há uma torcida para que eu deixe de ser inflexível e dê uma chance a alguém do passado. E na minha escala de freak out com relação a isso eu to num grau equivalente a defcon 5. Ainda é uma coisa moderada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, foi uma noite de muitas gargalhadas, uma boa dose de diversão e de felizes reencontros. Eu fiquei feliz (e na própria comemoração de aniversário, é isso que importa, não?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, resolvi me render ao twitter. Só não dou o link aqui porque lá não sou anônima, tem até foto da minha cara, vejam vocês. Só não sei qual vai ser o impacto do twitter nesse blog. Espero que nenhum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-8989410968922270397?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8989410968922270397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8989410968922270397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/05/and-beat-goes-on-entao-eu-fiquei-mais.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2919051510669762948</id><published>2009-04-26T23:09:00.002-03:00</published><updated>2009-04-26T23:36:32.392-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>It's a new dawn, it's a new day, it's a new life for me...and I'm feeling good&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês perceberão ao final deste post, a partir de hoje não sou mais "C.", sou a Pequena Infame. E de onde eu tirei essa nova identidade? Bem, uma amiga me chama assim, achei pertinente. Sem contar que se pensarmos em PI dá pra fazer analogia com politicamente incorreto. E tem coisa mais divertida nessa vida que ser infame e politicamente incorreta? Bem, não sei se essa vai ser a identidade permanente, mas por enquanto ficamos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei qual vai ser a reação de vocês ao novo nome, mas confesso que me livrar do "C." já é um grande alívio. Eu deixo de ser um clichê de anonimato pra me aproximar um pouquinho mais do cartoon que eu sou na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de noção graça na minha vida. Um dia no trabalho um amigo tava com uma série de documentos, incluindo carteira de trabalho, porque ia pedir visto pra terra do Ronald McDonald. Aí vimos a foto da carteira, ele tinha uns 18 anos. Aí a sem noção que vos escreve conta que tirou carteira de trabalho no início do ano passado quando foi convidada a trabalhar onde atualmente trabalha. Ao notar os olhares incrédulos, só consegui pensar em um argumento e disse como se fosse a coisa mais natural do universo: "mas eu nunca precisei disso antes!". Pois é. Depois dessa ele sempre que pode me chama de mimadinha. Até parece que isso é ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu caí da escada e tava ainda com o joelho ferrado e sem poder dirigir, em um dos dias que eu estava assim dona mamãe foi me levar no trabalho de manhã. Considerando meu estado e que era um feriado que ela estava enforcando e eu não, nem achei tão absurdo assim. Achei um gesto de carinho e cuidado e só. Mas como eu não valho nada e nesse dia meu amigo tava meio contrariado com uns problemas profissionais, falei pra ele que sabia porque ele tava irritado. Que era porque a mãe dele não o tinha levado ao trabalho. Rendeu boas risadas e uma bela melhorada no humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu falo besteiras o tempo todo? Sim. Rir é importante. Quebrar a seriedade corporativa é importante. O que as pessoas não parecem perceber, mesmo porque me esforço pra esconder, é que meu lado galhofa tá ali pra contrastar com a absurda seriedade que me é inerente. Porque eu cobro demais e exijo demais de mim mesma. Faz parte da minha natureza Florbela Espanca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o nick muda mas eu sou a mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2919051510669762948?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2919051510669762948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2919051510669762948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/04/its-new-dawn-its-new-day-its-new-life.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5712943009998265533</id><published>2009-04-21T19:50:00.001-03:00</published><updated>2009-04-21T20:01:11.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Right now I feel each and every fragment (ou sobre meu sentimentalismo barato)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é a proximidade do meu aniversário ou se é culpa do passar dos anos, mas aquela sensação de que cada vez mais me entrego ao meu lado sentimentalóide parece mais viva que nunca. Tenho sentido tudo e com intensidade. Eu já falei aqui que me ligo em gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia recebi o link de um vídeo. Uma amiga que está viajando e foi num show do Maxïmo Park gravou um pedaço de Books From Boxes pra mim porque sabe que adoro essa música e mandou o vídeo. Presente pra mim, dizia ela. Achei o gesto bonitinho. De verdade. É daquelas coisas que me deixa com um sorrisinho besta no rosto e faz com que me sinta benquista. É um gesto pequeno, sutil, mas é o que basta. Eu gosto de pequenos gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra ocasião, no local preferido de happy hour de quem trabalha no Centro do Rio, a Lapa, depois de alguns chopes, muitas risadas e piadas infames, decido encerrar minha noite. Vou me despedir das pessoas. Um amigo me abraça. Daqueles abraços mais eloqüentes que um discurso inteiro. Me beija no rosto, diz que me adora e volta a me abraçar forte antes de pedir que eu avise quando chegar em casa. E se antes eu achava que o adorava também, acho que hoje posso dizer que é recíproco quando ele me mandou um sms dizendo me amar. E estamos falando aqui de amor apenas no plano da amizade, sem qualquer segunda intenção ou &lt;em&gt;hidden agenda&lt;/em&gt;. E isso me faz feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez no espírito de reparar males anteriores tenha decidido me desculpar recentemente com um cara por ter sido escrota com ele. Ele me pareceu magoado a princípio, ainda que isso não afetasse a amizade. Depois de um tempo resolvemos partir pra sinceridade inconseqüente. Sei que lá pelas tantas me foi dito que uma longínqüa noite foi intensa. O pior de tudo é saber que essa impressão foi unilateral. Eu não sei lidar com pessoas então resolvi não desmentir a impressão alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora to aqui pensando em comemoração. No que fazer. E pensando no e-mail que será enviado a algumas pessoas. E a quem vou mandar e-mail convidando. E isso é muito complexo porque eu não queria ser obrigada a convidar algumas pessoas por mera convenção social. Mas sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também to me preparando psicologicamente pro possível choque dos meus mundos. Uns 2 ou 3 deles na verdade. Só o fato de gente do trabalho me ver com outros tipos de pessoas vai ser no mínimo curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, que venha mais um ciclo. Se acontecer algo bizarro ou surreal vou acabar contando aqui mesmo (desde que não seja absurdamente comprometedor) que eu me conheço. E a saga do meu pseudônimo continua. Confesso que não consegui pensar em nada. Só sei que esse "C." precisa chegar ao fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5712943009998265533?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5712943009998265533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5712943009998265533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/04/right-now-i-feel-each-and-every.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1528445664348358971</id><published>2009-04-15T20:30:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T20:53:23.028-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A insustentável preguiça do ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha que estar preparando uma aulinha sobre alguns temas jurídicos mas cadê vontade? Completamente sem saco pra explicar o Decreto do SAC. Completamente sem saco de explicar Responsabilidade Civil nas relações de consumo. Mas tenho que dar aulinha sobre esses temas nos próximos dias. Ai. Preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devia estar funcionando agora no modo jurídico mas só consigo ouvir a voz da Emily Haines. Viciante o CD novo do Metric na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais recente capítulo bizarro da minha vida, cedi a pressões sociais dos amigos do trabalho e entrei na equipe de corrida da empresa. Não riam, é verdade. Bem, entramos todos nós na equipe de corrida, na verdade. O problema é que com isso devo cumprir o regulamento da equipe. Ou seja, me comprometi a participar de no mínimo 6 competições por ano e também a ir a 2 treinos semanais. Eu, a sedentária. Já tem gente apostando que eu vou pular fora no primeiro mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo é a avaliação. Temos de nos submeter a um check-up com um médico especializado na área desportiva. Tudo liberado, recebemos os uniformes e vamos aos treinos. E 6 vezes por ano temos que participar de competições de corrida. Se for necessário viajar pra competir a empresa patrocina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o RH e seus programas de qualidade de vida. Meus amigos e minha incapacidade de dizer não. Lá vou eu cuspir meu coração depois de 20 minutinhos de uma corridinha vagabunda. Enfim, o jurídico agora vai ter sua própria equipe de corrida. Bem, pelo menos um dos jurídicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mais um capítulo da minha sitcom particular. Com o tempo vou postando a saga da equipe de corrida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1528445664348358971?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1528445664348358971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1528445664348358971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/04/insustentavel-preguica-do-ser-eu-tinha.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1934085191619598589</id><published>2009-04-07T14:23:00.002-03:00</published><updated>2009-04-07T15:06:39.729-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>The ability to laugh at weakness&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase aí de Fitter Happier do Radiohead me pareceu bastante apropriada pra abrir esse post. Principalmente porque é o que eu estou fazendo agora, rindo da minha própria fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina a cena: são 7 horas da mnhã de uma pacata terça-feira e você está saindo de casa com uma pontualidade absurda, imaginando o trânsito limpo e uma chegada rápida no trabalho. To eu pensando na reunião de avaliação que tive ontem com o chefe e onde ele falou com todas as letras que estava muito satisfeito com o meu trabalho e que o assunto X, desde que eu o assumi, não é mais motivo de preocupação pra ele. Enfim, tava me sentindo bem. E lá vou descendo as escadas até que, bem, o salto do meu sapato esquerdo decidiu socializar com a perna direita da minha calça. Dobro os joelhos e deslizo com as pernas dobradas o último terço do lance da escada e fecho a cena ridícula dando de cara na parede. A deslizada foi uma coisa meio Marty McFly deslizando no palco com a guitarra no Baile do Encanto Submarino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que pela eternidade de 15 segundos fiquei ali, em posição fetal tentando controlar a dor dos caralhos que eu tava sentindo, a sensação de que minhas pernas pegavam fogo e tentando entender se eu tinha quebrado ou torcido alguma coisa. Aí uma vizinha abre a porta e me encontra estatelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora eu não sabia se a dor maior era nos joelhos ou no orgulho ferido. Vi que tava tudo bem, tudo inteiro e subi de volta. Dor dos caralhos. Meu celular arranhado, um leve arranhão nos meus óculos, um corte na sobrancelha que só fui descobrir quando subi de volta pra casa, arranhões em um braço e hematomas gigantes e inchaço nos dois joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha a futilidade da pessoa. Num primeiro momento o que realmente me incomodou foi pensar que minha armação fofa da Armani ficou levemente (quase imperceptível) arranhada e que o BlackBerry que eu desdenho ficou arranhado também. Se bem que isso do celular pode ser legal, agora tenho uma desculpa pra trocar o aparelho que não completou nem 1 ano ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, to eu aqui refém de bolsas de gelo pelo corpo. E a situação toda é tão patética que eu não me agüento (I s2 trema). Comecei a gargalhar sozinha lembrando da cena ridícula. O mais engraçado é pensar que à noite acho que pelo menos mais uns 4 vizinhos vão saber o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que isso já é uma manifestação do meu inferno astral? Não sei. Só sei que o jeito agora é voltar pra cama, pras bolsas de gelo e tratar de me recuperar pra amanhã. Porque há uma workaholic dentro de mim que já ficou sabendo que o seu ramal se esgoelou o dia inteiro e não se conteve e abriu o e-mail corporativo pra descobrir que tinha mais de 90 e-mails não lidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, por hoje chega. Vamos todos rir da comédia pastelão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1934085191619598589?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1934085191619598589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1934085191619598589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/04/ability-to-laugh-at-weakness-essa-frase.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2252144877558860703</id><published>2009-04-04T10:58:00.003-03:00</published><updated>2009-04-05T01:07:45.958-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sobre covardia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu &lt;strong&gt;ODEIO&lt;/strong&gt; gente covarde. Não falo aquela covardia que é derivada do medo e algum instinto básico de autopreservação. To falando daquela covardia de gente que gosta de manter aquela fachada &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt; mas ao mesmo tempo tá ali apunhalando pelas costas, sem qualquer chance de defesa. Gente que não tem culhão, em bom português, pra bancar suas idéias. Gente que se esconde em uma historinha elaborada pra angariar a simpatia alheia e se mete a pontificar sobre a vida dos outros quase sempre de forma pejorativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou eu tocando a minha vida dentro dos meus parâmetros de normalidade, isto é, correndo de um lado pro outro e fazendo malabarismo, quando descubro que alguém do meu passado, alguém a quem devotei certa afeição anda falando mal de mim a quem me é caro. Que bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja você como são as coisas, você tenta ser legal com os outros e, após incidentes desagradáveis, se limita a restringir contato e não tecer comentários desabonadores sobre aquela pessoa. Você acha que isso é a coisa certa a fazer. Você acredita na reciprocidade e que, assim como deixou outrem em paz, vai ter o mesmo tratamento. Porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então enquanto eu fico na minha e toco minha vida numa boa tá lá a criatura alardeando que eu sou fria e impessoal e traçando todo um perfil psicológico desabonador pra gente que eu gosto. Que boa filha da puta, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito puta da minha vida por uns dias, confesso. Me senti ferida e, passional como sou, fui envenenada pela extrema capacidade de odiar que sei que guardo dentro de mim e que reprimo por não me ser benéfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a pequena eternidade de 2 dias me permiti absorver o ódio e deixá-lo crescer e dei espaço pra minha metade ruim que, por pior que seja admitir, é péssima. E fiquei feliz ao lembrar que sou paciente e a vida é irônica o suficiente pra puxar o tapete de quem se acha. Imaginei cenários em que aguardava pacientemente o momento do julgamento alheio chegar. E quando a então vítima se sentia injustiçada, pra mim era &lt;em&gt;doce&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao término das 48h notei a grande besteira que isso era. E cheguei a rir da imagem que fizeram de mim. Alguém que não sabe picas da minha vida há tempos se achando especialista na análise da minha psiquê. E de repente comecei a achar a situação toda tão patética e tão risível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma verdade imutável nessa história toda e acho que em virtude dela deixei tudo isso de lado. Essa pessoa não me diz mais nada. Lógico que o ataque me inspirou ódio, mas depois que o sangue parou de borbulhar notei que nem ligo se a figura tá bem, mal, doente, saudável, viva ou morta. É uma daquelas pessoas que você conheceu em algum momento da sua vida e agora não faz a menor questão de reencontrar porque vivem em universos totalmente opostos. Sabe aquelas pessoas que não têm a menor relevância e nos causam constrangimento só de ter a mínima interação social porque não temos a menor vontade de conversar nem sabemos fingir que nos importamos com isso? Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como eu não sou mulher de dar recadinho e falo diretamente o que penso, digo só uma coisinha já que aparentemente você ainda passa por aqui: Longe ou perto, dispenso sua torcida ok? Obrigada. Esse tipo de (falsa) torcida é algo que realmente não preciso na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num clima mais leve, inevitável não lembrar do brinde da Elaine Benes em um episódio de Seinfeld: &lt;em&gt;Here's to all that wish us well and those who don't can go to hell&lt;/em&gt;. É por aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2252144877558860703?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2252144877558860703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2252144877558860703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/04/sobre-covardia-eu-odeio-gente-covarde.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5240518136393531825</id><published>2009-03-29T20:38:00.001-03:00</published><updated>2009-03-29T20:49:39.412-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De volta ao mundo real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um tempo eu andei nessa nostalgia precoce do Radiohead e ainda acho que foi o ponto alto dos shows da minha vida, mas a questão é que o tempo vai passando e vou voltando à realidade. E não ando com muito saco, admito. Principalmente pra grosseria alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes eu era leniente, pensava que era da natureza alheia não se mancar de algumas coisas, ser desatento a pequenos detalhes, agora acho só infantil e irritante o hábito de querer ser engraçadinho provocando a raiva alheia. E fico monossilábica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ando de saco cheio de gente hermética achando que sua alardeada autenticidade e sua sinceridade constituem salvo conduto pra falar toda sorte de merda e achar que eu tenho que compactuar. No fucking way. Sou eu que decido o nível de informação que partilho e com quem o faço. E se isso incomoda, bem, boo-fucking-hoo. Já falei trocentas vezes que sou a favor da reciprocidade, que é como eu funciono. Como não quero ser recíproca na babaquice alheia, prefiro me calar. Não há tempo na minha rotina diária para grosserias gratuitas e/ou infantilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser pedantismo meu, mas ultimamente tenho achado algumas condutas tão infantis e não-condizentes com o que eu quero pra minha vida. Gente que eu achava legal entrou temporariamente na espiral da babaquice. Pode ser coisa da minha cabeça, óbvio. Mau humor, talvez. Sei lá. Talvez amanhã nem pense mais assim. Talvez amanhã já tenha esquecido isso e tirado as pessoas da espiral da babaquice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Radicalismo meu, eu sei. Mas não ando mesmo com saco pra administrar as outras pessoas, já gasto tempo demais administrando os meus problemas. Esquentando a cabeça com trabalho, negligenciando uma série de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo correndo pra lá e pra cá. Reunião, palestra, compromissos, 8 consultas pendentes, 20 e-mails não lidos. Planos. Dia após dia a necessidade continuar mostrando que eu sou isso tudo que esperam e projetam. Dia após dia a necessidade de provar a mim mesma que eu não sou a fraude que penso ser. Às vezes me pego pensando que o que eu desejo mesmo é &lt;em&gt;a quiet life with no alarms and no surprises&lt;/em&gt;. Mentira. Não seria feliz assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nego porque no fundo acho que deve ser de bom tom negar, mas eu gosto do caos. De tempos em tempos gosto até daqueles dias em que nem almoço porque estou ocupada demais pra isso. E acho engraçado lembrar de todos os dias que disse pra amigos no trabalho que não ia almoçar porque eu tava fodida ou atolada em assuntos a resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente tenho pensado em alguém que tinha resolvido trancafiar no meu passado. E assim o fiz, apagando qualquer traço de afetividade ou incômodo. A boa e velha indiferença que reservo a quem cirurgicamente removo da minha vida. Daí que me expuseram ao humor alheio e por um segundo senti até falta. Não sei se do humor ou sua dona. Não sei mesmo. Talvez seja só do humor porque acho que hoje não moveria uma palha pra construir pontes. Por orgulho ou por me sentir dissociada mesmo, não sei qual dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho pensado muito em certo e errado. O que é certo, o que é errado. Tenho pensado nos meus mil preconceitos cotidianos. No meu senso de superioridade com relação a várias pessoas. Tenho pensado na minha frieza argumentativa. Tenho pensado nos meus critérios de descarte. Quem repilo e por quais motivos. Porque se as coisas continuam iguais ou até mesmo se surgiram novos motivos pra querer me afastar, porque cismo em pensar que estou sendo radical? O fato de me sentir atraída por quem já repeli e cujos motivos ainda existem, e ainda parecem lógicos, me incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It's all wrong. It's all right&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5240518136393531825?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5240518136393531825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5240518136393531825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/03/de-volta-ao-mundo-real-durante-um-tempo.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3918991080888430018</id><published>2009-03-21T12:00:00.002-03:00</published><updated>2009-03-21T13:08:22.942-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;For a minute there I lost myself&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após mais de uma década de espera finalmente vi um show do Radiohead. Ingresso comprado desde o início de dezembro e muita ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio que Murphy me ama então uma semana antes do show meu estômago resolveu me foder como não fazia há tempos. Num rompante de extrema disciplina passei a semana à base de sopa (argh) pra domar meu estômago guloso que insistia em digerir a si próprio. As coisas que a gente faz pra assistir o show de mais de uma década de espera...mas vamos cortar direto pro show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda entra com 15 Step, a primeira de In Rainbows e excelente indicativo. Chego a temer que o tempo passe rápido demais. Mais adiante no show acabo comentando isso com um amigo que diz que na verdade o show vai durar uma eternidade. E ele durou mesmo uma eternidade. O suficiente pra nos questionarmos o que será agora dos shows que vêm por aí depois que vi Radiohead. Agora só dá pra ir ladeira abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ainda estamos eufóricos com 15 Step a banda emenda com  Airbag. Golpe baixo hein, Thom Yorke. Domínio do público garantido. Seguimos com There There e All I Need. Momento para alguns casaizinhos fazerem o ritual do acasalamento. É de lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos com Karma Police, Nude (fuck hit na minha modesta opinião), Weird Fishes/Arpeggi, The National Anthem, The Gloaming, Faust Arp. A multidão completamente à mercê da banda e começam a tocar No Surprises. E eu lembro do vídeo, do Thom Yorke com a cabeça submersa em água. De novo, multidão cantando junto em transe. Eu também, claro. Depois da calmaria, Jigsaw Falling Into Place, uma das melhores do In Rainbows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente uma batidinha familiar e custo a acreditar. É Idioteque! &lt;em&gt;This is really happening&lt;/em&gt;! Seguimos com I Might Be Wrong e para minha surpresa tocam também Street Spirit. Voltamos ao In Rainbows com Bodysnatchers e voltamos ao Kid A com How To Disappear Completly.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente aquela atmosfera intimista pra Videotape. Nesse ponto comecei a ficar tensa. E Reckoner? E Just? Ei, Thom Yorke, cadê Paranoid Android? Foi só pensar nisso que a banda parece me atender. Tocam Paranoid Android. Fica claro ali que o ponto alto da banda na opinião da esmagadora maioria é mesmo OK Computer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda volta a conter os ânimos do público com House of Cards pra logo depois explodir em Just. Aliás, Just é um caso à parte. Just é o vídeo mais foda ever da videografia do Radiohead e um dos mais fodas em geral. Aí em meio a debates filosóficos da banda acabo dizendo que Just é o Thriller do Radiohead (porque é clássico, é significativo e é praticamente um curta também). Aliás, um dos grandes mistérios de Just é o que o cara fala no vídeo. Tem gente que resolveu tentar decifrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao show. Everything In It's Right Place e, antes de começar a tocar You And Whose Army?, o Thom Yorke avisa: This is for all the times that North America tries to fuck you. Ou algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, cadê Reckoner?!? Não é possível que não toquem Reckoner! Desespero batendo ao perceber que o show já durava mais de 2 horas. E vem ela. A hora de todos desafinarmos no agudo. Foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música final foi Creep. E foi lindo. Aqueles milhares de pessoas cantando junto a plenos pulmões. A louca que vos escreve também. E foi isso. Uma noite pra lembrar pra sempre. Mais de uma década de espera plenamente recompensada. Fake Plastic Trees e High And Dry nem fizeram falta. Setlist irretocável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação à interação com o público, eles subiram ao palco dizendo "boa noite, nós somos o Radiohead" (ou algo nessa linha). Além disso rolaram uns "obrigado", a hilária pronúncia de "bom pra caralho" e essa apresentaçãozinha de You And Whose Army?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou falar aqui dos efeitos visuais porque não saberia explicar, mas foi lindo. De verdade. Tinham uns tubos brancos que reproduziam uns padrões de cores e etc. O aspecto visual do show acompanhou muito bem a qualidade sonora. E ainda teve um mérito. Quando tocavam coisas menos palatáveis, mais bizarrinhas, o efeito visual segurava a galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, noite foda da minha vida. É daqueles eventos que no futuro quando alguém for lembrar eu vou ter orgulho de dizer que estava lá. A certeza que fica reforçada após o show é que de fato o Radiohead tá em outro patamar. Eles são referência, são musicalmente relevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem vai no show de SP, prepare-se. Vai ser lindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3918991080888430018?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3918991080888430018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3918991080888430018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/03/for-minute-there-i-lost-myself-apos.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1481771215858854011</id><published>2009-03-13T17:31:00.002-03:00</published><updated>2009-03-13T18:06:07.636-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aventuras corporativas e sentimentalismos cotidianos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então teve a viagem para integração e treinamento que eu falei antes. E só descobrimos o lugar ao chegar. Agora imagina ficar mais de 2h num ônibus sem saber onde você vai parar...pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar era realmente lindo, mas logo na primeira noite, de surpresa, arrumaram um Capitão Nascimento genérico. Uniforme militar, rosto pintado e etc. Fomos divididos em 3 equipes, apagaram todas as luzes do hotel, nos deram 4 lanternas, um mapa e mandaram que nos virássemos pra achar o Ponto X. Quem pensou em gincana corporativa acertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca imaginei que ia me ver em posição de sentido gritando "sim, senhor" e "não, senhor", mas enfim. Aconteceu. Pior foi quando eu me distraí e só respondi "sim" e o cara perguntou "sim, o quê?" e eu, já irritada com o faz de conta, engrossei a voz e gritei o mais alto que pude na hora olhando pra cara dele "SIM, SENHOR!". Enfim. O que importa é que no fim das contas a minha equipe ganhou e eu sempre gosto de ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia falar muitas coisas sobre a viagem, mas é melhor não entrar em detalhes. No fim das contas foi bem divertido, embora cansativo. Mas pra ilustrar parte do que aconteceu, vou jogar umas palavras soltas aqui. Absolut Vanilla. Piscina às 4 da manhã. iPod com caixinhas de som. Ressaca. Queimação de filme. Revelações na madrugada. Fotos comprometedoras. Piadas internas. Acho que dormimos no máximo 6h nas duas noites que passamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando um pouco de assunto, o comentário do Victor no último post me fez repensar uma questão que eu tinha deixado pra lá, meu pseudônimo. Nunca fui imaginativa pra essas coisas. Enfim, preciso de um pseudônimo novo porque ando incomodada com o "C.". Até porque tem uma porrada de gente que usa isso. Difícil vai ser pensar em algo. Aceito sugestões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que eu tenho notado com o passar do tempo é que meu estoicismo tem diminuído. Tenho até me permitido dar algumas demonstrações de afeto, vejam vocês. Até abraço, olha que revolucionário! Inclusive um amigo do trabalho! Daí que essa semana teve aniversário de uma amiga e lá fui eu fantasiada de gente séria. Pro samba. E no final quando ia embora ela me agradeceu a presença e quase se desculpou pela trilha sonora do lugar. Achei simpático, mas não era realmente necessário. Voltei pra casa pensando no taxi o que ela havia dito e também o que andei ouvindo de outras pessoas nos últimos dias. Para os outros não respondi ainda, ou respondi mas não de forma tão direta. Mas mandei um SMS pra ela: "O lugar nunca importa, mocinha. As pessoas sim". E eu acredito nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me meti um lugares muito mais nada a ver comigo por gostar de quem tinha chamado. Já encarei situações que muita gente daria um braço pra ver em nome da amizade que me unia àquelas pessoas. Já me meti numa casa com samba pra gringo e ambiente buatchy lamentável só pra agradar outrem. Eu não me importo. Até abstraio o lugar em que estou, pra falar a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chega que eu tenho um monte de coisas a resolver ainda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1481771215858854011?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1481771215858854011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1481771215858854011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/03/aventuras-corporativas-e.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3189685441266925861</id><published>2009-03-02T22:45:00.000-03:00</published><updated>2009-03-02T22:45:51.244-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Words are flowing out like endless rain into a paper cup&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar, mais um aviso (tá virando rotina): esses títulos em inglês são sempre (ou quase sempre) partes de músicas. Porque às vezes nao entendem porque eu coloco títulos em inglês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuo irritada e acho que isso não vai passar antes do fim dessa semana. Vou explicar o motivo. Tem uma coisinha no mundo corporativo, um evento, que as boas regras de management indicam como prática proveitosa e apta a gerar bons resultados. É um encontro, chamemos assim, de planejamento. Você trancafia a galera num auditório por uns 2 ou 3 dias pra traçar metas e guidelines pro ano em curso. Lógico que o lugar onde eu trabalho também valoriza essa prática corporativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que resolveram trancafiar a gente num hotel fazenda numa cidade no interior cuja localização eu desconheço. Porque acharam legal fazer suspense. Não bastasse isso, ficaremos em quartos triplos e o critério de seleção de quem divide quarto com quem é nefasto. Sorteio. E esse sorteio vai ser feito na hora, assim que chegarmos lá. E eu já to aqui puta da minha vida com essa história já tem umas 2 semanas. Puta assim de querer arrumar briga com Deus e o mundo. Tipo, to até a fim de processar minha operadora de celular. Eu, que não tenho perfil litigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To tentando ser legal. De verdade. I'm trying really really hard to be a good sport. To realmente me esforçando neste sentido. Tenho repetido mil vezes que o que não dá pra mudar a gente tem que aceitar. Que é trabalho. Que vai passar rápido. Que 3 dias voam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na boa? Eu ODEIO ambientes bucólicos. Eu sou urbana demais pra essas merdas. Contato com a natureza é o caralho. Poucas coisas me emputecem tanto numa manhã em fim de semana do que acordar cedo com passarinhos cantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não há emputecimento que sempre dure então continuo fazendo minhas piadas infames por aí, citando uma fala do Yoda e rindo da minha própria cara. E então, do nada, como se fosse a coisa mais banal do mundo, descortino parte de mim. Uma parte bem feia. E conto o evento mais filho da puta de toda a minha vida. Não com todos os detalhes, claro. Mas detalhes o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto de quando manipulei emocionalmente outrem. E escravizei. E me senti péssima depois. E conto que isso é a raiz de grande parte da péssima auto-imagem que tenho. Falo que esse evento me definiu. Assim, como se fosse a coisa mais simples do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem disse que parei por aí? Não...contei do meu Voldemort pessoal. Aquele que não devemos nomear. O único que jogou todas as minhas defesas ao chão. Assim, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Tá bom, não falei quase nada, mas admitir a existência dele já é o suficiente no meu mundinho defensivo pra que eu ache que abri a história completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me surpreendeu de verdade foi a forma como contei as coisas. Calma, serena, sem qualquer alteração. São só fatos. A impressão que tive é que finalmente consegui distanciamento histórico pra falar dessas coisas sem me deixar levar por rompantes emocionais. Não que eu pretenda entrar nos detalhes, que fique bem claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, que venham as próximas confusões da minha sitcom particular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3189685441266925861?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3189685441266925861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3189685441266925861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/03/words-are-flowing-out-like-endless-rain.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2284177243908600169</id><published>2009-02-24T23:45:00.000-03:00</published><updated>2009-02-24T23:45:00.224-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Don't mind my (drunken) thoughts&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, preciso dizer que andei bebendo. E quando eu bebo me entrego a essas introspecções babacas. Estão avisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso confessar que eu tenho um talento absurdo pra mentir. Absurdo. Eu sou capaz de mentir olhando nos olhos, jurando que é verdade. O talento só não é perfeito porque há um componente qualquer de consciência que grita na minha cabeça que isso é errado. Aí eu acabo me segurando e não consigo mentir. A menos que eu tenha profunda indiferença pelo interlocutor, aí u posso ser a mitomania em forma de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo isso me emputece. Porque de que adianta saber mentir se a sua consciência não deixa? Porque eu tento tanto agradar os outros e ser aceita que isso me força a tentar ser uma pessoa melhor, uma pessoa legal. E pessoas legais não mentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, acho que a vida em sociedade só é possível com algum grau de hipocrisia. Some little white lies along the way. Porque não dá pra falar a verdade sempre. Não dá pra dizer que a tiazinha de sei lá que departamento tem que tomar vergonha e parar de trabalhar de bermuda de linho, meia-calça e mocassim. Não dá pra passar os dias apontando as falhas alheias. Não dá pra dizer na cara dos outros que são uns filhos da puta. Não dá pra bater numa mesa e gritar "puta que pariu, vocês estão de sacanagem comigo né?". Não dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando meio enjoada com a minha vidinha pequeno burguês. Essa coisa de sair com amigos do círculo profissional, beber em bares mauricinhos, falar sobre referências de cultura pop sem que ninguém entenda. Falar em Interpol e acharem que eu to falando da polícia. Etc etc etc. Ao mesmo tempo, eu &lt;strong&gt;ADORO&lt;/strong&gt; alguns deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto falta de outro lado da minha vida. De outro grupo de pessoas. De outro tipo de entretenimento. Aliás, outro não. Outros, no plural. Outros lados, grupos e tipos. Porque um dos meus grandes defeitos é compartimentalizar tudo. Criar uma persona pra cada grupo. Em algum ponto me sinto sem identidade. Ultimamente acho que to nesse ponto exato. Sem identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber? A verdade é que eu to puta da minha vida com uma série de coisas e pessoas. Inclusive gente que eu gosto. Vontade de mandar alguns tomar no cu. Vontade de falar na cara de outros que eu to de saco cheio dessa palhaçada de ser amiguinho na hora de pedir favor, quando eu tenho serventia. Vontade de mandar se foder quem acha que eu sou idiota a ponto de cair numa conversinha besta de friends with benefits.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí depois de trocentos anos resolvo ler Quando Nietzsche Chorou. E tem lá uma frase calhorda do bigodudo safado que um amigo gostava de repetir. Na boa? Vá se foder, amiguinho. Posando de intelectualóide na nossa adolescência. Vá se foder! Fiquei tão puta ao ler a frase e lembrar de anos atrás quando ele me disse. Adolescentezinho pseudo revoltadinho de merda metido a libertário e agora taí, chafurdando no sistema que lhe causava repulsa. Trabalho estatal de merda (leia-se: trabalho braçal pra curso superior genérico) e quase casado. Nietzsche...humpf...gente sem coerência da porra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber, eu vou voltar pro copo que é mais produtivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2284177243908600169?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2284177243908600169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2284177243908600169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/02/dont-mind-my-drunken-thoughts-antes-de.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-8351133196710785901</id><published>2009-02-18T22:05:00.002-03:00</published><updated>2009-02-18T22:32:50.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>I'll feel better when the winter's gone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi mais um daqueles dias em que cheguei em casa me sentindo culpada. Porque eu tenho essa mania besta de achar que eu devo me sentir culpada por uma infinidade de coisas. A analogia aqui com o inverno é de uma obviedade absurda. Pelo menos por hoje eu carrego meu inverno particular dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia falaram de um cara no trabalho. Terceirizado, num trabalho sem qualificação. Enfim, deu pra sentir o drama né? Pois bem. Tem um tempinho que não o via mas até aí nada, não ficamos exatamente próximos, mas sempre nos cumprimentávamos quando nos víamos pelo corredor. Então vem a notícia de que ele tá com câncer e fodido. Principalmente de grana. E tem um filho pequeno. E eu nem sabia que esse filho existia. Imediatamente me sinto culpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, não tem lógica. Mas me sinto assim por um tempo. Como se eu tivesse poderes pra atribuir doenças escabrosas para os outros. Fiquei pensando que levo uma vida confortável e o cara tá passando por maus bocados. Penso que meu estômago protesta contra meu estilo de vida, mas pelo menos nunca aprontou dessas. E me culpo pelo sofrimento alheio. Ou me compadeço, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro evento foi na manhã de hoje. Ligo pra um lugar atrás de uma pessoa e me comunicam a demissão alheia. E imediatamente penso em todas as quedas de braço entre nós. E me sinto culpada. Mesmo sabendo que eu estava certa. Sobretudo por saber que eu estava certa. Penso nesse período de crise, no salário alheio e me penalizo. Talvez se eu me calasse, se contemporizasse, se oferecesse mais alternativas. Conjecturas. De nada adiantaria. Não posso ficar no ambiente profissional segurando a mão e guiando por caminhos seguros quem tem que andar com as próprias pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me culpo pelas brigas, pela disputa pra saber quem tinha razão. Pelo tempo gasto com assuntos menores. Me sinto culpada pela demissão alheia. Ou apenas me compadeço, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de deter poder? Claro. Gosto de exercê-lo? Até certa medida, óbvio. Mas nunca gostei de tiranizar nem nunca me apeteceu a sensação de ter poder sobre aspectos da vida alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais me convenço que estar em qualquer um dos lados é uma merda. Se você é demitido sofre, se participa de alguma forma da demissão alheia se sente culpado. Eu sei que no fim tudo vai ficar bem. Sempre rola um networking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inevitável imaginar que a essa altura devem estar fazendo a minha caveira. Não que eu me ache figura central da vida dos outros, mas é normal que se descarreguem impropérios na direção de quem contribuiu pro resultado alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, devo me concentar agora nos aspectos práticos de tudo. Cuidar pra que tudo corra bem. MAs quando menos espero volta aquela sensação. E eu me compadeço. Me culpo. Me martirizo sem que haja mérito algum nisso. Fecho os olhos e tento afastar da cabeça os pensamentos que me causam desconforto., E quem disse que consigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o liberador cansaço. Hoje agradeço pelo cansaço, que há de me patrocinar uma noite inteira de sono. Vou me sentir melhor quando a culpa passar. Espero que seja em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-8351133196710785901?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8351133196710785901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8351133196710785901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/02/ill-feel-better-when-winters-gone-hoje.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-8343717656717366140</id><published>2009-02-15T15:41:00.002-03:00</published><updated>2009-02-15T16:37:12.896-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Caindo na Real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o título em português de um filme um tanto obscuro que eu adoro. O nome original é Reality Bites. O enredo é simples na verdade, recém formados que se lançam ao mundo com todos os dramas, clichês, medos e sonhos. É mais um daqueles filmes sobre crescer. Sobre encarar a vida adulta sem comprometer sua integridade. O velho dilema de se render ao mundo real sem vender a sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é de 93então foi logo rotulado de filme sobre a Geração X. Eu realmente não me importo com esses rótulos. Lógico que o filme ficou meio datado pra alguns temas, mas ainda assim eu o adoro. Rola uma sacaneada básica na estética MTV. Eles mostram um reality show, uma clara piada com o Real World da MTV, o primeiro reality show da TV (que estreou em 92). O texto de abertura de Real World virou um clássico: "&lt;em&gt;This is the true story... of seven strangers... picked to live in a house...work together and have their lives taped... to find out what happens... when people stop being polite... and start getting real...The Real World&lt;/em&gt;". E no final da frase vinha o nome do lugar daquela temporada. A primeira foi em Nova Iorque e eu assistia. Eu adorava Real World. Mas voltemos ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça, o filme foi dirigido pelo Ben Stiller e nem é uma comédia bobalhona. Aliás, é a estréia do Ben Stiller na direção. Ele interpreta o Michael Grates, um executivo de um canal fictício meio MTV chamado In Your Face TV. No filme ele é só um produtor querendo empurrar goela abaixo programas sem qualquer valor artístico. E se apaixona pela Lelaina Pierce (Winona Ryder), uma cineasta recém formada, oradora da turma, que fez um documentário mas não consegue entrar no mercado de trabalho. O triângulo amoroso se fecha com o Troy (Ethan Hawke), o rockstar wannabe profundo e atormentado. Minhas descrições são péssimas, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra fechar o grupo de amigos temos o Sammy (Steve Zahn), um homossexual celibatário por medo de sair do armário para a família e a Vickie (Janeane Garofalo), que trabalha na GAP e uma vida amorosa que se resume a one night stands.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A triha sonora tem aquelas músiquinhas clássicas dos anos 90. Stay da Lisa Loeb, All I Want Is You do U2. Aliás, pode ser estranho falar isso mas eu gosto de Stay. E tem mais. Não dá pra menosprezar o feito da Lisa Loeb com ela. Stay ficou no topo do Hot 100 sem ter contrato com uma gravadora. Uma artista independente, sem gravadora, no início dos anos 90 liderando a parada. Give a little respect.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se o filme me é tão caro pelo tema, pela Winona Ryder, pelo Ethan Hawke ou o que. Só sei que realmente gosto. Da abordagem, das referências à cultura pop, diálogos e etc. É um dos filmes da minha vida. Daqueles que ninguém entende bem porque a gente gosta. Porque resolvi postar sobre isso logo agora? Tava passando no VH1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu gosto de VH1. E nem venham me dizer que é canal de indie!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-8343717656717366140?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8343717656717366140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8343717656717366140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/02/caindo-na-real-esse-e-o-titulo-em.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2624288482433373056</id><published>2009-02-10T23:37:00.000-02:00</published><updated>2009-02-10T23:37:21.782-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Isn't it ironic?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a minha vida eu preferi um dos meus sobrenomes. Muito antes de qualquer confusão com o meu pai, eu já preferia o nome da família da minha mãe. Pois bem. Depois de tudo evito ao máximo que me chamem pelo nome da família do meu pai. Daí que meu chefe tem mania de me chamar justamente pelo sobrenome que eu não gosto. E pior, divulga! Já perdi a conta de quantos e-mails circularam com ele dizendo que o assunto X seria tratado pela Dra. C. whatever, que a Dra. C. whatever comparecerá à reunião pra discutir os assuntos mirabolantes que marketing inventa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que me vejo lidando com formalidades, encaro também o escracho total. Tem gente que só sabe me chamar de Dra., mesmo depois de pedir pra não ser chamada assim. De outro lado, tem quem me chame pelo diminutivo. Esses últimos são divertidos. Foda foi perceber que durante um tempo tive certa fixação por um cara desse último grupo que nem é grandes coisas só por causa da cor dos olhos. Logo eu que acho (como o Seinfeld) que 95% da população não é pegável. Se isso não for uma puta ironia com o meu lado Seinfeld eu não sei o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses atrás fui procurada por um cara do passado. Conversa vai, conversa vem, ele decide adentrar um assunto deveras desconfortável. Me pergunta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;se&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; existia alguma possibilidade de que tivéssemos algo no passado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;se&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ele tivesse se aproximado. Não é o primeiro que me aparece com esse tipo de questionamento. Na boa? Se não existe. Isso ser dito por mim é irônico, porque eu sou uma pessoa "e se...?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa situação parece Alta Fidelidade, na verdade. O Rob procurando as mulheres do seu passado e tentando entender porque elas o rejeitaram. Acho que nunca vou entender essas declarações extemporâneas. Principalmente porque, pra usar uma expressão literária, o amor de vassalagem alheio me deixa desconfortável. Não sei lidar com esse tipo de coisa. E nem acho que eu inspire tamanha submissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação toda é desconfortável também porque não dá pra dizer que ok, talvez até tivesse ficado com alguns deles mas que seria algo casual porque eu nunca contemplei a possibilidade de levá-los a sério. E esse é o tipo de coisa que a gente não fala pros outros. Ou pelo menos não deve falar, segundo convenções sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nesse tema tem outra coisa irônica. Tem um cara que de tempos em tempos surge na minha memória. Nem o acho grandes coisas. Ele é todo errado em vários critérios de admissibilidade no meu mundo. Vários. Mas ao mesmo tempo, de vez em quando, tem aquela sensação incômoda de gostar da companhia. E eu não sei se é gostar da companhia com segundas intenções ou não. Ainda me pego pensando o que poderia ter acontecido se tivesse dado chance, ainda que numa fração de segundos, e afasto isso da minha cabeça logo em seguida. Não é arrependimento, é dúvida. Mesmo porque, como eu disse antes, ele é todo errado em vários critérios e eu fujo de gente assim como o diabo da cruz. Vai que eu me apego? Aí fodeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora um certo leitor deste blog pode estar se questionando se estou falando dele ou não. Eu podia te deixar em dúvida só de sacanagem, pra me entreter. Mas nem vou. Como eu ando legal, esclareço desde já. Relaxa, não to falando de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa irônica é a sensação que tenho de que as pessoas sequer imaginam que eu sou uma pessoa extremamente séria, embora bobalhona. Acho que focam mais no meu lado galhofa. Nada contra, gosto bastante do meu lado infame, mas às vezes acho que a grande parte das pessoas não é capaz de ler o subtexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, chega por hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2624288482433373056?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2624288482433373056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2624288482433373056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/02/isnt-it-ironic-durante-toda-minha-vida.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5833390738051907026</id><published>2009-02-07T13:34:00.001-02:00</published><updated>2009-02-07T13:43:55.058-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Work Work Work, Pub, Club, Sleep&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo corporativo há o mito da sexta-feira. É aquele dia onde a galërë vai trabalhar em trajes informais (adoro!) e a rotina de trabalho tende a ser mais devagar, aquela coisa meio fim de festa. De tempos em tempos a gente se fode e encara uma sexta from hell. Ontem foi uma dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu dia começou com cobranças burocráticas, 39 e-mails pendentes, documentos a redigir, consultas de outras áreas da empresa e uma reunião com um fodão do Direito nacional. Aliás, um não, dois. Daquele tipo que edita livro e é citado por meio mundo em petições Brasil afora. E isso é legal pra caralho. Porque o meu volume de trabalho é insano, mas ao mesmo tempo eu tenho contato com as bancas mais respeitadas desse país. Final de reunião, aquele ritual do aperto de mãos. Eu, businesslike, no aperto de mão firme (não forte) enquanto olho nos olhos. Ainda acho que as pessoas se assustam com o fato de eu sempre olhar nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando muito, muito workaholic. Mas me divirto também com um grupo com quem faço piadas internas. Tipo quando precisamos endurecer o discurso com alguém e pra isso precisamos encarnar uma persona mais fria e objetiva. Toda vez que preciso dar umas chamadas eu aviso que vai rolar um "rise, Lord Vader". Ultimamente a gente troca e-mail só falando "Riiiiiiiiiise". É o suficiente, nos entendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu ando cansada pra caralho, mas to bem feliz comigo. Me sinto bem mais segura das coisas, das opiniões que emito, das atitudes que tomo. E isso vale pro trabalho e também pra fora dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos comentários do último post falaram em internet memes. Adoro! Lolspeak, tiopês, all your base are belong to us, Rick Roll, etc, etc, etc. Então, num momento cantinho do leitor, lá vou eu embarcar no meme das 6 coisas que a gente tem que falar da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Tenho uma cicatriz na mão direita que parece a logomarca da Nike.&lt;br /&gt;2) Com uns 9 anos eu menti sobre algo. Repeti a mentira tantas vezes que acabei esquecendo que era mentira. E me ferrei no colégio por causa disso.&lt;br /&gt;3) Me faço de blasé 90% do tempo mas na verdade me importo com um monte de coisas e de pessoas que nem desconfiam o quanto me são importantes.&lt;br /&gt;4) Eu costumava rasgar etiquetas com meu nome e endereço na horizontal e pela metade do texto pra não permitir identificação e jogava fora em lixeiras diferentes.&lt;br /&gt;5) Vivo na paranóia de achar que as pessoas no fundo me acham um saco apesar de todas as indicações em contrário e tenho surtos de sensação de inadequação.&lt;br /&gt;6) Sou absurdamente curiosa sobre tudo. Tento saciar a curiosidade fazendo uma infinidade de coisas. Desde queimar uma toalha aos 10 pra ver como o fogo consome as coisas até foder com a cabeça alheia em jogos psicológicos aos 23.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é isso. Estapafúrdio o suficiente? Lembrei de mais um monte de coisas, mas é melhor não cavar tão fundo assim. =P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5833390738051907026?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5833390738051907026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5833390738051907026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/02/work-work-work-pub-club-sleep-no-mundo.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2670817122163355486</id><published>2009-01-31T14:12:00.001-02:00</published><updated>2009-02-01T08:55:58.697-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sessão digressão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a impressão de que a maior parte das pessoas que tem TV por assinatura não liga a mínima pra revista de programação. Ainda mais agora com todas as facilidades do mundo digital. Você programa com o controle remoto o que quer ver e o canal muda pro programa que você programou pra que você o assista. É prático e simples. O defeito é que você não consegue ter uma visão mensal da coisa, dá pra ver um intervalo de uns 3 dias no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que todo final de mês, quando chega aqui em casa a revista de programação do mês posterior, eu criei um hábito ridículo de passar pela listagem das sinopses de A a Z de todos os filmes programados pra passar naquele mês. E anotar o que me interessa, claro. O primeiro mês que eu fiz isso foi esse mês de janeiro. Chegou a revista, marquei à caneta o que queria e tudo era lindo. A não ser por um erro primário: eu não anotei em algum lugar os dias e horários de exibição. Stupid Girl. O que aconteceu foi que eu perdi parte do que eu queria ver. A outra parte, bem, comecei a programar o gravador como se não houvesse amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a gravar uns 3 filmes por dia. Documentário principalmente. MEUS documentários. O que basicamente significa que ao mesmo tempo que eu assisto um sobre como o regime nazista provocou mudanças no idioma alemão para disseminar o anti-semitismo (Idiomas Não Mentem), assisto também um sobre a indústria do vídeo game e o cinema (Hollywood Goes Gaming) e outro sobre vampiros no cinema (Bloodsucking Cinema). Ou seja, não tem muita lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então quando eu devia estar estudando alguma coisa já que isso é uma das coisas que me propus a fazer em 2009, estudar com alguma seriedade agora que a faculdade não mais me obriga a isso, me vejo cercada por uma série de filmes e documentários que gravei ao longo de janeiro. Isso sem contar os episódios de CSI NY que eu gravei há séculos e só ocupam espaço no HD do aparelho. Some-se nessa conta os episódios de Heroes que eu baixei e ainda não assisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria o informercial na TV, "mas não é só isso!". Ainda tenho uns 4 livros parados na minha lista de leituras. Um deles é sobre análise forense. Balística e etc. Enfim, como a ciência ajudou a resolver alguns crimes famosos. Dentre eles o caso Sacco &amp;amp; Vanzetti. O Zodíaco que é bom nada, mas sou partidária de que o assassino era o Arthur Leigh Allen. E eu já pensava assim muito antes do filme, que fique bem claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[parênteses]Fugindo um pouco do assunto, isso é algo que me emputece. Quando um assunto que eu acompanho há anos de repente vira modinha. Foi assim com a questão da Linhagem Sagrada que o maldito Dan Brown transformou em modinha com o Código Da Vinci. O mesmo aconteceu com o Zodíaco. Ninguém conhecia até que fizeram um filme com o Jake Gylenhaal (é assim que se escreve o nome dele? Whatever!). Me emputece porque da noite pro dia aparecem mil especialistas de fundo de quintal no assunto e parece que eu to nessa só porque vi um filme. O único filme que me influenciou a buscar maiores informações sobre alguma coisa, há quase 10 anos, foi o documentário Paradise Lost. [/parênteses]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[parênteses 2]Falar em parênteses me faz lembrar de Parentheses do The Blow. Musiquinha com climão oldies, palminhas e o refrão &lt;em&gt;and when you're holding me we make a pair of parethenses there's plenty space to encase whatever weird way my mind goes, I know I'll be safe in these arms. &lt;/em&gt;[/parênteses 2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana levei o tal item de memorabilia Star Wars pro trabalho. Fica na minha mesa fazendo companhia e quebrando o clima de seriedade corporativa. Cada um com as suas idiossincrasias, pra fazer uma piada interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra fechar, BBB. Sim, confesso que adoro o zoológico humano. Já gostei mais de assistir, ficava acompanhando e tal. Hoje em dia gosto mais de ler os blogs que cobrem o programa do que assistí-lo. Um bom BBB pra mim tem que ter bebedeira e libertinagem senão não tem graça. Acho que é por isso que sinto tanta falta de alguém como a Fani no atual elenco. Gosto de ver o circo pegar fogo. Foda é aturar a véia mala. Quando ela foi pro paredão começou a gritar "eu vou ver minha famííííília, que gostooooooooso" com uma voz esganiçada que irritou horrores. Até que eu percebi alguma similaridade com um personagem. Pode ser coisa da minha cabeça, mas a véia fala que nem o Whatahell Emo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, chega. Tenho ainda uns filmes pra ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2670817122163355486?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2670817122163355486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2670817122163355486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/01/sessao-digressao-tenho-impressao-de-que.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3326520881071930007</id><published>2009-01-24T16:47:00.002-02:00</published><updated>2009-01-24T17:41:58.778-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Clichês, medos e outros lugares-comuns&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana tive que viajar de novo a trabalho. Só que pra esse lugar não dá pra ir e voltar no mesmo dia, não é produtivo. Então lá vou eu praquela rotina de check-in com bagagem de mão, voucher da reserva do hotel, serviço de quarto e avenidas com nomes de estados da federação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem o dilúvio que caiu no Rio na última quarta? Pois é, me ferrei. No caminho pro aeroporto o taxi em que eu estava quase bateu. Visibilidade mínima, era como se alguém estivesse apontando uma mangueira de incêncio no vidro do carro, não se via nada além de água e algumas lanternas. Por causa do temporal meu vôo atrasou horrores. Daí que eu resolvi comer alguma coisa no aeroporto. Foi só fazer isso que chamaram meu vôo. Olha que bonito, turbulência. Cheguei no meu destino completamentente enjoada e assim permaneço até hoje. Vá entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, pode ser stress, pode ser culpa de ter esquentado a cabeça com problemas de trabalho. Por ser obrigada a ser dura e ríspida frente à ironia e grosseria alheia. Não me arrependo da briga que comprei. Não é porque eu tenho cara de boazinha e calminha que eu vou ouvir tudo passivamente e não fazer nada. A gente precisa dar uns empurrões de vez em quando. Estabelecer limites. Senão quando menos percebemos montam nas nossas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, já 8 horas da noite, aquele clichê: "tripulação, preparar para aterrisagem". Estava cochilando, ouvindo DLZ do TV On The Radio no repeat quando acordei com essa frase. E com uma luz forte no meu rosto. Olho pela janela, sol. Sabe quando algo não faz sentido? Pois é. Olho para o relógio, 8 horas da noite. Sobre as nuvens, o céu alaranjado com o sol se pondo. Volto a olhar o relógio como quem vê imagens conflitantes. É noite, onde está a escuridão? 8:05 da noite e o sol ainda brilha. Desisto, torno a fechar os olhos. Sinto a aeronave descer uns 10 minutos depois. O avião cortando as nuvens. O que vejo pela janela me lembra Books From Boxes do Maxïmo Park &lt;em&gt;("night falls and towns become circuit boards").&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei ontem depois de alguns pesadelos com uma sensação péssima. A vontade de sair de casa era nula. Mas o tempo de dizer "não to a fim de sair de casa hoje" passou. Eu tenho minhas responsabilidades, um emprego, etc. E lá vou eu, apavorada, porta afora. Com uma sensação ruim. E volto pra casa também assim. À noite vivo o período de 20 minutos mais longo da história, completamente apavorada. Só sossego depois de um telefonema. Não sei se isso tem a ver com o fato de todos terem viajado e eu estar sozinha. Porque entre mim e uma das pessoas que eu mais amo no mundo há um oceano e alguns fusos horários. E a outra pessoa mais importante da minha vida tá em uma cidade do interior de outro estado com um celular sem bateria. E a sensação ruim paira, embora atenuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta, só vou sossegar amanhã à noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3326520881071930007?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3326520881071930007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3326520881071930007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/01/clichs-medos-e-outros-lugares-comuns.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-740970733466652681</id><published>2009-01-16T23:15:00.002-02:00</published><updated>2009-01-16T23:55:00.934-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nobody said it was easy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então essa semana pela primeira vez na história desse país eu tive que dar uma chamada fodida em um subordinado. E eu odeio fazer isso. Sabe aquela coisa de se sentir carrasca? Pois é. E esse não é bem o meu perfil. Eu sou a engraçada, a meio doidinha, a que tá sempre rindo e fazendo piada. De repente me vejo pedindo pra outrem ir pra sala de reunião e dando esporro. Depois eu fico com pena e tal, mas não posso ser leniente com uma desatenção que pode me foder por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por mais que eu odeie isso de ficar no pé alheio, admito que tenho que mudar um pouco a minha postura corporativa. Não que eu realmente precise mudar, só preciso fazer um pequeno ajuste. Preciso entender que ter um perfil conciliador é legal, mas que às vezes, por mais que me desagrade, a gente tem que entrar na canela alheia com todas as travas da chuteira. E eu preciso continuar mantendo a calma, porque perder a cabeça com o interlocutor idiota do outro lado da linha não vai me beneficiar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que eu tenho é que 2008 foi o ano de ambientação. &lt;em&gt;Welcome to the real world she said to me, condescendingly&lt;/em&gt;. Valeu, John, to aprendendo. Foi o treino. Agora é pra valer e as apostas estão ainda maiores. Não sei se é ingenuidade minha ou não, mas acredito que o melhor que eu posso fazer ainda está por vir. &lt;em&gt;I'd like to think the best of me is still hiding up my sleeve&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mudando um pouco de assunto, lembram d'A Professora de Teatro? Pois bem, não é que ela virou leitora disso aqui? Durma-se com um barulho desses! Se eu entrar no segundo módulo de aulas (admito estar curiosa com relação a isso) to ferrada. Porque ela não vai acreditar em uma máscara qualquer que eu invente pra me manter na defensiva. Tá arriscado ela mandar um "não to comprando essa idéia!" assim, na minha cara. E aí eu vou ficar com aquela cara de "como fas////". Sendo que eu nem posso fazer essa piada porque ninguém do ambiente trabalho fala tiopês. Anyway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que amanhã vou comprar um item decorativo pra minha estação de trabalho. Assim, infame. Pra fazer companhia pro mini Darth Vader que me deram de presente e fica perto do meu telefone. To aqui pensando onde começa o "ambiente feliz" tão encorajado pelo RH e onde começa o solapamento da seriedade corporativa. Afinal, que tipo de advogada tem memorabilia do Star Wars na mesa? Ah, fuck it.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-740970733466652681?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/740970733466652681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/740970733466652681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/01/nobody-said-it-was-easy-ento-essa.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3311849677719893500</id><published>2009-01-11T18:53:00.000-02:00</published><updated>2009-01-11T18:53:27.690-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Stagnancy makes me drown and I really want to live&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio ir a médico. De verdade. Pra vocês sentirem o nível de resistência, eu só baixo em um consultório se acontecer algo que realmente mexa em algum sistema de alerta. E foi o que aconteceu no apagar das luzes de 2008. Aí lá vou eu correr e encarar hemograma completo, bateria de exames e remédio tarja preta. Mas tudo bem, vida que segue. Agora penso que as coisas nem são tão apavorantes quanto imaginei. Enfim, é hora de tomar vergonha na cara e cuidar de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que eu resolvi que já que esse ano eu preciso prestar mais atenção em mim e não me negligenciar tanto por causa do trabalho, penso em fazer terapia. Dessa vez sério, sem sabotar a pobre da médica e, conseqüentemente, a mim mesma. Porque a primeira vez que eu fiz algo nesse sentido eu era uma adolescente pirada com o vestibular e tratei tudo com um pragmatismo absurdo. Fiz o que tinha que fazer pra ficar normal para as provas e estudar onde eu queria. Sem muitas ilações e análises das grandes questões da minha vida. Eu só precisava manter um certo grau de normalidade que não comprometesse minha performance. Tudo muito prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que de lá pra cá alguns acontecimentos me alteraram. Eu não sou mais a adolescente vestibulanda. Aquela ali morreu tem tempo. Agora eu sou a Dra. C. responsável por mais de 10 mil processos em 3 Estados, que supervisiona a atuação de mais de 10 Escritórios de advocacia, gere uma galera, analisa previamente toda e qualquer comunicação feita pela empresa em qualquer veículo de mídia do país y otras cositas más. Nas horas vagas eu sou só a C., aquela baixinha folgada que cita bandas que ninguém conhece e é meio nerd (ou geek, sei lá). Não é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então em 2009 tentarei cuidar mais de mim e também resolver as grandes questões psicológicas da minha vida. E isso tudo brincando de malabarismo com os assuntos profissionais. Me desejem sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que no fundo esse post aqui tem como fio condutor a música New Resolution de uma das minhas bandinhas desconhecidas, Heartless Bastards. O título do post é parte da letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o update final da confusão do meu processo criminal: o Ministério Público pediu o arquivamento do feito. Então é isso, nada de ficha criminal pra mim. Melhor notícia do início do ano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3311849677719893500?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3311849677719893500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3311849677719893500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/01/stagnancy-makes-me-drown-and-i-really.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5555431692054038089</id><published>2009-01-04T20:24:00.004-02:00</published><updated>2009-01-04T20:47:40.301-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>2009 chegou e há muita música a ouvir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou começar 2009 com um post sobre música. Afinal, pra uma doente mental que leva o iPod pra casa de uma tia no Natal pra salvar a alma da prima adolescente (ela precisa entrar em contato com atualidades), nada mais normal que começar o ano com algumas indicaçõezinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, Ellie Goulding com &lt;a href="http://www.box.net/shared/dxczu8j26s" target="_blank"&gt;Guns and Horses&lt;/a&gt;. Voz suave, melodia que gruda na cabeça e tons meios björkescos. É uma cantora de 21 anos que ainda não lançou disco nenhum, só jogou umas demos no myspace. Altamente recomendado. Já comecei 2009 ouvindo Ellie Goulding direto. Assim como a Meiko foi a dona do meu final de dezembro de 2007, esse posto coube à Ellie Goulding no finalzinho de dezembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda indicação é velhinha. Pra falar a verdade é uma música de 2006, mas tenho ouvido com alguma freqüência (porque esse é um blog que valoriza a trema) Halou com &lt;a href="http://www.box.net/shared/31hkuv4px9" target="_blank"&gt;Everything is OK&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra que vale a pena ouvir é Little Boots com &lt;a href="http://www.box.net/shared/ppqzz2angv" target="_blank"&gt;Meddle&lt;/a&gt;. Little Boots é o projeto solo da Victoria Hesketh do Dead Disco. Ouvi Meddle casualmente e adorei. Na minha parcial opinião tem um potencial enorme pra grudar na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Phenomenal Handclap Band é de Nova York e formada por umas 9 pessoas. Quando eu penso em bandas grandes lembro logo de Broken Social Scene e fico com medo. Mas &lt;a href="http://www.box.net/shared/j8dmqjtjlt" target="_blank"&gt;15 to 20&lt;/a&gt; é bem divertida e não tem absolutamente nada a ver com BSS. The Phenomenal Handclap Band também me lembra uma das minhas histórias estapafúrdias. Ela aconteceu no show do Bloc Party. Estava eu com algumas pessoas quando meu autismo musical faz com que, euforicamente, eu perceba que tá tocando Burning do The Whitest Boy Alive no background (tem essa música no widget ali do lado). Imediatamente fui rotulada de indie e, como uma das pessoas ali conhecia a banda também, por um breve momento me senti até mainstream. Aí pediram que eu citasse bandas e acabei citando The Phenomenal Handclap Band e mais algumas. Nenhuma delas era conhecida do resto das pessoas. E lá fui eu ser chamada de indie de novo. E negar o rótulo, óbvio. O mais bizarro é que no Last.FM eu to listada entre os top listeners da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra banda que eu vou indicar aqui é Longwave. A banda tá longe de ser nova mas &lt;a href="http://www.box.net/shared/ku5c59yb7x"&gt;No Direction&lt;/a&gt; é genial. Ela é do álbum mais recente da banda, Secrets Are Sinister. E o motivo de achar a música genial é bem simples. Se alguma música faz com que eu imagine cantá-la aos berros num show é sinal de que ela é boa. Pelo menos pra mim. &lt;em&gt;Don't you ruuuuuuuuuuuun aaaaaaaaaway&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechando a listinha desse post, Ida Maria com &lt;a href="http://www.box.net/shared/b0ngeqvc5b" target="_blank"&gt;I Like You So Much Better When You're Naked&lt;/a&gt;. Porque a música é divertida e o título lhe confere pontos extras. Diversão e infâmia são sempre características valorizadas por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar o ano com mais um dos meus diálogos surreais, no apagar das luzes de 2008 temos a seguinte pérola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Naquela época você usava um óculos de viado com um detalhe vermelho na lateral, né?&lt;br /&gt;- Vermelho na lateral? Nunca tive óculos assim...&lt;br /&gt;- Não? Eu podia jurar que sim...estranho...&lt;br /&gt;- Eu já usava esse bicolor naquela época (mostrando o óculos)?&lt;br /&gt;- Acho que não...ah, lembrei! O óculos de viado com vermelho na lateral era do fulano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num único diálogo eu consegui impingir certa viadagem a dois caras diferentes por causa de um mero óculos. É interessante mencionar que um deles eu peguei e o outro eu queria pegar. Enfim, noção é para os fracos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5555431692054038089?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5555431692054038089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5555431692054038089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2009/01/2009-chegou-e-h-muita-msica-ouvir-vou.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1254686591929738442</id><published>2008-12-29T22:26:00.000-02:00</published><updated>2008-12-29T22:26:57.644-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Life is just a ride&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei quantos de vocês conhecem o Bill Hicks. Era um comediante americano que morreu em 94 aos 32 anos de câncer. Eu o conheci por causa de um álbum do Tool. No folheto do CD vinha a foto do cara com a inscrição "another dead hero". Óbvio, fiquei curiosa. E lá fui eu pra internet e etc. Mas só no mundo pós-You Tube eu realmente consegui acesso ao material do cara. Porque uma coisa é você ouvir um CD de humor, outra é você ver a performance de stand-up comedy do cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é rude, grosseiro, desbocado e politicamente incorreto. Enfim, tem tudo pra agradar só um pequeno grupo de pessoas. Ao longo da carreira ele enfrentou críticas de bastante gente, principalmente grupos religiosos. Mas o que realmente chama atenção foi que ele foi censurado no programa do David Letterman por acharem o material muito polêmico. Ele mostrou o material previamente e ele foi aprovado duas vezes, após isso ele gravou o quadro com a platéia. Essa gravação então não foi ar e o Bill Hicks publicou um desabafo de 39 páginas sobre o ocorrido. Depois o Letterman reconheceu a besteira feita e etc, mas quem se importa? O interessante no Bill Hicks é que o negócio dele não era fazer polêmica vazia ou agressão gratuita, há um enorme senso crítico ali. Há lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos últimos dias tenho traçado paralelos entre o encerramento do show Revelations do Bill Hicks e o filme do Richard Linklater Waking Life. Porque tanto no filme quanto no show há a menção a inconsciente coletivo e etc. O encerramento do show Revelations é bastante interessante. O vídeo tá mal traduzido, mas era isso ou colocar só o vídeo original e vocês que se virassem pra entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-LspMPfgpGM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-LspMPfgpGM&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso no trabalho resolvem dizer que eu sou parecisa com a Mallu Magalhães. Como fas//// Então tá né, &lt;em&gt;if you don't know where I am, I'll be tchubirubing&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1254686591929738442?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1254686591929738442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1254686591929738442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/12/life-is-just-ride-eu-no-sei-quantos-de.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5134261510571591404</id><published>2008-12-26T19:57:00.003-02:00</published><updated>2008-12-27T23:26:25.828-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;I choose to live and to grow&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando acontecem umas coisas que me dão vontade de arrancar o braço de outrem só pra ter com o que bater neles, Joey Tribbiani style. Eu tenho um grau de tolerância realmente mínimo pra inconveniência e falta de educação. E porra, as pessoas às vezes testam meus limites. E quando eu fico com raiva, sério, all hell breaks loose. Eu torço muito pra que 99% das pessoas que me conhecem continuem sem me ver no pior estágio do meu mau humor, que é o mau humor demoníaco. Quando eu to realmente irritada eu falo coisas verdadeiramente grotescas, mas vou poupá-los disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe que as coisas não estão muito legais no seu nível de tolerância a quem te irrita quando na sua cabeça começa a tocar uma música com um cara gritando repetidas vezes "fuck you, buddy". Uma das grandes certezas da minha vida é que eu quero o mínimo de contato possível com aquela pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me diverte é que o tanto que eu tenho de mau humor eu tenho de gênio ruim. Porque eu me esforço de todo coração pra não brigar e pra manter a calma, mas se eu decidir brigar, aí fodeu. Vou querer continuar até quebrar o espírito alheio. Então, mantendo o ar blasé, começo a fazer coisas e defender atitudes que emputecem o objeto da minha repulsa a níveis estratosféricos. Tudo com absoluta calma e de maneira pacífica enquanto penso que se está com raiva que enfie o dedo no cu e rasgue até a cabeça. Simples assim. E isso me diverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho engraçado que todo mundo faz questão de vender uma imagem boazinha. Ó, como eu sou legal, paciente, etc etc etc. Eu não sou santa. Eu fico emputecida da minha vida e admito. Eu xingo e falo coisas terrívelmente violentas e admito. E quando é pra brigar, eu vou até o final, até sentir meu oponente emocionalmente em frangalhos e isso me dá uma sensação excelente, uma espécie de euforia que dura uns 5 segundos. Aí eu me acho uma filha da puta sem coração e percebo o quanto exagerei e me sinto mal comigo mesma. Mas pra chegar nesse estágio é muito difícil. Só cheguei a esse ponto com duas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cerne da questão é que resolvi incluir uma coisa nas minhas resoluções para 2009 e é não me deixar envenenar pela minha própria intolerância. Não me deixar envenenar pela raiva que algumas pessoas/situações inspiram. E vai ser foda cumprir essa resolução, mas prometo me esforçar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5134261510571591404?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5134261510571591404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5134261510571591404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/12/i-choose-to-live-and-to-grow-de-vez-em.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-581334728709238495</id><published>2008-12-20T21:52:00.002-02:00</published><updated>2008-12-20T22:26:27.268-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Da arte de ser subjetiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia fazer um post imenso sobre todas as coisas que passam/passaram pela minha cabeça nos últimos dias. Podia falar de gente bêbada na festa de fim de ano na empresa, podia falar de comportamentos inadequados. Podia contar que, à noite, chegando de viagem, ouvi minha irmã dizer que quando me despedi dela de manhã saindo pro aeroporto ela teve uma sensação ruim e que rezou pra que algo me impedisse de ir, me atrasasse caso algo de ruim fosse realmente acontecer e que meu vôo saiu de fato atrasadíssimo por causa de um nevoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas decidi não falar nada disso. Então eu vou deixar aqui uma música que tem a cara dos últimos dias. Subjetivamente. Bem, pelo menos uma frase tem a cara dos últimos dias. Cada um interprete como quiser. Ainda que não consigam entender nada, pelo menos vão ter ouvido uma música genial do Death Cab For Cutie que tem nos vocais o Ben Gibbard, que é um letrista fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_9TpM2FRu-4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_9TpM2FRu-4&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto é só. Até pensei em postar sobre outras coisas, mas no fundo acho que isso aqui devia mesmo ser o assunto principal e não questão incidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proprósito, dia 23/12 o Yaccs, que é meu sistema de comentários, vai sair do ar definitivamente. Vou colocar outro no lugar e continuar com comentários aqui. Só queria esclarecer a razão da mudança que virá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-581334728709238495?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/581334728709238495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/581334728709238495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/12/da-arte-de-ser-subjetiva-eu-podia-fazer.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2153548736754287267</id><published>2008-12-14T12:25:00.001-02:00</published><updated>2008-12-14T12:28:02.750-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O estagiário indie da Globo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a tal da minissérie Capitu chegou ao fim (e eu não vi nem um mísero capítulo porque essa linguagem teatral em TV me irrita), mas o que é digno de nota aqui é a música que usaram como tema: Elephant Gun do Beirut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado ver continuar viva a mística do estagiário indie da Globo. Porque toda vez que toca em alguma atração da emissora bandas menos conhecidas, como Beirut, Peter, Bjorn &amp;amp; John, Muse, The Ting Tings, Regina Spektor, Strokes e etc, eu rio e credito a esta entidade incorpórea "o estagiário indie da Globo". Não que isso me torne indie. E no caso de Capitu eu preciso até congratular o cara. Afinal, Elephant Gun não tá em nenhum álbum do Beirut. Nem em Gulag Orkestar (2006) e nem em The Flying Club Cup (2007). Elephant Gun é um EP!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o uso das minhas bandinhas em atrações globais me incomoda um pouco, admito. Não gosto de ver o povo gostando das minhas músicas só porque tocou em algum programa de TV. Não, isso não é síndrome de underground! Sei lá, é só uma questão de não gostar do hype instantâneo sem qualquer fundamento. Sem que saibam quem é o Zach Condon, que um amigo em sua infinita infâmia chamou de Zacá Camisinha (e eu ri, pasmem!). Eu nem me acho xiita assim com bandas. Não exijo profundo conhecimento. Só alguma noção das coisas. Basta saber que a banda existe tem um tempinho, o nome do vocalista e o nome de umas 3 músicas. Não sou inflexível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro efeito do hype sem fundamento é o crescimento da comunidade do Beirut no Orkut. Não que haja algo de errado em entrar na comunidade da banda. Acho que no fundo Elephant Gun pode ser um cartão de visitas interessante pra arrebanhar mais fãs. O problema é que pouquíssima gente pensa assim. A maioria tá ali só porque a música ficou famosa da noite pro dia. E duvido que ouçam outras músicas da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade tem outra coisa que me incomoda nessa história de Elephant Gun tocar em Capitu. É a absurda sensação de apropriação artística. Calma, eu explico. O clipe da música tem apresentação teatral. Cenário, gente caracterizada e historinha sendo contada. E o que fez Capitu senão usar a mesma fórmula? Me parece plágio. Apropriação da identidade visual de Elephant Gun. É como se alguém tivesse lido a sinopse da minissérie, lembrado do clipe e dissesse num estalo "já sei que música podemos usar como tema!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KcbrCMKc4Bs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KcbrCMKc4Bs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu sei, esse post soa absurdamente infantil. Isso pode (e deve) ser creditado à minha profunda falta de aptidão para escrever friamente sobre assuntos que me são caros. Eu sei que soou também como síndrome de underground, mas nem é. Não é que eu queira que Beirut continue desconhecida, só não quero que as pessoas gostem dela só por uma música. Podem até gostar por ouvirem na TV, mas que não fique só nisso. Se é que isso faz algum sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que no fundo o que realmente me incomoda é a vinculação de Elephant Gun a essas minisséries teatrais na TV que tanto me irritam. Pronto, falei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2153548736754287267?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2153548736754287267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2153548736754287267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/12/o-estagirio-indie-da-globo-bem-tal-da.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-7205041488084890017</id><published>2008-12-06T14:09:00.001-02:00</published><updated>2008-12-06T14:11:11.557-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>This is the sound of settling...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...será? Será mesmo que eu entrei no modo settle down? Algumas pessoas resolveram fazer aulas de teatro. Aquela coisa de aprender técnicar de teatro pra se apresentar em público, palestrar, improvisar. Tudo muito válido, mas eu não embarquei na primeira parte. Talvez entre na continuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que em um dia de trabalho pós audiência sou apresentada para A Professora de Teatro. O começo é normal pois ainda estou na persona formal, pós-audiência. Aperto de mão enquanto digo o tradicional "oi, então você é a famosa Professora de Teatro". Depois acabo falando merda, óbvio. Uma das merdas que eu falo é que eu tenho problemas com o nome dela porque me lembra de uma fala de Silêncio dos Inocentes. E repito a fala. Me despeço no elevador e volto pra casa com aquela sensação familiar de ter feito papel de louca que deixa as pessoas desconfortáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte vem um cara me falar "ela adorou você, te achou autêntica. Falou pra te chamar pra ir no teatro com a gente". Ok, então agora minha falta de noção atende pelo nome autenticidade. E lá vai a galera colocar meu nome na lista da bilheteria da tal peça. Eu, que tenho restrição a teatro. Sempre achei teatro uma coisa teatral demais. A amplitude de gestos e o exagero sempre me incomodaram, fazia me parecer falso. Mas dessa peça eu gostei. E acho que nem foi porque tocava Radiohead na trilha. E nem porque um dos personagens era tão parecido que só faltava gritar o nome de um cara do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da peça, vamos pra um bar. Afinal, estamos na Lapa à noite, beber é obrigatório. Chegar fodida no trabalho no dia seguinte é opcional. O de praxe. Rir do gringo tentando levar a mulata exportação pra cama, falar besteira, rir. É agradável. O mais bizarro foi trocar referências bibliográficas com A Professora de Teatro enquanto ambas citávamos frases de Dostoiévski. E eu vou e falo do lado de uma pessoa com fortes convicções religiosas aquela famosa frase que diz que se Deus não existe, então tudo é permitido. Genial, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto pra casa pensando em tudo que tinha acabado de acontecer. Sim, eu penso demais nas coisas. Me pergunto então se o meu futuro é esse. Ir a peças de respeitadas companhias de teatro com iluminação de Maneco Quinderé e fechar a noite num bar mauricinho tentando emular a atmosfera de boteco. Isso é tão pequeno burguês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu compartimentalizo as coisas. Com um grupo de pessoas eu sou aquela que vai a bares mauricinhos e (de vez em quando) programinhas culturais. Com outro grupo de pessoas eu vou a shows de bandas que ninguém nunca ouviu falar. Mas o mais legal e bizarro disso tudo é que até no ambiente comportado eu mantenho minha postura tresloucada do ambiente off-work.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porrada em você, persona burguesinha. Você nunca vai me dominar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-7205041488084890017?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7205041488084890017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7205041488084890017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/12/this-is-sound-of-settling.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4185206125039366433</id><published>2008-11-30T13:12:00.002-02:00</published><updated>2008-11-30T13:16:28.709-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>In Radiohead we trust&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Radiohead vem ao Brasil depois de mais de uma década de espera. Os ingressos começam a ser vendidos dia 05/12 and you can bet your ass que eu vou comprar o meu logo no primeiro dia. Tenho ouvido compulsivamente In Rainbows já tem um tempinho e nem posso acreditar que esse dia chegou. O anúncio oficial de um show do Radiohead no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Thom Yorke é o cara que criou a obra-prima: OK Computer. Porque eu divido minha vida musical assim, Antes de OK Computer e Depois de OK Computer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano era 1997. Ainda lembro a comotion causada pelo álbum. Declarações do tipo "Radiohead lança álbum de rock sem guitarras" ou "OK Computer terá turnê? Como a banda reproduzirá ao vivo os efeitos de estúdio?". E teve turnê. E a banda ainda toca pérolas da obra-prima em seus shows. Confesso que, na minha absurda ingenuidade, não via grandes problemas. Se fizeram em estúdio é porque dá pra ser feito ao vivo, é só questão de esquematizar as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio Kid A e de novo aqueles questionamentos sobre a identidade musical do Radiohead. Coisa de gente que quer separar o que é Rock do que é música eletrônica e compartimentalizar as coisas. Pois que se misturem, no fim das contas ganhamos todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora to aqui pensando em possíveis setlists. Porque eles nunca vieram aqui, têm que colocar umas músicas mais antigas pra agradar. Tipo, não dá pra vir até aqui e não tocar Just, uma música foda com um clipe idem. Aliás, o vídeo de Just é um capítulo à parte, não tem como não achar aquilo absolutamente genial. Por mais que nele o Thom Yorke pareça o Martin Short (joga no google).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu único óbice ao show é o local escolhido. Porque show na Praça da Apoteose não é legal. Ou você é esmagado lá na frente ou fica na arquibancada vendo o show pelo telão. De qualquer forma o público sai perdendo. Sem contar que eu acho que Radiohead não é banda pra show em grandes arenas. Pelo menos não no Brasil. Aí vai virar oba-oba e gente que não sabe nada da banda vai transformar o show em mero evento social e isso é irritante. Pode me chamar de esnobe, purista ou o que seja. Eu fiquei revoltada de ver ator Global no show do Bloc Party no Circo Voador. Pronto, falei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao setlist, já to aqui ansiosa de ver o esquisitinho do Thom Yorke ao vivo com os seus agudos. Ansiosa pela performance ao vivo de Reckoner, Nude (que foi escrita em 97, o ano da obra-prima), All I Need, Jigsaw, Bodysnatchers, 15 step. Tá, eu sei que nem vai dar pra tocar tudo isso. Mas seria genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra parar de falar na genialidade da banda, tem coisa mais foda que colocar seu próprio CD pra download num site sem preço estipulado? Teve gente que baixou de graça? Sim. Teve gente que pagou simbólicos 10 dólares? Sim. A questão principal nem tá no quanto se paga pelo álbum, mas reconhecer que a indústria tem que repensar a forma com que relaciona com seu público. Aplausos para o Radiohead que deu uma volta na indústria e resolveu bancar sua aposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que depois lançaram umas versões deluxe caríssimas (até em vinil) mas isso era bastante previsível. Opa, divaguei...&lt;em&gt;for a minute there I lost myself&lt;/em&gt; =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Enfim, em compasso de espera pelo mês de março. A confirmação da vinda do Radiohead foi uma das melhores notícias do ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pra fechar o post com uma espécie de update da confusão em que me meti, to em contagem regressiva (figura abaixo).&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SSinR2E2evI/AAAAAAAAAFs/QdL1DUY0USU/s1600-h/TJRJ.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SSinppyxQnI/AAAAAAAAAF0/mhZ3pRWPJe8/s1600-h/TJRJ.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271647697872437874" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SSinppyxQnI/AAAAAAAAAF0/mhZ3pRWPJe8/s400/TJRJ.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tá apavorado com a possibilidade de ganhar de presente de fim de ano uma ficha criminal levanta a mão! o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois conto o desfecho da história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4185206125039366433?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4185206125039366433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4185206125039366433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/11/in-radiohead-we-trust-radiohead-vem-ao.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SSinppyxQnI/AAAAAAAAAF0/mhZ3pRWPJe8/s72-c/TJRJ.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-6082290061810044126</id><published>2008-11-26T20:10:00.000-02:00</published><updated>2008-11-26T20:10:10.798-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>It's a song to say goodbye&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu trabalhando normalmente quando toca o telefone:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- C., tá sabendo?&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- O irmão do Fulano morreu, dá uma ligada pra ele.&lt;br /&gt;- Caralho, que merda! Coitado! Vou ligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fui eu. A criatura sem jeito, sem social skills, mas preocupada em confortar o amigo de alguma forma. Alô, Fulano? Oi, é a C., tudo bem?". FAIL. Como assim tudo bem? Como eu pude falar isso? Bem, as palavras saíram sem que eu percebesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me doeu ouvir um cara naturalmente expansivo falando baixinho, transparecendo uma dor absurda. Aquilo acabou comigo. Não me contive, desliguei o telefone e comecei a me organizar pra ir no enterro. Cancelei reunião, adiei compromissos e fui. E saio eu do Centro às pressas. Av. Brasil, a 100km/h pela Linha Amarela até chegar em Jacarepaguá. Logo eu, que nunca na vida tinha ido a um enterro. Que sempre tinha evitado esse tipo de coisa até quando envolvia gente da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou poupá-los de toda aquela conversa de que a morte coloca as coisas em perspectiva. Encarar a mortalidade faz isso com todo mundo e eu não vou me entregar agora a devaneios filosóficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da vida a gente guarda alguns barulhos emblemáticos. Catalogamos na cabeça o acervo de sons que compõem nossa memória auditiva. Eu tenho os meus. Alguns são bons, outros são estranhos. Dentre os estranhos acho que o barulho da terra batendo na madeira do caixão vai ficar ali, junto com o perturbador som abafado de metal amassando numa batida de carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, vida que segue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-6082290061810044126?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/6082290061810044126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/6082290061810044126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/11/its-song-to-say-goodbye-estava-eu.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4204356289278160136</id><published>2008-11-21T01:37:00.001-02:00</published><updated>2008-11-21T01:40:49.069-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Da escrotice intelectualóide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse nem é o post que eu queria escrever. Eu queria vir aqui e falar do CD novo do Killers que finalmente vazou ou então falar alguma coisa surreal que aconteceu comigo (e coisas surreais acontecem diariamente no meu mundinho bizarro), mas nem vai dar. Porque eu preciso desabafar e o blog é meu e ta aqui pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo aqui conhece alguém que padece do mesmo mal: nunca foi porra nenhuma e, de um dia pro outro, se acha sumidade. Profundo conhecedor do mundo e da alma humana. De uma hora pra outra a pessoa se porta como se fosse a única dotada de visão em um mundo de cegos. Aí começam a teorizar sobre os defeitos alheios como se tivessem pendurado na parede um diploma de Psicologia ou algo semelhante. E eu nem tenho saco pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses delírios de grandeza intelectualóides são tão enfadonhos! Que coisa chata! Aí ficam tentando teorizar seus defeitos e te categorizar. Na verdade eu que já categorizei. Ali, juntinho de deslumbramento e frustração, na minha cabeça aparece a sua foto. Eu sei, minha opinião não significa muito, mas é o que eu penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem uma coisa que eu aprendi tem tempo é lidar com o ego alheio. Reconhecer surtos de grandeza de quem nem é de fato grandioso. E vivem a reclamar. Ficam aí propalando que um é imaturo, outro reprimido, um terceiro é pedante. E a vida segue assim, com o ser onisciente colando predicados nada elogiosos em todo mundo sem se olhar no espelho. Sem ver que o próprio autor das críticas se perdeu em meio às ilações intelectualóides e teorizações sobre tudo e todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe gente que transforma graduação em fator de ascendência sobre os outros? Então. É por aí. É até uma das coisas que eu critico na minha profissão. Tem gente que se acha melhor que o resto só porque é advogado. Toda vez que citam a minha profissão ao me apresentar (e quando não estou em ambiente formal, que fique bem claro) faço questão de emendar o clássico "grandes merdas ser adEvogado". Porque minha graduação não tem porra nenhuma a ver com a vida prática e relações interpessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já perdi alguns minutos da minha vida tentando entender onde essa gente se perde. Em que ponto começa a guinada em direção à escrotice. Ainda não consegui identificar essa virada, mas enfim. Ainda acho que 90% das pessoas que são acometidas pela Síndrome da Escrotice Instantânea possuem o mesmo background. Não eram porra nenhuma e não sabiam o que fazer da vida, até que um dia conseguem alguma coisa e aí fodeu, viram brâmanes e o resto do mundo, aos seus olhos, passa a ser formado de párias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro sintoma da Síndrome da Escrotice Instantânea são os delírios literários. Ai, parece que as pessoas só querem se expressar através de uma métrica singular. Tudo é tão intenso e poético e...ai meu cu! Como sofrem! Como o sofrimento deles é lindo! Sempre acompanhado de alguma bebida e um cigarro entre os dedos enquanto ficam deitados languidamente. E o mundo parece os oprimir mas não da mesma forma que oprime a nós, meros mortais. Não, com eles o sofrimento tem contornos de cinema francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que é uma relação de comiseração mútua. Os portadores da Síndrome da Escrotice Instantânea se compadecem de nós, meros mortais, ao mesmo passo que nos compadecemos dessas pobres criaturas que teimam em viver a ilusão de que são dotados de uma visão mais clara que a que nós, meros mortais, temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que é pior? Todo mundo que tem essa síndrome passa por algumas situações. É de causar espanto que pessoas tão esclarecidas caiam nas mesmas armadilhas. Enfim, esse filme eu já vi e o final não é bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enjoy the ride, kid.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4204356289278160136?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4204356289278160136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4204356289278160136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/11/da-escrotice-intelectualide-esse-nem-o.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-70076356668363845</id><published>2008-11-08T18:45:00.001-02:00</published><updated>2008-11-08T18:46:02.015-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Atualidades: não postamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo me recuso a ficar aqui postando sobre atualidades. Na boa, não acho que a minha visão política do mundo e minhas opiniões sobre o Obama sejam relevantes. Pelo menos não relevantes pra merecer um post. Por pensar assim os poupei da minha depressão pós-eleitoral com a derrota do Gabeira e não teorizei sobre a morte da Eloá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nessa tarde de sábado, de ressaca pelos infinitos chopps na Lapa, me limito a vir aqui escrever sobre um assunto que realmente importa: O novo álbum do Killers: Day and Age. Pode me chamar de superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o disco não tenha sido lançado (e até onde eu sei nem vazou ainda) já temos duas músicas liberadas com áudio de qualidade: Human e Spaceman. Grande expectativa pelo álbum novo. Sério mesmo. Porque Humam e Spaceman são ótimas. Tipo, eu to ouvindo Spaceman no repeat pelos últimos 3 dias. Eu saio de manhã ouvindo isso e esmurrando o volante. Aí escuto no trabalho enquanto faço as minhas coisas (e me seguro pra não batucar na mesa, cantar junto ou me aventurar pelo mundo do air guitar/air drums). Na volta pra casa to eu lá, esmurrando o volante ao som de Spaceman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu faço essas coisas eu consigo visualizar o Brandon Flowers no palco do Tim Festival do ano passado. Do caralho. Tanto Spaceman quanto Human parecem milimetricamente calculadas pra grudar na cabeça e pra estimular palmas ritimadas em shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa importante (no meu universo): as músicas têm que ter alguma parte que seja perfeita pra cantar a plenos pulmões. E no carro eu canto a plenos pulmões e foda-se se alguém me achar doida. Antes que pensem besteira, eu só faço isso quando eu to sozinha no carro. Ou quando to com alguém que também faça essa bizarrice. E Killers tem isso de dar vontade de cantar a plenos pulmões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, vou deixar vocês com as músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Human:&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9A_anui-6x4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9A_anui-6x4&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spaceman:&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EAlikaLvM3Y&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EAlikaLvM3Y&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;p.s: concatenação de idéias, também não trabalhamos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-70076356668363845?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/70076356668363845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/70076356668363845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/11/atualidades-no-postamos.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-7652787211530802063</id><published>2008-11-03T22:08:00.000-02:00</published><updated>2008-11-03T22:08:40.574-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Workaholic mode on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui workaholic. Defeito mesmo. Eu trabalho o dia inteiro e quando chego em casa ainda fico pendurada no meu e-mail corporativo. E isso ainda vai me fazer mal, eu sei disso, mas não to nem aí (por enquanto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me ferro porque eu sou a única advogada de uma certa área, sendo assim acumulo um nível de trabalho mega. Mas eu sou babaca e orgulhosa e isso só me fode. Porque rola aquele orgulho pessoal de "eu agüento, eu dou conta". E lá vou eu me ferrar inteira mas fazer tudo que me proponho a fazer. E meu salário nem tá à altura das merdas que eu resolvo, mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também tenho um quê, egocêntrico, admito. Eu gosto de mandar. Perceba, há uma diferença entre mandar e tiranizar. Eu não tiranizo ninguém e sou absolutamente contra quem o faz. Só acho que me é reconfortante saber que as coisas estão sob o meu controle. Me dá uma sensação de segurança. Se tem uma coisa que me deixa completamente surtada é não poder inteferir no rumo dos acontecimentos. ODEIO me sentir fora de controle. Acho que é por isso que eu não suporto ficar bêbada na frente dos outros. Porque perco o controle da situação e passo a depender de outrem. E isso faz um mal filho da puta pro meu orgulho pessoal. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que impulsiona o meu lado workaholic é que eu sou escrotamente competitiva. Tipo, lá nos anos 90 quando eu passava tardes inteiras jogando Zelda, eu secretamente competia com uma amiga. Toda vez que ela chegava num ponto mais avançado que eu no jogo eu corria pra ultrapassar. Ela nunca soube disso, óbvio. Eu sou diplomática. Mas a verdade é que toda vez que ela chegava perto eu sentia uma compulsão quase doentia de deixá-la pra trás e avançar mais que ela. Em outras palavras, eu competia com quem nem estava competindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho é a mesma coisa. Eu fico competindo com os outros e comigo mesma. Pode jogar trabalho nas minhas costas que eu agüento. Se ninguém jamais fez algo aí é que eu vou querer fazer. Eu já falei aqui do meu lado Kevin Lomax e do meu retrospecto impecável em uma certa área (que não convém nomear). Eu sei que um dia eu vou acabar perdendo, acontece, mas fico sempre torcendo pra não ser daquela vez. Já até consegui reverter um panorama adverso com uma argumentação, embora convincente, incrivelmente picareta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That's my job, that's what I do. A advocacia corporativa tá muito distante dos ideais de justiça que me levaram a escolher a carreira que escolhi. Há quem diga que eu me especializei em ferrar os outros. Eu discordo. Quando eu estou errada admito, vou tentar resolver a questão em um acordo e etc. Mas, cá entre nós, alguém aqui tenta fechar um acordo que não lhe seja benéfico? Então. Eu cedo de um lado e a outra parte tem que ceder também. É assim que funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que no meio do caminho eu encontro verdadeiros picaretas e aí o meu lado competitivo fica ainda mais forte. Outro dia conseguiram uma liminar pra um assunto e logo depois conseguimos reverter a decisão. Daí que a outra parte me ligou querendo marcar uma reunião pra tentarmos chegar a uma composição. Desliguei o telefone rindo e falando que a outra parte tinha arregado. Veja a que ponto chegamos, euforia por enquadrar a outra parte. Na tal reunião eu era a figura mais blasé do mundo. À mesa, com as pernas cruzadas e as mãos entrelaçadas repousadas sobre as minhas pernas, diante de uma pequena chantagem emocional me limitei a rechaçá-la sem alterar o tom de voz uma única vez. HAL 9000 perde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei. Parece mau e etc. Talvez seja. Mas poucas coisas são tão legais (work-related) quanto você vencer um embate de argumentos. Se eu já me senti mal com as coisas que fiz? Sim, algumas vezes. Há casos onde eu tenho completa noção de que a função social das coisas foi pro cacete. Fico eu cavando brechas e tangenciando coisas. Já menti descaradamente também. Faz parte do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu prometo desacelerar, mas por enquanto não dá. Ainda há muitas brigas pela frente. E eu adoro uma boa briga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-7652787211530802063?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7652787211530802063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7652787211530802063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/11/workaholic-mode-on-eu-sempre-fui.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-8740200903506453501</id><published>2008-10-22T22:48:00.000-02:00</published><updated>2008-10-22T22:48:47.326-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>One more murder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, o assunto é batido, meio mundo já postou sobre o seqüestro de Santo André, mas tudo bem. O fio condutor do post, pra variar, é música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu largo o carro no estacionamento e caminho pro trabalho todas as manhãs passo por bancas de jornais e sempre dou uma olhada nas manchetes. Acho que faço isso pra não me sentir tão alienada, trancafiada num prédio o dia inteiro. Enfim, a capa dO Dia estampava: Anjo Eloá vai salvar vidas. Eu, esse poço de ruindade, pensei logo no exagero. Na boa, o gesto da família é nobre e etc, mas anjo? Menos né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que muito da cagada é culpa da família e dessa mentalidade rural do século retrasado de achar natural uma menina de 12 anos namorar um homem de 19. Tipo, oi, estupro presumido e pedofilia, tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GATE fez merda? Sim, também. Mas nem vou entrar nessa seara porque o post nem é uma análise do caso. O fio condutor disso aqui, já disse, é música. Pois bem, quando eu vi a manchete sensacionalista no jornal e percebi que não estava chocada me veio à cabeça na mesma hora uma música: One More Murder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação pra mim é bem essa, &lt;em&gt;"one more murder in this town. Don't mean a thing, you get accustomed to the sound"&lt;/em&gt;. Sinto muito pelo sofrimento da família, torço por uma punição exemplar (dentro dos limites legais) pro Lindemberg, mas é só isso. Uma pessoa morreu. Só. E isso devia bastar pra me abalar mas me espantei com a minha apatia. Com o meu descaso à sacralidade dessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega, a menina morreu, o imbecil tá preso. Vida que segue. Meu mundo não parou pela Eloá. Enquanto ela era baleada eu tava num bar na Lapa bebendo e rindo da cara de gringos que se deixavam seduzir por travestis e prostitutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Foi mal aí, mas eu não consigo me sensibilizar mais com esta tragédia em particular. Alguém traz a próxima. &lt;em&gt;Saturday night, shot ring out, add one to the body count&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem sentido, eu sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-8740200903506453501?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8740200903506453501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8740200903506453501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/10/one-more-murder-eu-sei-o-assunto-batido.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2505948690417418426</id><published>2008-10-19T10:45:00.000-02:00</published><updated>2008-10-19T10:45:56.059-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;Lawyering my way around&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos o basicão do Direito me salva na vida cotidiana. Daí o título do post, lawyering my way around. Pois bem. Estava eu na Fnac e dou de cara com uma prateleira logo na entrada com 2 box-sets de Star Wars, a trilogia original. Um deles era aquela embalagem de papel meio prateada com 4 DVDs (os 3 filmes e um disco bônus). Do lado desse box-set tinha outro, também da trilogia original, mas composto de 6 DVDs (os 3 filmes e um disco bônus pra cada um deles) e embalado numa caixa de metal. Só tinha uma plaquinha de preço: "Trilogia Star Wars R$91,00".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ali naquele dilema de compro não compro porque afinal são R$91. Mas, what the hell, eu trabalho pra financiar minha infâmia e meus surtos consumistas, não é mesmo? Então pronto. Eu trabalho como uma corna, tive uma sexta-feira dos infernos work-related, eu mereço. Peguei a caixa de metal, a coisa mais fofa do mundo, e fui pro caixa. Chegando lá o código de barras acusa valor distinto e a mulher do caixa fala naquele tom robótico "são R$111,30, senhora". E aí começa o show:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse preço está errado, o valor da prateleira é diferente.&lt;br /&gt;- Só um instante, senhora (ela chama um vendedor). O preço da prateleira está diferente.&lt;br /&gt;- Qual o valor da prateleira?&lt;br /&gt;- R$91&lt;br /&gt;- Só um instante que eu vou verificar.&lt;br /&gt;- Você quer que eu o acompanhe?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Pois não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando na prateleira, os produtos estão &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SPsf6KHaKPI/AAAAAAAAAEs/eO9zwbrqIag/s1600-h/StarWars01.jpg" target="_blank"&gt;dispostos assim&lt;/a&gt;. Daí o vendedor resolve tentar me dizer que o preço de R$91 se aplica a somente um dos produtos lendo a plaquinha do preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui, "Trilogia Star Wars R$91".&lt;br /&gt;- Exatamente. Trilogia Star Wars R$91, as duas são.&lt;br /&gt;- Hum...preciso chamar o gerente pra ver se ele vai dar o desconto...&lt;br /&gt;- Pois não (e eu pensando: mas ele vai dar o desconto nem que eu tenha que recitar os artigos 30 e 35 do CDC aqui).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo da história, eu levei a trilogia pelos R$91 mesmo. Porque se a loja é ineficiente na disposição dos seus produtos a culpa não é minha. Pra usar uma daquelas frases batidas que qualquer um escuta na faculdade: o Direito não protege quem dorme. Fiquei feliz como se tivesse feito um negócio espetacular. Nem fiz. Só exigi o cumprimento da oferta, que é das coisas mais rasteiras e basilares de Direito do Consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra tarde ficar completa, quando chegamos no caixa minha irmã pagou no cartão dela porque ela tem um cartão fidelidade da loja e com isso o estacionamento sairia de graça. Ou seja, eu economizei R$20,30, ganhei estacionamento grátis e ainda levei 2 DVDs a mais. A alegria acaba na segunda quando eu vir o dinheiro saindo da minha conta pra entrar na conta da minha irmã, mas tudo bem. O que importa é isso aqui:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SPsoiy7PxBI/AAAAAAAAAFc/g1Ier_U3sew/s1600-h/StarWars02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258841568136119314" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SPsoiy7PxBI/AAAAAAAAAFc/g1Ier_U3sew/s320/StarWars02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SPsoi16HUGI/AAAAAAAAAFk/DcV-9j3ugnc/s1600-h/StarWars03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258841568936677474" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SPsoi16HUGI/AAAAAAAAAFk/DcV-9j3ugnc/s320/StarWars03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixando as brincadeiras de lado um pouco, minha impressão da Fnac é excelente. O gerente não demorou, fui atendida prontamente e ele nem ficou discutindo nada. No momento que ele viu a plaquinha reconheceu o erro e cumpriu a oferta. Pontos extras pra loja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2505948690417418426?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2505948690417418426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2505948690417418426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/10/lawyering-my-way-around-de-tempos-em.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SPsoiy7PxBI/AAAAAAAAAFc/g1Ier_U3sew/s72-c/StarWars02.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5954612934734450630</id><published>2008-10-16T22:00:00.002-03:00</published><updated>2008-10-16T22:28:03.879-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O tempo me assusta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano começou ontem e já estamos no meio de outubro. Assim, num estalar de dedos. Me pergunto agora onde foram parar todos esses meses, todo esse tempo. Olho aqui na mesa e vejo uma armação que eu comprei em março mas só tive vergonha na cara (e tempo) de marcar consulta no oftalmologista pro início da próxima semana. Aí tem que levar pra fazer e etc e então eu aposento a armação que eu comprei em 2003 provisoriamente, enquanto não decidia qual seriam meus óculos definitivos. Oi, procastinação, tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando muito sem saco pra um monte de coisas, preciso confessar. Costumo jogar a culpa toda no trabalho, admito. Eu preciso de férias, ando viajando tanto que já subi de categoria no programa de milhagens. Descobri hoje ao fazer o check-in. Preciso viajar sim, mas sem ser a trabalho, correndo pra lá e pra cá e fazendo piadinhas de duplo sentido entre advogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo anda tão complicado que eu nem tenho mais tempo quase pra me dedicar à nobre tarefa de garimpar bandas novas. Só tenhop me dedicado a inserir minhas bandinhas desconhecidas em playlists alheias. É assim, você primeiro fisga o potencial ouvinte com Great DJ do The Ting Tings e emenda com Beginning of the Twist do Futureheads. Daí pra frente fica fácil, já conseguiu angariar a simpatia do potencial ouvinte pra coisas com essa sonoridade. To aqui elaborando uma compilação. Eu tenho algo de mix taper em mim, fazer o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã é dia de encarar um lugar que não tem nada a ver comigo em nome da boa convivência social. E lá vou eu aturar músicas que não me agradam nem um pouco. Bem, pelo menos lá vende Stella Artois. A noite tem tudo pra dar merda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5954612934734450630?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5954612934734450630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5954612934734450630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/10/o-tempo-me-assusta-o-ano-comeou-ontem-e.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-8328597638063988459</id><published>2008-10-09T23:34:00.000-03:00</published><updated>2008-10-09T23:34:41.661-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Surtos passionais - Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente tenho feito muitas viagens de trabalho naquele esqueminha corno bate e volta que eu já contei aqui, principalmente pra São Paulo. Eu vou, faço minhas audiências, participo de reuniões, troco cartões de visita e apertos de mão. Tudo muito businesslike. Fui essa semana, semana que vem vou de novo e ainda pressinto mais umas 2 visitas em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou me habituando a engarrafamentos na 23 de maio, a dizer aquelas mesmas frases quando me perguntam o itinerário. Os mesmos nomes nas placas. Rubem Berta, Tutóia, Alameda Santos, Augusta, João Manuel, etc. O mesmo céu cinza, a mesma chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num desses dias passei a amanhã em SP e a tarde de volta no Rio. A bem sucedida manhã foi cinzenta, chuvosa e com temperatura de 15 graus. O fato de eu não estar agasalhada e ainda assim não sentir frio foi percebido com certa estranheza. Aquela idéia pré-concebida de que cariocas congelam em SP e etc. Humpf. Volto pro Rio e o céu azul, sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa uma semana e lá vou eu pra SP de novo. O mesmo clima ruinzinho. No vôo de volta sou obrigada a aturar na poltrona do lado um daqueles atores mirins do A-list global falando merda a porra do vôo inteiro. Não bastasse isso com ele estava também o moleque mala filho da protagonista da novela da Portelinha. Foi a ponte aérea mais longa da minha vida. Não bastasse isso um acompanhante do Zéu Brito ainda tentou entrar no taxi que EU ia pegar. Nonsense. Entrei no taxi e foda-se. Cheguei primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte estou indo pro trabalho e torno a ver o céu azul, o mesmo sol. Suspiro pensando que é bom estar em casa. Eu amo essa cidade. Fato. Esse é o meu lugar nesse mundo. É aqui que eu faço sentido. Aqui vivem os meus amores, grande parte daqueles que me são caros. Confesso que uma vez fiquei com os olhos marejados pensando essas coisas enquanto passava por uma área da cidade. E olha que nem foi em ponto turístico. Estava no carro, no banco do carona, a caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lógico que essa cidade tem mil defeitos. Mil problemas. Isso que é interessante. Como em qualquer caso de amor, aceito os defeitos do objeto da minha afeição e sei também reconhecer suas virtudes. E convivo assim, reclamando da rotina desse relacionamento mas ao mesmo tempo absolutamente apaixonada pelo lugar onde tudo faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, soa absurdamente ingênuo. Soa absurdamente bobo, sem sentido até. E desde quando afeições fazem sentido? Depois de um tempo lendo isso aqui acho que já ficou bastante claro o quão absurdamente simbólica eu sou. Eu me expresso dessa forma. Me mantenho aparentemente blasé torcendo pra que meus gestos denunciem àqueles que me são caros o que há por trás dessa imagem de que não me importo muito com as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso ir a qualquer lugar. Garanto que a melhor sensação vai ser retornar à essa cidade. Família, amigos, pessoas queridas. Às paisagens conhecidas. Minha rua, minha casa. Caminhar pelas ruas que caminho, ainda que isso signifique vez por outra o incômodo de ter meu salto preso em pedras portuguesas. O som do trânsito do centro da cidade, táxis amarelos, a Baía de Guanabara vista do alto de 37 andares, o maldito CD de flauta andina vendido na praça perto do trabalho, rostos conhecidos, o sol que parece nascer das águas em tons alaranjados, minha faculdade, meu trabalho, lugares emblemáticos, um certo corredor no 4º andar do Fórum, a livraria na Rua da Assembleia com um café e clássicos do cinema em DVD, aterro visto pela sacada do Hotel Glória, Maracanã lotado em jogo do Flamengo, mesa de bar na Lapa, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu reclamo horrores, mas é aqui que tudo parece encaixar. Muito embora o post não faça lá tanto sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-8328597638063988459?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8328597638063988459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8328597638063988459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/10/surtos-passionais-rio-de-janeiro.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5613289617968527698</id><published>2008-10-04T13:31:00.001-03:00</published><updated>2008-10-04T13:36:52.208-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Digressões de sábado - don't get me wrong&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre difícil postar alguma coisa que envolve de alguma forma pessoas que lêem isso aqui. Ainda que esporadicamente. Pior ainda é quando eu me vejo prestes a postar sobre algo que envolve uma pessoa que lê isso aqui e me conhece. Enfim, misturar post do seu blog anônimo com amizade inspira absoluta cautela. Daí a música do Pretenders no título. Enfim, continuemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo atrás me procuraram pedindo ajuda profissional porque precisavam ver se o advogado sabia o que tava fazendo. É meio que uma violação da ética profissional, o que a princípio abalou minha vida by the book, mas amigos vêm sempre primeiro então to hell with professional ethics. E eu acabei me envolvendo numa situação que faz com que eu me sinta muito, muito negligente de tempos em tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racionalmente eu sei que eu não posso patrocinar causas porque eu tenho um contrato de exclusividade com quem me paga todo mês. Emocionalmente eu encaro como um dever pessoal sair patrocinando as causas alheias. Daí veio a genial idéia de ser ghost writer de petições. Eu ajudo e não me complico. O problema é ver alguém usar o meu argumento. E eu sou ciumenta pra caralho com tudo que é meu. Inclusive a escrita. Passo por cima disso, não é tão difícil assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem, vou eu ler o trabalho alheio e revisar. Isso não é nenhum absurdo, eu reviso muita coisa no trabalho, já estou acostumada com esse lado crítico de diga isso, não diga aquilo. A diferença é que quando eu faço isso é um trabalho preventivo, fechando a porta pra processos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma forma isso me resgata, me faz fugir do cinismo corporativo, me faz lembrar da menina bobinha e idealista de 12 anos que queria fazer Direito para ajudar os outros, a coletividade. Me aproxima da semi-idealista que ouvia com brilho nos olhos o discurso do paraninfo dizendo que devemos defender o que é justo, legítimo. Hoje em dia acho que foco no legítimo e cavo brechas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foda de se envolver em causas de quem lhe é caro é se envolver demais. E eu me envolvo demais em tudo que me disponho a fazer. Aí tudo resvala na minha absurda capacidade de empatia. Eu sei que é contraditório falar em empatia quando eu passo a maior parte do tempo vendendo a imagem de fria e racional, mas enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ter a solução pra todos os problemas e a disponibilidade pra me fazer presente ao mesmo tempo em todos os lugares em que preciso estar. Minha maior preocupação no momento está em SP. E me dilacera imaginá-la chorando sem estar perto e sem poder fazer nada. E eu aqui, domando a vontade de sair por aí batendo em meio mundo como forma de fazer justiça a quem não merecia a terça-feira de merda que teve. Vontade de estar em São Paulo por mais que algumas horas para compromissos profissionais e sem comissários de bordo me perguntando se aceito balas enquanto me enfiam goela abaixo propaganda da Arcor, que sorteiam livrinhos de receitas regionais como se fosse legal e que, com aquele sorrisinho mecânico, me perguntam se aceito alguma bebida. A vontade é de pedir uma Absolut mas eles só servem cerveja. Sol e Xingu, senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugi do assunto legal agora. Uma preocupação chama a outra. Enfim, a sensação que eu tenho é que eu não vou sossegar enquanto eu não entregar uma minuta de petição. Talvez isso explique alguém que em plena manhã de sábado fica escrevendo coisas como "sua vida e imagem tomaram contornos caricaturescos à guisa de entretenimento. Entregou-se ao escrutínio público a vida particular de alguém que jamais foi figura pública".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debruçada numa petição às 9 da manhã de sábado. Mais nerd que isso impossível. E se você ler isso (espero que não) não interprete mal e nem pense que não deve recorrer a mim. Eu faço as coisas com a melhor das intenções e é bom que me afete de alguma forma. Eu produzo melhor assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5613289617968527698?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5613289617968527698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5613289617968527698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/10/digresses-de-sbado-dont-get-me-wrong.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3799287518631547426</id><published>2008-10-02T23:15:00.000-03:00</published><updated>2008-10-02T23:16:05.599-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Da arte de falar nerdices em lugares inapropriados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou eu sentada esperando minha audiência e começo a conversar com outro advogado. Conversa vai, conversa vem, começo a falar de Heroes. E lá estou eu, num ambiente sério, falando de Peter Petrelli, Sylar e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa mais um tempo, ainda esperando sermos chamados pra audiência pra poder liberar meu lado Kevin Lomax, ele começa a falar de música. Me pergunta do Tim Festival e eu digo que esse ano não tem ninguém realmente desconhecido, que todo mundo é famosinho. Ele ri porque não conhece nenhuma banda. E então o seguinte diálogo acontece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas como você descobre essas bandas?&lt;br /&gt;- Eu trabalho com fones de ouvido né? Fico escutando uma rádio de Ohio e anoto o que gosto pra baixar depois.&lt;br /&gt;- Ah tá...mas...Ohio?&lt;br /&gt;- Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se isso não fosse o suficiente pra me marcar como a advogada doidinha, eu continuo. De repente me dou conta que estou num ambiente super sério, cercada de figurões e conversando sobre Borat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é tudo? Óbvio que não! Não satisfeita ainda faço mais um comentário infame sobre algumas pessoas do trabalho que são obrigadas a usar uniforme. Acontece que eu cismei que parecem saídos dos Jetsons. E agora toda vez que vejo um eu falo em Jetsons. Qualquer dia pergunto pra um deles sobre o Astro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bizarrice bônus da semana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego em pleno Jurídico uma galera espeeeeeerta que resolveu entrar num esquema de pirâmide. Pior, me convidaram pra entrar. Eu ri e respondi "não, brigada. Eu não sou do Egito, esse negócio de pirâmide não é comigo". Só quero ver a cara dos espertões mês que vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me fodo no trabalho, fato. Mas não posso negar que me divirto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3799287518631547426?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3799287518631547426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3799287518631547426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/10/da-arte-de-falar-nerdices-em-lugares.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3433339447071480986</id><published>2008-09-25T22:28:00.000-03:00</published><updated>2008-09-25T22:28:53.286-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>I like to wait to see how things turn out if you apply some pressure&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressão 24x7 pira as pessoas. Comigo não é diferente. E eu explodo com os outros e perco a paciência. Eu preciso de férias. De novos ares por um tempo. Acho que o stress contribuiu muito pro surto do ilícito penal (lá vou eu inventar mais uma expressão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que as coisas começam a ser aceitas e eu já comecei a digerir tudo que aconteceu. Não que isso vá se resolver assim, da noite pro dia. Provavelmente essa história vai rolar por mais uns 3 meses. Até lá eu vou continuar tensa de tempos em tempos. O que importa é o que eu vou fazer com a tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei pro criminalista. "oi Dr. Fulano, tudo bem? Eu queria conversar sobre um assunto. É particular então resolvi ligar pra saber se você aceita o caso e pra saber os valores envolvidos na causa". Eu sou tão absurdamente direta e objetiva com assuntos assim que até me assusto. Às vezes parece que eu vivo à base de "não é pessoal, são negócios".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o celular do cara já tá na memória do meu. Quase telefone de médico da família. Agora me resta torcer pelo arquivamento da investigação. Vamos ver no que dá. Mas já estou bem melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando aqui numa coisa que foi dita nos comentários do último post. Definiram esse blog assim: "anti-social-tou-cagando-pros-leitores". Entendo a colocação e, guardadas as devidas proporções, até concordo. A questão é que é complicado levar um blog anônimo, ter que tomar cuidado pra não deixar escapar uma informação que me identifique ou identifique onde trabalho e etc. Admito que acabo contando as coisas pela metade, mas não tem jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais bizarro é que apesar de todo hermetismo da escrita e a supressão de detalhes, aqui eu me exponho bem mais do que jamais me exporia pra muita gente com quem convivo diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu me importo sim com quem lê. Blog é uma forma de diálogo. Sempre encarei assim. Esse blog aqui começou anônimo justamente pra evitar a armadilha do meu blog anterior. A obrigação de escrever o que esperavam que eu escrevesse pra agradar quem lia. Essa é uma pressão desnecessária na minha vida. Mas diálogo é sempre legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anonimato às vezes enche o saco, óbvio. Tem coisas bem legais que eu nem posso contar aqui, pelo menos em detalhes, que logo vão identificar. Por exemplo, uma das minhas atribuições tem a ver com televisão. As pessoas assistem parte do meu trabalho. Eu assisto e fico satisfeita comigo. Orgulhinho mesmo. Mas isso é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a preocupação de vocês com o surto do ilícito penal. Aliás, essa confusão toda serviu pra que eu descobrisse coisas interessantes sobre as pessoas que me cercam. Mas chega que pra um blog anônimo isso aqui tá muito diário de uma emo. E eu não suporto emices.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3433339447071480986?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3433339447071480986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3433339447071480986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/09/i-like-to-wait-to-see-how-things-turn.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-52551662552068917</id><published>2008-09-20T17:39:00.000-03:00</published><updated>2008-09-20T17:39:17.647-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Why does it always rain on me?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um dia como outro qualquer. Você acorda, se arruma, cumprimenta os vizinhos e sai pro trabalho. É mais uma sexta-feira e você está pensando no sábado. O que fazer, onde ir, quem encontrar. E eu sabia a resposta pra todas essas perguntas antes mesmo de acordar. Eu ia cobrar que tocassem Interpol junto com alguns amigos. Pelo menos era o que eu planejava fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora fico me perguntando como as coisas mudaram tanto. Uma hora eu planejava o sábado e na outra eu estou numa delegacia respondendo por lesões corporais. Eu, que sempre fui a certinha, que durante a vida inteira fui a babaca que segue as regras. By the book kinda life. Ali, sentada numa delegacia, autora de lesões corporais. Eu, infinitamente orgulhosa da minha correção, ré em um processo criminal. Correndo o risco de ter pro resto da vida meu bom nome manchado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso confessar que ficar sentada numa delegacia sozinha foi um dos pontos baixos da minha vida. Não queria ninguém ali comigo porque delegacia não é ambiente pra ninguém. Olha só a ironia, a primeira vez na vida que vou a uma é pra ser enquadrada num ilícito penal. Eu, a certinha. Nessa hora depois de muitos anos senti falta do meu pai. Aquela coisa da imagem paterna de proteção. Mas esse pensamento durou só alguns segundos. O que me doeu mesmo foi ver minha mãe entrando naquele ambiente de merda preocupada em fazer com que eu me sentisse bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, o que a gente faz numa situação dessa? Já me disseram pra manter a calma. Já me falaram que vai dar tudo certo, que não vai dar em nada. Já disseram que eu precisava me concentrar e que na hora de dar meu depoimento eu devia me portar como advogada acima de qualquer outra coisa. Eu tentei. Juro que tentei. Falei a verdade, fiz questão de registrar algumas coisas, mas sei lá. Tem certas coisas que quebram o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu esteja fazendo tempestade num copo d'água. Aliás, isso é bem característico do meu lado &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca" target="_blank"&gt;Florbela&lt;/a&gt;. Mas porra, é o meu nome, minha imagem, meu orgulho sendo mortalmente ferido. E eu sou extremamente orgulhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vou eu segunda feira procurar um criminalista. Tentar encontrar alguma paz de espírito. Preciso estruturar as coisas. Afinal, tenho uma audiência pela frente e preciso me defender. Eu, a certinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, tá foda...tanto filho da puta no mundo e quem corre o risco de se foder sou eu, a babaca certinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-52551662552068917?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/52551662552068917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/52551662552068917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/09/why-does-it-always-rain-on-me-um-dia.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3107644338150297280</id><published>2008-09-18T22:02:00.002-03:00</published><updated>2008-09-18T22:43:32.484-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Business as usual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa história começa no final de uma manhã fria na muy leal e heróica São Sebastião do Rio de Janeiro. Estava eu quietinha na minha estação de trabalho fazendo malabarismo com os meus 40 e-mails pendentes, 2 perícias e um relatório, quando toca o meu telefone. Ato contínuo, me mandam mais um e-mail com um contratinho pra ser revisado. Pro mesmo dia. Enfim, o de sempre. Analiso o contrato e devolvo com as minhas revisões achando que a história acaba ali. Volto pra casa inocente achando que no dia seguinte só vou ter que brincar de malabarismo com os e-mails, as perícias e o relatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, final da manhã toca meu telefone. Querem que eu analise outro documento. Ok, sem problema. Dessa vez a coisa complica porque não tem jeito dele ser validado pelo jurídico. Aí eu recebo ligações tensas de pessoas falando "nós vamos perder um negócio de R$XX milhões!!!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do dia nada fica resolvido, mas o chefe e eu concordamos. E eu respiro aliviada por não ter concordado com uma cagada capaz de gerar demissões múltiplas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado de tudo? Eu to com uma puta dor de cabeça. E nem é no sentido figurado. Agora é aguardar as cenas dos próximos capítulos, mas uma coisa eu garanto. No dia de hoje algumas pessoas devem ter sentido vontade de comer meu fígado com um bom chianti. Hannibal Lechter style.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3107644338150297280?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3107644338150297280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3107644338150297280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/09/business-as-usual-nossa-histria-comea.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3881361030812179412</id><published>2008-09-13T10:51:00.002-03:00</published><updated>2008-09-13T11:29:19.372-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sobre shows&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano prometia muito no começo. Muito mesmo. Interpol em março, Editors e Kooks em maio. Bem, não rolou nem Editors nem Kooks. Esses dois estariam no Indie Rock Festival. Uma pena que o festival não saiu. A organização falou que só foi adiado mas a gente já tá no meio de setembro né? Oi, o ano acabou, tudo bem com você produtora do evento? Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interpol, foda. Muse, foda. Agora o negócio é ir pra SP pro Festival Planeta Terra. Bloc Party, Foals, Jesus and Mary Chain (tá esse aí eu cito só pra ficar bonitinho, nem ligo assim), Kaiser Chiefs, Spoon, etc.  Começo a pensar nas cifras. R$80 pra ver essa gente toda (inteira!) é um preço bem razoável. Barato mesmo. Eu pagaria esse valor pra ver só o Bloc Party, por exemplo. O que fode tudo é ir pra SP. Porque os shows são num sábado e eu sei que vou querer ir na sexta e voltar só no domingo. Bem que a Tam ou a Gol podiam inventar uma promoção doida. Pelo que eu vi até agora, de ida e volta eu gastaria R$318.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas horas, no melhor espírito da sovinagem eu penso que se eu for de ônibus eu pago bem menos. Mas porra, eu trabalho que nem uma corna, alguma espécie de conforto e compensação eu mereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda é pensar que tem ainda os R$140 pra ver The National, R$140 pra ver Gossip e Klaxons e mais R$80 pra ver Junior Boys e Gogol Bordello. Aliás, acho que vou acabar vendo só The National. Afinal, Boxer foi um dos álbuns favoritos do ano passado. Eu não posso ficar sem ouvir Mistaken For Strangers ao vivo. Eu quero ouvir Blank Slate, Tall Saint, Fake Empire, Slow Show, etc. Por outro lado também seria legal conferir a performance ao vivo da Beth Ditto. Bloody hell...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why oh why essas produtoras de shows fazem isso comigo?!? Que saudade da meia-entrada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3881361030812179412?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3881361030812179412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3881361030812179412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/09/sobre-shows-esse-ano-prometia-muito-no.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-6156857761096809726</id><published>2008-09-08T00:28:00.000-03:00</published><updated>2008-09-08T00:28:15.840-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aeroportos e cidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já falei isso antes mas vou repetir, não entendo como podem ver com glamour essa rotina de corno de ficar pegando vôos pra lá e pra cá, taxis em aeroporto, correr de uma reunião a outra e pagar uma grana em roaming. Isso cansa horrores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto de ir pro trabalho de mala sabendo que no final da tarde vou ter que pegar um avião e chegar no início da noite num aeroporto que fica completamente isolado da área urbana da capital onde ele aterrisa. E lá se vai mais uma hora, uma hora e meia até chegar à civilização, fazer check-in e achar que hotéis são uma merda, mesmo quando são da rede Bristol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo tão impessoal. Entrar em taxis e circular pelos lugares, café da manhã de hotel, pegar mala em esteira de bagagem, check-in, check-out. Tudo tão businesslike, tão estéril, asséptico. Pessoas que se cumprimentam em elevador e fazem piadinhas sobre o panfleto que fala do serviço de quarto. Humpf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou, resolvo tudo que tenho que resolver e volto. Dois dias depois, fim de tarde toca meu celular:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô&lt;br /&gt;- Oi, C., tudo bem?&lt;br /&gt;- Tudo, F., e vc?&lt;br /&gt;- Tudo bem, você tá ocupada?&lt;br /&gt;- Um pouco, mas diga.&lt;br /&gt;- Me liga assim que você puder, apareceu um processo novo no (insira aqui o órgão responsável), dessa vez é contra a Empresa Y.&lt;br /&gt;- Ok, já te ligo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fui eu pedir que reservassem vôo pra mim. Mal cheguei e já tenho que viajar de novo. Olha, juntar milhagem desse jeito eu não gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única parte legal nisso tudo é que é mais uma viagem praquelas audiências em SP em que eu me sinto mais advogada que mera gestora de processos. Ou seja, eu vou lá naquele clima &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0096256/" target="_blank"&gt;"I'm here to chew bubble gum and kick some ass and I'm all out of bubble gum"&lt;/a&gt;. Já pesquisei umas coisas e já to com a linha de defesa toda montada na minha cabeça. Essas coisas me empolgam horrores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai...lá vou eu ter um surto de Kevin Lomax. Adoro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-6156857761096809726?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/6156857761096809726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/6156857761096809726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/09/aeroportos-e-cidades-eu-j-falei-isso.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1193934056897595265</id><published>2008-08-29T22:11:00.001-03:00</published><updated>2008-08-30T17:37:18.080-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Das coisas fodas do dia a dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, pára tudo! Uma Desembargadora do TRE daqui do Rio abriu uma sentença com uma frase de Watchmen. Não bastasse isso ainda citou Mario Puzo. Caralho! Fala a verdade, dá até orgulho da classe. Aliás, meu orgulho nerd atingiu níveis estratosféricos com &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Quadrinhos/0,,MUL742199-9662,00-DESEMBARGADORA+CITA+HQ+WATCHMEN+EM+DECISAO+CONTRA+MILICIAS+NO+RIO.html" target="_blank"&gt;isso&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiop, não é nada não é nada...não é nada mesmo. Mas sério, pra quem está habituada aos vetustos termos jurídicos e à imensa solenidade com que os assuntos são tratados. Como se HQ ou músicas fossem indignas de citação, expressões menores. Isso aí foi um sopro de originalidade. Na minha cabeça é a substituição dos velhinhos togados por uma geração menos "acadêmica". Não que isso signifique perda na qualidade ou conhecimento jurídico, não é isso. Quero dizer apenas que é, bem, a breath of fresh air.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico empolgada quando eu vejo essas coisas porque imagino um judiciário formado por gente capaz de deixar pra trás velhos preconceitos, transpor barreiras históricas. Eu fico empolgada porque eu sou babaca e me empolgo com essas coisas. Fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fantástico mundo das referências nerd/infames, cito sempre minha monografia de conclusão de curso. Embora séria, ela escondia um monte de referências. Eu citei Interpol, Beach Boys, os 5 criadores do mp3 (enquanto arquivo) e ela só não teve 42 páginas porque eu precisava escrever mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babaquice a minha? Claro! Babacapacaralho. Mas me prometi subverter a seriedade e a solenidade do último ato da vida acadêmica na graduação. E assim o fiz. Agora a parte final é dar uma revisada no texto e deixar uma cópia na biblioteca da faculdade. Aí vai ficar lá para todo o sempre a minha produção intelectual mais infame (que ainda me rendeu nota 10 e conceito A, antes que critiquem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And my friends, I have a dream...um dia lerei uma citação dessa natureza ou remissão a uma banda obscura num voto qualquer de um Ministro do STJ ou STF. Não custa nada imaginar essas coisas... =P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1193934056897595265?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1193934056897595265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1193934056897595265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/08/das-coisas-fodas-do-dia-dia-cara-pra.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-28912584108685202</id><published>2008-08-26T16:50:00.000-03:00</published><updated>2008-08-26T16:50:46.442-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Empresa X is my bitch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês que lêem isso aqui sabem, periodicamente eu compareço pessoalmente a algumas audiências fora do Rio. São as audiências onde eu controlo pessoalmente a linha de argumentação e participo da sustentação oral (ui!). Pois bem, fui eu pra uma audiência dessa e encontrei a parte adversa com um verdadeiro exército. Tipo, umas 5 pessoas. Do meu lado só eu e um cara. Bring it on.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa a audiência e o porta-voz da galërë de lá começa a falar os mesmos argumentos esfarrapados de sempre e eu tentando manter a cara séria, mas com vontade de rir porque eu não tava acreditando como eles continuavam argumentando num sentido que só me dá munição. Enfim. Na nossa vez tudo sai como planejado. Quando tudo parecia acabado um cara do grupo adversário pede a palavra. Aí ele se apresenta: "Senhores, boa tarde, eu sou executivo da empresa X". Não prestou né? Um sorrisinho sacana brotou nos meus lábios enquanto eu pensava: "grandes merdas ser executivo" &lt; /trote da telerj&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurei a onda e depois do cara pedi a palavra e mandei mais um argumento contra eles. Nisso o executivo me faz uma pergunta, tentando cavar algum ponto favorável à tese deles. Eu, essa criatura escrota, olhei nos olhos da criatura, sorri e não respondi nada. Naquela postura "não lhe devo qualquer resposta, você não manda nada aqui". Olha, o cara ficou incrédulo. Diante do meu silêncio foi encerrada a audiência. O resultado? Ganhei de goleada. Só um voto contra mim e o resto a favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída vou lá, cumprir o ritual civilizado, shaking hands with the enemy. Aperto a mão de um advogado, dois beijinhos em outra advogada, tudo com aquele sorriso simpático de quem encontra amigos. Estendo a mão pro executivo e ele aperta minha mão, incrédulo. Cara, o aperto de mão sacana com a parte perdedora é a parte mais legal. É como ver o Flamengo golear o Vasco. Como ver o Brasil golear a Argentina. É como ver a Miss USA cair de bunda no Miss Universo por dois anos seguidos. Enfim, não basta ganhar, tem que dar aquela sacaneada diplomática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que eu tive é que o cara não tava acreditando no que tava acontecendo. Ele me olhou com uma cara quando apertou minha mão...aquela cara de quem não entende o que acabou de acontecer. Uma cara também de "eu não acredito que você me ignora e agora vem sorridente apertar minha mão!". Mentalmente eu pensava, "grandes merdas ser executivo, eu sou advogada júnior". HAHAHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida que segue, continuo com 100% de aproveitamento nessas audiências e me sentindo muito foda e muito satisfeita comigo mesma. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118971/" target=""&gt;Kevin Lomax&lt;/a&gt; wannabe ("Lose? I don't lose! I win! I win! I'm a lawyer! That's my job, that's what I do! ", all that crap). Pois é, Al Pacino, a vaidade (profissional) também é meu pecado favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nota final: corram pra ouvir Intimacy, o novo álbum do Bloc Party. Entra fácil na minha lista de melhores de 2008. Em novembro eles estão aqui pra shows no Rio e SP.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-28912584108685202?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/28912584108685202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/28912584108685202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/08/empresa-x-is-my-bitch-como-vocs-que-lem.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4914355665897822328</id><published>2008-08-20T10:48:00.001-03:00</published><updated>2008-08-20T10:55:07.704-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Highway to hell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já devem ter percebido isso, mas eu vou queimar no inferno quando eu morrer. Tem aquele ditado que prega que the road to hell is paved with good intentions. Nem é. O caminho para o inferno é pavimentado com infâmia e falta de noção. Aí depois de &lt;a href="http://calmaqueficapior.blogspot.com/2008/08/peso-na-conscincianot.html" target="_blank"&gt;ler isso&lt;/a&gt; aqui eu fiquei pensando nas razões que vão fazer com que o meu elevador desça sem paradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, eu tenho um estagiário cadeirante. Ele é bonzinho, educadinho, interessado e isso me irrita horrores. Porque gente certinha demais me irrita, simples assim. Ser interessado e educado é bom, muito bom, mas essa parte de ser bonzinho demais. Aí não. Assim que ele chegou eu avisei pra galërë que eu não ia tratá-lo diferente, que se tivesse que levar documentos pra lá e pra cá ia levar. Isso foi o que eu disse, o que eu achei melhor não dizer foi que ele já tá sobre rodas mesmo, nem vai se cansar indo pra lá e pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, naquela sexta-feira from hell eu pensei que se o volume de caixas não fosse tão grande e o trabalho não tivesse se estendido até tão tarde, ele podia ajudar. Tipo, era só ele colocar uma caixinha ou duas (das pequenas, óbvio) no colo e ir feliz pro elevador. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu trabalhava com um cara que não tinha uma perna, usava uma prótese. Ok, no biggie. O problema todo foi descobrir que ele jogava uma certa modalidade paraolímpica. Pior ainda foi descobrir como diabos se jogava essa modalidade. Olha, eu não sei vocês, mas quando eu descobri que vôlei paraolímpico é jogado sentadinho no chão...cara, eu saí de perto e fui pra outro andar pra gargalhar. Tiop, imagina um monte de gente sentada com uma redinha tipo tênis e jogando vôlei? Eu não posso levar a sério um esporte conhecido como vôlei sentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, vivi momentos dificílimos no trabalho nesse período. Porque o cara foi medalha de ouro na modalidade e todo mundo achava super legal, um exemplo de superação e etc, mas bastou que eu visse um minuto de um jogo pra que eu gargalhasse até doer a barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as comemorações? Imagina aquele monte de gente pulando de bunda pra comemorar um ponto? Cara...não dá! Eu fico com vontade de rir toda vez que essa imagem vem à minha cabeça. Isso é um esporte sério? I really don't think so. Badminton já é um esporte escroto, fico aqui imaginando se existe Badminton paraolímpico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pelo menos lá embaixo ninguém vai reclamar que eu sou politicamente incorreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ouvir com esse post:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3IFUNIa2NU8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3IFUNIa2NU8&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4914355665897822328?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4914355665897822328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4914355665897822328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/08/highway-to-hell-vocs-j-devem-ter.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4261224609976803596</id><published>2008-08-17T18:22:00.000-03:00</published><updated>2008-08-17T18:22:58.693-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Work hard for what?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe frase de música melhor pra dar o tom desse post que essa aí do Blood Meridian. Creiam-me senhores, na última sexta-feira eu saí do trabalho depois de meia-noite. Imaginem a cena: madrugada de sexta-feira e eu saindo do trabalho, me enfiando num taxi e indo pra casa arrasada de sono. É a derrocada total e completa do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou te contar, o mais foda de tudo é ouvir do chefe que ele vai creditar em dobro minhas horas-extras no banco de horas. To nem aí pro banco de horas. Sexta à noite, todo mundo bebendo pela cidade e eu me exercitando na modalidade levantamento de caixas de processos. Vocês têm noção do que são 2 Kombis (daquelas sem os bancos de trás, de carga mesmo) lotadas até o teto com caixas de processos? Pois é, quando eu vi entrei em choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente começou a tocar "Work Hard For What?" na minha cabeça. "My free time to me is such a precious thing and i don't wanna waste it on someone else's dreams". E eu ali, trabalhando à noite, no que seria meu tempo livre. "Take your job and shove it up your ass". Eu merecia que alguma espécie de alterego me dissesse isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas 11 da noite resolvi ir pro telhado. Só pra sentir o vento, ver o mundo lá fora, as luzes, os carros, enfim, ver algo diferente de processos, petições, advogados já sem gravata mergulhados em caixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa semana lá vou eu pra mais uma viagem de corno pra SP. Advogado júnior é uma espécie de estagiário com salário um pouco maior e muito, muito mais responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, só pra constar, fixação musical da semana: &lt;a href="http://www.box.net/shared/s4ldo9go4y"&gt;Glasvegas - Geraldine&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4261224609976803596?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4261224609976803596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4261224609976803596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/08/work-hard-for-what-no-existe-frase-de.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-2136497674588253029</id><published>2008-08-12T22:35:00.000-03:00</published><updated>2008-08-12T22:36:07.493-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Das pieguices cotidianas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem trabalha no Centro do Rio (mas este problema é o mesmo em várias cidades) sabe como é uma merda estacionar de manhã. Ou você morre numa grana de estacionamento ou você madruga pra arrumar uma vaga na rua. Madrugar não é comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um estacionamento que fica na mesma quadra do trabalho, só preciso andar uns poucos metros e todo o trajeto sem me sujeitar aos sabores do clima. Acontece que esse estacionamento cobra a módica quantia mensal de 250 dinheiros. E aí eu decidi deixar meu carro numa rua mais atrás por 150 dinheiros mensais enquanto fazia mentalmente a conversão em álcool dos 100 dinheiros economizados. Isso tudo é prefácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, estava eu caminhando pro trabalho, aquelas buzinas miseráveis de quem não quer esperar nem um segundo após o sinal ficar verde e me vem à cabeça Mark Whalberg gritando "stand up and shoooooooooooout" com aquele agudo típico do metal. Acertou quem lembrou do filme Rockstar. O filme é uma bomba, mas de tempos em tempos me pego assistindo essa coisa quando ele aparece perdido numa HBO da vida. Aí começa a entrar a pieguice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rockstar me lembra um professor de História que eu tive. Cara genial. Um aficcionado por futebol (com livro editado e tudo), acadêmico promissor, autor recomendado. Talvez o grande defeito dele seja ter torcido para o Botafogo, mas isso é perdoável. Enfim, ele sempre acabava citando Rockstar de um jeito que, juro, nem soava piegas. Muito embora, admito, o que vou contar agora soe absurdamente piegas. Ele citava o filme e nos falava pra nunca desistirmos de nossos sonhos. Ele gostava de analogias desse tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente me vi pensando em poucos minutos numa infinidade de coisas. Me vi numa sala de aula, ouvindo suas histórias. Aquela sobre a verdadeira origem de umas canções de ninar. O vi novamente no tablado com todos os gestos característicos. Ouvi sua voz com a mesma clareza de anos atrás. Lembrei do cara que me fez pensar em prestar vestibular pra História e cursar essa faculdade por puro diletantismo, concomitantemente com Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei do discurso do capitão do navio do qual todos fazíamos parte. Lembrei daquele tempo em que eu tinha aula de segunda a segunda non stop. Lembrei de uma das frases mais famosas: estou aqui para lembrá-los do que vocês esqueceram. Enfim, discursos e piadinhas que faziam parte dos meus dias. Coisas que talvez façam sentido só pra mim e para os demais ex-alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida seguiu, passei a freqüentar outras salas de aula, com outros professores, tratando de temas diferentes, mas sempre lembrando com carinho daquele tempo. Um dia fui surpreendida com a notícia de que ele tinha morrido. Coisa besta, acidente de moto. O motorista do carro que o atingiu fugiu sem prestar socorro. Imaginá-lo caído numa rua me doeu mais do que eu podia imaginar. Lembrei dO Processo. "Como um cachorro". Aquela figura querida. Não, não era justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente as imagens desaparecem. Não me vejo mais de jeans, tênis e camiseta numa sala de aula. Não lembro do tablado, dos fins de semana intensivos de estudo. Me vejo entre prédios, com o uniforme de trabalho, com assuntos a resolver e responsabilidades que matariam de medo aquela adolescente. Hoje em dia me são triviais. Comes with the territory.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui caminhando pelo trajeto habitual, cheguei no trabalho e suspirei enquanto pendurava o cordão do crachá no pescoço. Saudade, mestre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-2136497674588253029?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2136497674588253029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/2136497674588253029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/08/das-pieguices-cotidianas-quem-trabalha.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-907669811933023237</id><published>2008-08-10T16:42:00.000-03:00</published><updated>2008-08-10T16:42:15.373-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Entre micos e bons resultados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram da tal palestra que eu tinha que dar? Pois é. Mais um vídeo pra minha coleção de micos. Depois de me assistir pela terceira vez Dona Mamãe agora me acha metida. Acontece que Dona Mamãe é distraída, então ficava me perguntando que tanto eu gesticulava de tempos em tempos. Vejam vocês que ela me acha metida porque eu estava sinalizando para que um ajudante fizesse a transição dos slides...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sentadinha na minha poltrona, microfone na mão, meu estômago revirando de nervoso mas força no carão pra parecer suuuper blasé. Até que deu certo. No final ouvi até uns elogios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, lembram daquela viagem a SP? Pois é, bons resultados aí também. Depois de uma longa troca de e-mails entre diretores da empresa os parabéns pelo resultado chegaram ao meu chefe que me repassou o e-mail com a singela frase "parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido". Aí sim fiquei orgulhosinha de mim. Mas repassei os parabéns pra quem também contruibuiu pro resultado porque eu sou justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é impressionante: eu consigo falar coisas impróprias até num auditório no trabalho e sendo filmada. Coisas impróprias e caras e bocas. Me achei praticamente um cartoon em alguns momentos. =/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe o que eu ia achar bem legal? Que esses elogios fossem convertidos em Reais. Porque reconhecimento eu prefiro em espécie. =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-907669811933023237?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/907669811933023237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/907669811933023237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/08/entre-micos-e-bons-resultados-lembram.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-8662535591288722030</id><published>2008-08-05T22:49:00.000-03:00</published><updated>2008-08-05T22:49:43.121-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pensamentos aleatórios (ou: como fazer um post de improviso com o que vem à cabeça)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando cansada. Muito. Tipo, trabalhando como uma corna e ganhando como advogado júnior. Porque recém-formado é bucha mesmo. Só se fode. Completamente sem tempo. Olha o absurdo: hoje uma amiga me ligou pra me chamar pra almoçar no sábado. Não, não é esse sábado, é o da semana seguinte. Quando seus amigos começam a agendar encontros com mais de uma semana de antecedência é sinal de que as coisas não andam normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas conseguem enxergar algum glamour nas minhas atribuições diárias. Bando de gente sem noção que se deixa encantar pelas coisas mais triviais. Pra eles eu ter que acordar de madrugada pra pegar uma merda de um vôo às 7h da manhã pra SP e voltar no mesmo dia é prêmio. Tipo, "oh, tão executivo". Meus pais sempre tiveram cargo de chefia. Definitivamente cargos de chefia não me enchem os olhos, me são triviais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra alguns deles ter minha agenda cheia de reuniões é legal. Nossa, olha como ela é importante, vive em reuniões. Humpf. Qualquer um sabe que a maior parte das reuniões são desnecessárias. Outro dia me chamaram pra uma com previsão de duração de 2 horas. DUAS horas. Resultado: só eu cheguei na hora, a reunião de verdade começou com meia hora de atraso e se estendeu por 30 minutos. O que ficou resolvido? Hum, vejamos..."bem, então vamos fazer o que o jurídico já estabeleceu". Que legal hein? Perdi uma hora de trabalho pra ouvir &lt;em&gt;geral&lt;/em&gt; dizendo que ia fazer exatamente o que eu já tinha dito por e-mail que deveria ser feito. Danke schoen, darling, danke schoen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agendaram uma palestra. E lá vou eu ficar na frente de uma platéia em um auditório. E lá vai dona mamãe me fazer pegar o DVD da palestra pra ver a filha falando pro público e etc. Dona mamãe gosta. Esse vai ser o terceiro vídeo meu falando em público que dona mamãe vai querer ver. Respondendo a alguns de vocês de antemão: nem fodendo isso vai pro you tube. Mas a galera das internas vai acabar vendo o mico. Porque humor depreciativo é uma das minhas especialidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, deixa eu voltar pro power point que eu ainda tenho que terminar os slides da tal palestra. Tem até vídeo em um deles, olha que divertido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-8662535591288722030?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8662535591288722030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/8662535591288722030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/08/pensamentos-aleatrios-ou-como-fazer-um.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-9174540645916365498</id><published>2008-08-01T23:14:00.000-03:00</published><updated>2008-08-01T23:14:16.711-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Together we're invincible&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio atrasadinho, mas aqui vão minhas considerações sobre o show do Muse na última quarta-feira. Pra começar, devo dizer que enquanto produção, o Muse é daquelas bandas que faz show viadinho. Grafismos, efeitos especiais, smoke and mirrors. Enfim, adoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi meu primeiro show no Vivo Rio e ouvi coisas horríveis sobre o lugar, mas até que gostei. Seguindo o esquemão HAARP, a banda começa o show com aquela introduçãozinha e começo a ficar animada como uma adolescente. Mas do meu jeito blasé, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muse ao vivo é absolutamente genial! O Bellamy ao vivo canta com a mesma clareza do estúdio (o que é sempre bom) e os agudos são ótimos. Microfonia e agudos no meu ouvido? Oh yeah, give me some of that.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas partes do show me pareceu que o Muse era uma espécie de banda de metal revestida de alguma erudição. Se é que essa imagem faz algum sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era esperado, quando tocou Supermassive Black Hole a indiezada resolveu fazer uma dança do acasalamento. Eu não sou indie. Outro fuck hit clássico do Muse também produziu efeito semelhante: Time Is Running Out. Como eu explico para os não iniciados, músicas assim são o equivalente alternativo de Wicked Game do Chris Isaak. Não podia ser diferente com uma música que diz "you're something beautiful, a contradiction/I wanna play the game/ I want the friction".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ok, voltemos aos efeitos especiais. Telão com imagens pontuando as músicas. Muitas vezes até projetando algumas frases das músicas. Quando tocaram Invincible as imagens militarescas e de resistência conseguiram quebrar um pouco da minha frieza soviet e me causaram arrepios. Emudeci e assisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas o que passa no telão? Imagem de jogo de videogame (vou poupá-los dos detalhes sórdidos). Porra, não faz assim que meu coração não aguenta. É jogar muito baixo com o meu lado nerd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos altos da participãção do público: Supermassive Black Hole, Starlight, Butterflies and Hurricanes, Sunburn, Knights of Cydonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma observação: me espantou a quantidade de fãs da banda. Vivo Rio cheio e as pessoas cantavam junto! Até as músicas antigas! Uma pequena crítica, eles não cantaram Muscle Museum. Uma pena porque eu adoro essa música e foi a primeira música que eu ouvi deles lá no final dos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, foi o show de 2008 so far. E olha que eu gosto mais de Interpol. E eu podia fazer uma análise bem melhor se meu cérebro não tivesse ido pro espaço depois dessa semana de correria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-9174540645916365498?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/9174540645916365498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/9174540645916365498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/08/together-were-invincible-meio.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-7373250120406967720</id><published>2008-07-29T23:24:00.000-03:00</published><updated>2008-07-29T23:24:20.764-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As agruras da ponte aérea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem a cena: vôo saindo do Santos Dumont às 13h, coisa tranqüila, vazio. Enfim, perfeito. Faço meu check-in e escolho um assento no corredor, como sempre. Lá pelas tantas um miserável que nem era pra sentar no assento da janela me pede licença e senta ali. Ok, alright, ainda tem uma poltrona entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que do nada o cara apaga. Daí começa a roncar. Mas não é um ronquinho besta, é um ronco daqueles de respeito, altos, com a respiração entrecortada e alguns suspiros. A vontade era esmurrar o cara, juro pra vocês. Mas parei, respirei, revirei os olhos etc. No final do vôo, pouco antes da chegada a Congonhas as pessoas se entreolhavam no avião assustadas com o ronco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intimamente eu torcia pro cinto do narcoléptico dar defeito e naquele tranco da freada o infeliz ser jogado pra frente e dar de cara na poltrona. Eu acho que seria uma punição justa. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro vôo com comissáriOs de bordo. Porque tem o divertimento extra de observá-los pra ver se é viado ou não. Hoje pela primeira vez eu vi um comissário que eu não achei viado (achei gostosinho até). Um outro pareceu hétero numa primeira olhada mas aí ele fez um gesto altamente desmunhecante e fodeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que continua me intrigando (e acho que vai intrigar sempre) é o inglês bunda da tripulação. E eles ainda falam meio cantadinho pra ver se o discursinho sai rápido. Enfim, horrível, tenebroso, fere meus ouvidos e mexe com o meu lado intolerante. Se você quer se meter a falar outro idioma faça direito. Eu morro de vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no local do compromisso, estou eu no elevador quando entra um velhinho com um jeitão meio aéreo. Aquele ritual de perguntarem os andares e etc e lá pelas tantas percebo que o tal velhinho tá com o cinto aberto. Ele desce num andar que tem um centro geriátrico. Achei muito piada pronta e pra evitar aqueles olhares de "nossa, como você é horrível!", seguro meu lado Chandler e fico quieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a parte mais divertida da viagem foi realmente o tal compromisso profissional. Conseguimos reverter um caso praticamente perdido e ainda fizemos isso com requintes de crueldade, que é do jeito que eu gosto. Não basta conseguir o resultado planejado, o oponente tem que levar bronca e os caralhos (e eu ando cada vez mais desbocada, perceberam?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um prazer sádico, admito, mas adoro quando o adversário fica tenso, perde a linha de raciocínio e começa a falar besteira. Daquelas besteiras que me municiam. Enfim, é legal quando o adversário se enrola tanto que acaba levantando pra eu cortar. Agora, como foi dito no taxi pro aeroporto, é trazer pra casa e matar a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23:20 da noite desse dia cansativo e eu ainda to meio agitada. Adrenalina do evento de SP. To aqui super animada pra armar o contra-ataque. Eu tava quietinha na minha, mas agora...agora é hora de pular na jugular. Eu ADORO uma boa briga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-7373250120406967720?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7373250120406967720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7373250120406967720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/07/as-agruras-da-ponte-area-imaginem-cena.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-273792854401633778</id><published>2008-07-26T21:55:00.000-03:00</published><updated>2008-07-26T21:56:06.710-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Where is my mind?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo com os posts com títulos musicais, me pergunto: where is my mind? Porque há umas mil informações que deviam ficar fixadas no meu córtex cerebral mas não ficam. Coisas importantes e etc, mas é mais fácil me fazer pensar na voz do Kele Okereke repetindo "mercury mercu-mercury is in mercury is in retrograde".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem vai ser pesada. Começa com reunião externa com 2 horas de duração, segue pra uma viagem de corno pra SP pra um compromisso às 16h na Paulista, vôo de volta com chegada estimada às 21h e trabalho normal no dia seguinte. Enfim, vai ser daquelas semanas que na sexta-feira eu vou provavelmente hibernar pra voltar a ser gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me ligaram da concessionária avisando que tava na hora de fazer primeira revisão de troca de óleo. Fui lá. A merda é que eu lembrava do caminho mas de um jeito escrotinho, poque na verdade eu não lembrava do caminho completo, tinha uma lacuna no trajeto. Compreendam, a última vez que percorri esse caminho eu tava apavorada, eu tinha medo de dirigir e ia pegar meu carro na concessionária. Enfim, encheram meu saco e resolvi não fazer do meu jeito, fazer o caminho dos outros. Big mistake. Errei o caminho, peguei uma via expressa, entrei no primeiro retorno que vi, suspeito ter transitado alguns metros na contramão de uma ruazinha e retomei o caminho certo pelo meu caminho escrotinho (que envolve entrar por um lado de um shopping e sair pelo outro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troca de óleo feita, fico convertendo os 40 dinheiros do serviço em coisas mais interessantes. Tipo cerveja. Com 40 dinheiros eu bebo tranqüilamente umas 6 Stellinhas. Mais divertido do que acordar cedo pra ver seu carro ser levantado num elevador. Hora de voltar, sinal fechado, resolvo cortar caminho por um posto de gasolina na esquina. Impaciente como o pateta motorista. Lição aprendida: da próxima vez que voltar lá faço meu caminho escrotinho e foda-se. Eu não tenho senso de direção mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia tive uma reunião com um escritório que presta serviços pra uma multinacional fodona. Digamos que seja uma multinacional fodona da indústria alimentícia. Vou te contar, juridicamente estão mal parados pra caralho. Melhor pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra fechar, diálogo infame da semana. Cena: indo para um depósito de doces no Centro do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, tem tudo aqui!&lt;br /&gt;- Pois é, me apresentaram esse lugar ontem.&lt;br /&gt;- Olha, tem até umas coisinhas que a gente podia comprar pra um lanche à tarde. Chá, biscoito diet...&lt;br /&gt;- Pois é, tem de tudo aqui...mas diet cookie não rola.&lt;br /&gt;- Olha! Tem Smirnoff ice!&lt;br /&gt;- Nossa, sua reunião foi tão traumática assim?&lt;br /&gt;- É né? Pega mal comprar isso...&lt;br /&gt;- Ali ó, melhor você ficar no Red Bull...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-273792854401633778?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/273792854401633778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/273792854401633778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/07/where-is-my-mind-seguindo-com-os-posts.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4208691555475900049</id><published>2008-07-20T19:05:00.000-03:00</published><updated>2008-07-20T19:05:51.045-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hits da semana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escvrevi uns 3 ou 4 posts de assuntos diferentes e resolvi que não quero postar nenhum deles. Pelo menos não agora. Tudo muito complicado, algumas análises pessoais sobre o tudo e o nada. Enfim, não to no clima pra começar minhas digressões sobre assuntos importantes. Já tem coisa séria demais na minha vida, eu quero um post despretencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vamos aos hits da minha semana, aquelas musiquinhas que eu ando ouvindo compulsivamente. Elas não são necessariamente novas. Isso me faz pensar no meu conceito de música velha. Pra muita gente o que vale é o ano de lançamento do álbum. Se for desse ano é música nova. Pra mim um álbum que eu ouvia compulsivamente no início do ano já é velho hoje (muito embora eu continue ouvindo). Faz algum sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, vamos às musiquinhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/ds3kj8280w" target="_blank"&gt;Ladytron - Black Cat&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/e2f0w22gwg" target="_blank"&gt;Cassettes Won't Listen - Freeze and Explode&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/g4rz9stgkk" target="_blank"&gt;Bon Iver - Re:Stacks&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/imgymyce8c" target="_blank"&gt;Future of The Left - Small Bones Small Bodies&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/etoelaayog" target="_blank"&gt;Dirty on Purpose - Send Me An Angel&lt;/a&gt; (ainda entra num post sobre covers)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/mfe6i2focw" target="_blank"&gt;The Bloodsugars - Cinderella&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/jhncp608w4" target="_blank"&gt;The Bloodsugars - Bloody Mary&lt;/a&gt; (palminhas!!!)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/7z2vfcrkgk" target="_blank"&gt;The Wedding Present - Santa Ana Winds&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/u6qsxkoaok" target="_blank"&gt;The Watson Twins - How Am I To Be&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/ak6hioq74o" target="_blank"&gt;Muse - Muscle Museum (Soulwax Remix)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonus track mal intencionado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/aoqew7naoo" target="_blank"&gt;Silversun Pickups - Booksmart Devil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enjoy.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4208691555475900049?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4208691555475900049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4208691555475900049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/07/hits-da-semana-eu-escvrevi-uns-3-ou-4.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-9078358829539240817</id><published>2008-07-12T19:07:00.000-03:00</published><updated>2008-07-12T19:07:06.506-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Be yourself is all that you can do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blog é mesmo uma coisa interessante. As pessoas escrevem o que querem, publicam e outros lêem. Sempre gostei da idéia de jogar uma idéia no ar e ver quem pensa igual, quem discorda e por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante ver a imagem que projetamos, seja por acaso ou deliberadamente. Outro dia um amigo disse que eu era uma advogada bem sucedida, quase uma personagem de Sex and The City. Por um lado é legal, mas não me vejo assim. Ainda to longe de bem sucedida. Posso dizer que meu começo de carreira é bom, mas não dá pra dizer que sou bem sucedida. Preciso de tempo pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que lê isso aqui e deve me achar uma chata reclamona. Não cabe a mim dizer se estão certos ou errados. Admito que tenho um senso crítico quase impiedoso. Mas costumo mascarar o lado crítico com uma boa dose de diplomacia. Chega a ser engraçado porque no imaginário coletivo advogados são aqueles que vivem querendo processar todo mundo. Eu sou a advogada menos litigante que eu conheço. Eu sempre quero resolver as coisas com um acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pior crítica guardo pra mim. Exijo demais de mim. Quando bati com o carro me senti péssima. E olha que a culpa nem foi minha, um cara avançou o sinal, a culpa foi dele. Mas me senti arrasada, a pior das motoristas porque não evitei que o carro dele batesse no meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo tentando aplicar algum senso de justiça pra tudo e tento ser uma boa pessoa. Não sei se consigo, mas tento. Entretanto, sei que há em mim um lado ruim, como há em todos, diga-se de passagem. Mas acho meu lado ruim realmente péssimo. Capaz de pequenas crueldades que matariam os outros de vergonha. Eu já fiz com que se apaixonassem por mim e logo depois falei quase um "cansei" só pra ver a reação. E isso é de uma maldade absurda. Mas eu tava ferida e queria ver o outro lado, como era estar do lado que fere ao invés do lado ferido. E foi ruim, não é um lado bom. E me senti muito culpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa é algo que eu carrego sempre em algum nível. Uma vez fiquei dois dias sem comer porque me senti culpada pela fome alheia. E chorei como uma idiota. Chorei pela minha omissão, por não me sentir capaz de mudar as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo, eu sacaneei aquela reportagem do cara que compete em provas de triatlo com o filho deficiente. Na boa, o cara é um idiota. Eu não consigo achar essa história bonita, desculpa. Aí o filho diz que quando está competindo sente como se sua deficiência não existisse. Porra, o cara é empurrado numa cadeira de rodas, vai de carona na bicicleta e na parte da natação é puxado num bote e diz que isso faz com que sinta que sua deficiência não existe? E vai o velho competir, se foder todo por isso. Eu contei isso rindo uma vez e imitando alguém com paralisia dizendo que era campeão. E eu vou queimar no inferno, claro, mas quem me conhece sabe que meu humor é negríssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio mundo fica por aí fazendo média com os outros, forçando amizades com figuras-chave pra parecer mais legal. Forçando situações irreais pra ser descolado. Isso me irrita um pouco. Eu sou o que eu sou, não fico fazendo média. Não finjo ser super amiga de quem não sou. Pra falar a verdade eu cago e ando pra algumas figuras-chave do meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando penso essas coisas eu lembro sempre de um filme da Sessão da Tarde: Namorada de Aluguel. Joga no Google. Lembro sempre do discurso do Ronald no final do filme, depois de cair em desgraça, falando que ser popular ou não na verdade não importa, que não existe isso de meu lado ou seu lado, etc etc etc. A &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NzifA0lwnpc" target="_blank"&gt;cena&lt;/a&gt; é um clássico e é meio como eu me sinto. Fazer média pra quê? O que vale é ser verdadeiro consigo mesmo. To thyne own self be true. E o Ronald acabou virando o Dr. Derek McDreamy. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu levo a sério isso de ser fiel a mim mesma e ao que sou. No fim das contas quem tá certo é o Chris Cornell, be yourself is all that you can do.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-9078358829539240817?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/9078358829539240817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/9078358829539240817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/07/be-yourself-is-all-that-you-can-do-blog.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3574574222972802920</id><published>2008-07-05T15:49:00.002-03:00</published><updated>2008-07-05T16:25:25.443-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Please don't slow me down if I'm going too fast&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To aqui vivendo o aftermath da desistência alheia. Isso me obriga a montar uma operação de guerra para supervisão de 1300 processos sem perder prazos, sem perder audiências. Operação de guerra que tem que ser implantada já segunda e ser conduzida até o meio do mês. E ninguém fez isso num espaço de tempo tão curto e tão de surpresa. Mas agora eu to com aquela sensação besta de orgulho pessoal e vou fazer o que ninguém ousou fazer. E vai dar certo. Eu não vou deixar furo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas próximas duas semanas eu vou viver em contagem regressiva. E olhando por cima dos meus ombros. Porque tem uns 2 ou 3 querendo se criar em cima de mim e usando a oportunidade pra aparecer. E eu não quero e nem vou deixar. It's my show. EU faço acontecer. EU decido. E se algum deles quiser passar por cima de mim, bem, aí eu viro Cavalera e vou começar a ouvir em loop na minha cabeça o Max gritando "war for territory".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu levo as coisas pro lado pessoal, não adianta. Se alguém tenta passar por cima de mim no trabalho não dá pra entrar num clima it's just business. Não dá mesmo. Just business my ass. E aí eu fico bem primitiva mesmo. Mais primitivo que isso só se eu fizesse xixi em volta da minha estação de trabalho pra marcar território. Mas eu sou uma mocinha educadinha então eu fico na ironia e afasto pequenos perigos com evasivas genéricas como "não é assim, tem suas particularidades. Eu estou analisando".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando mais workaholic que o normal, admito. Hoje por exemplo, to aqui tensa porque a versão web do meu e-mail corporativo tá fora do ar. Fico na defensiva porque sei que estou em risco mesmo. Fui contratada com base no meu potencial, na minha formação. E eu tenho um orgulho filha da puta da minha faculdade. A falta de experiência em alguns assuntos está sendo suprida. Ainda tenho muito a aprender, mas hoje em dia já me sinto muito mais segura pra orientar os outros com relação a alguns assuntos. É legal notar que os meus pares me procuram pra tirar dúvidas, perguntar minha opinião, pra tentar achar uma solução em conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, essas são algumas partes boas e ruins do trabalho. As partes boas suplantam as ruins, ainda bem. E eu fugi do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando, a tarefa a cumprir envolve aproximada mente 1300 processos, 2 semanas, paperwork e total vigilância. Assim que saí da reunião pra explicar o plano de ação o chefe me falou "sucesso!" enquanto eu saía da sala. Virei, sorri e agradeci. No íntimo eu pensava "vai ser uma operação de sucesso sim, porque eu vou fazer funcionar". É uma questão simples de orgulho pessoal. E vai funcionar. Mesmo que pra isso eu tenha que infernizar uma meia dúzia de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, parece chato e complicado, mas preciso dizer, eu to gostando tanto das coisas. São constantes desafios e eu fico tensa mas é uma tensão boa. É uma sensação de ser capaz de lidar com tudo e com todos, de ser capaz de transpor qualquer obstáculo que se ponha à minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais divertido de tudo é poder fazer essas coisas e notar que eu to construindo uma relação legal com várias pessoas de outros departamentos. Já recebo e-mail até com o meu nome em apelido (diminutivos e abreviações, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuo achando que reconhecimento eu prefiro em espécie. =P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3574574222972802920?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3574574222972802920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3574574222972802920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/07/please-dont-slow-me-down-if-im-going.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5139635409113909501</id><published>2008-07-01T22:19:00.000-03:00</published><updated>2008-07-01T22:19:26.080-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Our time is running out&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece clichê falar essas coisas mas meus dias andam bem corridos mesmo. Essa semana não consegui sair do trabalho nem pra almoçar. Aliás, eu não saio pra almoçar desde sexta passada. É o grupo dos advogados reclusos. Muita coisa pra resolver, melhor pedir pra entregarem alguma coisa, comer correndo e voltar a trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último domingo passei o dia inteiro trabalhando, resolvendo pendências e assustando as pessoas que receberam e-mails às 11:30 da noite pedindo esclarecimentos/correção de dados e coisas semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei os últimos dias redigindo um documento. Trocentas vezes. Toda hora alguém pedia que eu alterasse uma parte ou inserisse mais alguma informação, e lá ia eu. Isso me irrita horrores, esse vai e vem de informações. Aí com tudo pronto me pediram que rubricasse o documento porque ele ia pra presidência. E lá fui eu rubricar. E isso assusta. Porque, tipo, eu estou representando a diretoria a qual o departamento que eu faço parte está subordinado. Too fucking grown up. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To eu trabalhando na boa quando o chefe vem falar comigo. Lembram do arrogantão do post anterior? Pois é. Eu resolvi engrossar com a galërë e o resultado foi que fizeram a tropa de elite e, como o 02, pediram pra sair. Como fas/////&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre aguçar a curiosidade dos fofoqueiros, pior que tinha gente perguntando no dia seguinte, em tom irônico, se tava tudo bem e etc. Só sei que no dia seguinte eu tava com a garganta incomodando. Nessas horas eu só pensava "puta merda, eu gasto R$88 pra ficar com a garganta ferrada do ar condicionado?". Bem, passou. Menos mal. Era só o que me faltava, pagar R$88 pra ficar doente. E eu ainda to achando que, não fosse a companhia, gastar uns R$150 em poucas horas sendo que algumas dessas horas foram passadas no Rio Scenarium, configuraria um mal negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra fechar o post falando de música, a música fofa da semana fica com o Weezer. Heart Songs do Red Album. Pelo menos eu acho bem legal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5139635409113909501?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5139635409113909501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5139635409113909501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/07/our-time-is-running-out-parece-clich.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-9111084109132066119</id><published>2008-06-27T21:55:00.000-03:00</published><updated>2008-06-27T21:55:59.753-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Álcool, música e infâmia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana voou. Pudera, passei alguns dias inteiros num desses workshops corporativos. Mas foi bem legal, bem interessante. Técnicas pra falar em público. O lado mico é que filmam o antes e o depois. Acabei descobrindo que eu viro outra pessoa com um pointer na mão e uma apresentação na cabeça. Antes que perguntem, não, eu não tenho esses vídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado bom de trabalhar numa empresa grande e com representatividade nacional é conhecer gente de outros lugares que normalmente você não conheceria e acabar descobrindo o quanto essas pessoas são importantes na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dessas pessoas esteve por aqui e fez aniversário. Daí que as pessoas se animam a comemorar e eu embarco. Geralmente em canoas furadíssimas. Bem, pelo menos pra mim. E os lugares que o pessoal do trabalho gosta são tão distantes do meu mundo. Tipo Rio Scenarium e suas trocentas bandinhas de samba/marchinhas/forró/whatever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Stella (a Artois) na mão, nada na cabeça. Muita infâmia. Cantadas baratas seguidas de risadas. Gringos sem noção e convite pra dançar que me faz ouvir de um estranho "a vida não é só trabalho" só porque não quis dançar com ele e estava vestindo o uniforme de trabalho. Humpf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente descobri mais uma fonte de divertimento corporativo no departamento do povo fofoqueiro: aguçar a curiosidade alheia. Cena 1: chego eu no trabalho de mochila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Veio de mochila hoje? Pra quê?&lt;br /&gt;- Eu não vou dormir em casa. A mochila tem roupas.&lt;br /&gt;- Hummmm...não vai dormir em casa...você tá armando...&lt;br /&gt;- Que armando o que...&lt;br /&gt;(final do dia)&lt;br /&gt;- Vocês vão pra que lado?&lt;br /&gt;- Direita, pro metrô.&lt;br /&gt;- Ah, então deixa, eu vou pra esquerda a pé.&lt;br /&gt;- E o seu carro?&lt;br /&gt;- Vai dormir no estacionamento, ora.&lt;br /&gt;- Você tá armando...&lt;br /&gt;- Armação nenhuma. Até amanhã, gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 2: pensem o que quiserem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fulana bebeu e falou besteira.&lt;br /&gt;- Ah, foi engraçado. C., você nem bebe né?&lt;br /&gt;- HA!&lt;br /&gt;- Nossa, até deu medo dessa risada...&lt;br /&gt;(saída pela direita com risinho enigmático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o acontecimento do dia de hoje foi fazer um cara arrogantão amarelar e literalmente falar "não fui eu!" na frente do seu superior hierárquico. Porque minha paciência, embora seja grande, possui limites. E quando o limite chega, a gente entra de sola no adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustar os outros em um ambiente de trabalho (de vez em quando) faz bem. Previne ataques. E eu ando bem disposta a ver o circo pegar fogo. =P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-9111084109132066119?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/9111084109132066119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/9111084109132066119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/06/lcool-msica-e-infmia-essa-semana-voou.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3260779780814432156</id><published>2008-06-24T22:40:00.001-03:00</published><updated>2008-06-24T22:44:00.835-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;All you do is ramble&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa eu devo dizer que eu vivo falando sozinha quando eu estou sozinha em casa ou quando estou no carro. Tem gente que gosta de chamar isso de "pensar alto", mas sejamos sinceros, isso é falar sozinho. E nem é tão absurdo assim. Pior é quando eu começo a falar sozinha em inglês. Eu nunca entendi por que faço isso. Geralmente eu culpo alguma música ou algum diálogo de filme/série que pode ter servido de gatilho pro monólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, saio do trabalho e aquele vento frio, quase glacial, enquanto caminho pro estacionamento onde os caras já me conhecem e ao me verem entrar já saem correndo pra trazer o meu carro. Eu gosto disso. Agiliza as coisas. Quem é do Rio sabe que em certos trechos do Centro a lei que vigora no trânsito é a do mais filha da puta. E eu ali, pensando. E sendo filha da puta ao disputar espaço com ônibus e picapes bem mais altas que o meu carro. Nem ligo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me causou estranheza hoje foi pensar no meu voldemort pessoal. Sim, aquele que não deve ser nomeado. Aquele que eu finjo que nem existiu. O mais bizarro de tudo é que há muito tempo não me importava com ele. Hoje me peguei pensando nele como se fosse a letra daquela música Michel da Anouk. Aquela parte "hey Michel how's life are you ok?". Assim, do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me vi imaginando como será que anda a vida dele depois de, hum, sei lá, 5 anos. Num contexto civilizado, sem segundas intenções, no hidden agenda. Mera curiosidade. O problema é que revisitar esse assunto me faz lembrar que eu sou meio o Jesse de Antes do Pôr-do-Sol. Aquele que diz que acha que abandonou qualquer noção de amor romântico em uma plataforma de trem em Viena quando a Celine não apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação hoje é bem essa. É meio estranho perceber que há 5 anos eu não consigo achar ninguém minimamente interessante. Que eu não consigo me apaixonar por ninguém e que até ele hoje em dia parece desinteressante e inadequado aos meus olhos. Mas é meio foda pensar que depois dele eu meio que perdi a capacidade de realmente gostar de alguém. Claro que eu confundi coisas e achei gostar de quem nem gostava. Exagero básico que foi notado em 2 dias e virou piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos a mulher-cafajeste encarna em mim e eu me vejo pegando uns caras sem realmente me importar com eles. Não é nada pessoal, é só distração. Tipo, culpa daquela frase cretina "não to fazendo nada mesmo...". Me importar é outra história. Gostar é outra história. Eu consigo dizer que eu amo minha família, que amo meus amigos, meu trabalho etc e tal, mas foi mal aê, eu não consigo amar ninguém com o intuito de construir um relacionamento. Eu não sei o que é isso tem uns 5 anos. Sentiu a linkada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meio estranho pensar que um cara que hoje em dia eu acho inadequado aos meus padrões foi a última pessoa com quem eu realmente me importei. A última pessoa que eu realmente quis ter por perto. E voltei pra casa pensando na criatura enquanto dirigia. E fazendo observações em voz alta sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relato é meio estranho, eu sei. Entendo até que pode soar meio pesado. O mais bizarro é que nem é. Minha condição normal é essa insensibilidade seletiva. É uma coisa que me vem tão naturalmente que nem impacta mais a minha vida. E eu nem sei se esse é realmente o grande dano, essa insensibilidade seletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um dia que começa corrido, que no meio me apresentam com entusiasmo um comissário da TAM e termina com divagações ao som de Elbow pode parecer estranho mas pra mim já ficou normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que é mais bizarro nisso tudo? Provavelmente amanhã nem vou achar esse post tão pertinente assim. Vou achar bem drama queen. E vou rir da minha cara. Eu vivo fazendo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3260779780814432156?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3260779780814432156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3260779780814432156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/06/all-you-do-is-ramble-antes-de-qualquer.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4814913905754628656</id><published>2008-06-20T22:08:00.000-03:00</published><updated>2008-06-20T22:08:22.102-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ironias Musicais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tava aqui escrevendo um post sobre o Ratatat quando lembrei do Ra Ra Riot. São duas bandas, antes que perguntem. Enfim. Ra Ra Riot me fez pensar em ironias musicais. Raciocínio simples, no ano passado o baterista do Ra Ra Riot (John Pyke) morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da morte do John Pyke a banda tinha lançado um EP que tinha uma música muito fofa chamada Can You Tell. Acontece que nesse mesmo EP tem uma música chamada Dying is Fine. E a música é alegrinha e tal. E fofa também. Eu gosto bastante. Mas pensa na ironia, o cara morre mas deixa gravada uma música chamada Dying is Fine (vídeo aí embaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NGuP6ZN8Qxo&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NGuP6ZN8Qxo&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí fiquei pensando aqui em outras ironias musicais. A maior delas e mais famosa é Leaving on a Jet Plane do John Denver. O cara canta "I'm leaving on a jet plane/ don't know when I'll be back again" e um dia ele morre num desastre de avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção era fazer um post com mais alguns exemplos mas pra falar a verdade eu não consigo pensar em mais nada agora. Semana corridíssima, stress em nível crítico. Então vocês pensem aí em algo semelhante, conseguem lembrar de outro caso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, Ratatat é uma espécie de guilty pleasure. Porque todas as músicas parecem a mesma (Ratatat é um duo de música eletrônica). Wildcat e Lex por exemplo, parecem a mesma coisa. Mas sei lá, gruda na minha cabeça. Aqueles barulhinhos eletrônicos meio tosquinhos. Parece música de video game de tempos em tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em música de video game, tem algumas músicas de jogos que são verdadeiros clássicos. O tema de Super Mario, por exemplo. Não tem como não ouvir e não lembrar do jogo. Mas a minha música de jogo favorita é o tema de Legend of Zelda - A Link to the Past. Pronto, falei. Eu passei tardes inteiras jogando isso. E eu jogo até hoje. Mas isso é assunto pra outro post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4814913905754628656?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4814913905754628656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4814913905754628656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/06/ironias-musicais-eu-tava-aqui.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-7130669973075521019</id><published>2008-06-13T22:08:00.000-03:00</published><updated>2008-06-13T22:08:46.024-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Getting Political&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto de hoje é sério. Pelo menos é sério pra mim. Eu não lembro se eu já escrevi sobre os West Memphis Three (WM3) aqui. Minha memória anda bem ruinzinha. Bem, o google disse que eu ainda não falei no assunto, vou acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resuminho do caso: 3 garotos de 8 anos - Christopher Byers, Michael Moore e Steve Branch - foram mortos e um deles castrado em West Memphis, uma cidadezinha em Arkansas em 1993. Eu acompanho a história já tem uns 10 anos (nossa, só agora percebi o número de anos. Uma década!). Comecei a acompanhar o caso depois de ver um documentário na HBO chamado Paradise Lost: The Child Murders at Robin Hood Hills. Depois lançaram um outro documentário: Paradise Lost 2 - Revelations.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época 3 adolescentes - Damien Echols, Jason Baldwin e Jessie Misskelley - foram presos pelo crime apesar de não existir qualquer evidência que os vincule à cena do crime. Enfim, materialidade pra quê não é mesmo? Eles foram presos porque West Memphis fica no chamado Bible Belt. Sulistas religiosos ficaram apavorados e trataram de prender os 3 adolescentes metaleiros que se vestiam de preto. A explicação do crime? Ritual satânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jessie, que é praticamente deficiente mental porque o QI dele é absurdamente baixo, foi interrogado por horas a fio até confessar ter feito coisas que nunca existiram. E todo mundo embarcando. O detetive responsável pela investigação então apareceu todo sorridente falando que tinha prendido os culpados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha a ironia, um dos acusados de praticar o crime num ritual satânico, mais que isso, o cara acusado de ser o líder do grupo, se chama Damien. Aí ferrou. O bando de caipiras construiu um cenário pavoroso de satanismo, mutilações e etc embalados por músicas do Metallica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Damien também não ajudou muito. Se comportou como um babaca em julgamento. Quis manter aquela pose de "eu sou fodão e não to nem aí pra vocês". Ridículo, mas compreensível. Era um adolescente. Pior, era um adolescente que já era pai. Não dava pra esperar atitude diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todo esse circo e alegações de satanismo, não há que se falar em julgamento justo. Eles já estavam condenados antes da primeira audiência. O resultado do julgamento dos rapazes foi o seguinte: Damien Echols no corredor da morte, Jessie Misskelley e Jason Baldwin em prisão perpétua sem direito a condicional. Pronto, resolvido. Trancafiaram os monstros e jogaram a chave fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 3 continuavam a se declarar inocentes. Recursos pra lá e pra cá. Os anos se passaram e chegamos aos dias atuais, onde CSI banalizou a análise forense. Nesse novo cenário, nada mais natural do que pedir um exame de DNA, não é mesmo? Pois é, foi o que os WM3 pediram. Que fosse feito um exame de DNA nas provas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os resultados chegaram, ó, que surpresa...o DNA de nenhum dos 3 acusados foi encontrado. Então tá né. Eles são acusados de espancar 3 garotos e castrar um deles num barranco lamacento, sendo um dos acusados praticamente retardado (então nem me venham falar em planejamento pra apagar vestígios) e não ficou nem um traço de DNA dos acusados no local do crime ou nas provas coletadas. Que beleza de investigação hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A HBO vai lançar um terceiro documentário. Eles está em produção desde 2004 e eles querem que esse filme conte a versão definitiva do caso. Estamos em 2008 e o fim se aproxima. Em setembro os rapazes têm uma nova audiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que esse resumo aqui tá meia-boca, mas poxa, não dá pra resumir todos esses anos em um post pequeno. Se quiserem mais informações (incluindo cópias de documentos, transcrições de audiência, etc) entrem no site dos &lt;a href="http://www.wm3.org/" target="_blank"&gt;West Memphis 3&lt;/a&gt;. Esse vídeo aí embaixo eu tirei de lá. É um resumo muito melhor dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torço bastante pra que os três sejam inocentados, mas sei lá. Fico chateada pensando que o juiz que julgou o caso nunca vai voltar atrás. O que esperar? Que o cara chegue e fale &lt;em&gt;oops, my bad. Sorry kids&lt;/em&gt;. Não rola. Mas eu torço. Fico pensando que a ciência há de prevalecer sobre o fanatismo. Que a razão há de se sobrepor ao sensacionalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu imagino o que deve passar pela cabeça de 3 caras que passaram toda a adolescência na cadeia por um crime que não cometeram (eu acredito na inocência deles. Aliás, até os pais de algumas das vítimas hoje em dia declaram crer que eles sejam de fato inocentes). Quem tiver paciência de assistir os 20 minutos do vídeos abaixo vai ver as transformações físicas. O efeito dos anos que passaram na cadeia. O Jason Baldwin hoje em dia até está ficando calvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez vocês nem tenham lido até o fim. Talvez discordem. Talvez nem entrem no site. Mas sei lá. Pra mim esse assunto é importante. E se o Damien for de fato executado mais uma parte da bobalhona idealista vai morrer dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu to muito nova pra chafurdar no cinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="302" width="400"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1076106&amp;amp;server=www.vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;embed src="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1076106&amp;amp;server=www.vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="302"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vimeo.com/1076106?pg=embed&amp;amp;sec=1076106"&gt;West Memphis Three: Time for Truth&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://www.vimeo.com/brianquist?pg=embed&amp;amp;sec=1076106"&gt;Brian Quist&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/?pg=embed&amp;amp;sec=1076106"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-7130669973075521019?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7130669973075521019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7130669973075521019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/06/getting-political-o-assunto-de-hoje.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-325765866990803658</id><published>2008-06-09T23:51:00.000-03:00</published><updated>2008-06-09T23:51:24.711-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Da série digressões passionais´&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 1: Flamengo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tava aqui conversando sobre futebol outro dia. Eu tenho essa mania de achar que nem me importo com as coisas, mas nossa, como me importo com futebol. Como me importo com o meu time. Estamos em junho ainda e como eu já sofri por futebol esse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi de um cara do trabalho que é estranho mulher gostar de futebol, que não combina, só pra me fazer emendar uma crítica ao machismo no almoço. Mas isso nem merece comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tava aqui tentando lembrar quando começou minha história com o meu time. Bem, como a maioria das pessoas, meu time veio do meu pai. Sim, eu sei, Blood do Editors e tudo mais, mas é preciso admitir que pra time ele tem bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro que quando eu era pequena eu tinha 3 camisas de futebol na gaveta. Uma da seleção, uma do Flamengo e uma do Fluminense. Sabe como é, todo pai tem um amigo babaca que acha que vai influenciar. Nunca liguei pra camisa do Fluminense, mas adorava a minha camisa do Flamengo. Camisa 10, claro. Anos 80, Zico, não tinha como ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cresci entre meninos, jogava com eles. Isso não quer dizer nada na verdade. Eu sou uma perna de pau de marca maior. Aprendi a fazer umas poucas embaixadinhas porque era o passaporte pra poder brincar de altinho (aquela troca de passes sem deixar a bola cair). E já perdi o jeito de vez, diga-se de passagem. Nos tempos de educação física meu negócio era basquete e handball. Tenho uma medalha ridícula de segundo lugar numa competição de handball do colégio. Uma daquelas coisas que a gente guarda no armário, esquece e um dia acha de novo no meio de uma arrumação. Mas eu fugi de novo do assunto não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos então ao tema. Eu cresci ouvindo histórias de jogadas incríveis, craques incontestes, da época que o Flamengo ainda fornecia jogadores à seleção. Digo, jogadores atuando no Flamengo e na seleção. Hoje em dia o Flamengo continua a prover jogadores para a seleção, mas via de regra eles chegam lá depois de terem saído do Flamengo pra algum time estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que não sei quando tudo começou. Poderia dizer que já nasci rubro-negra. Digo isso porque não há uma lembrança sequer de um dia da minha vida em que a designação de time fosse uma lacuna. Nunca houve esse vazio a preencher. Eu sou rubro-negra porque não poderia ser diferente. Porque não saberia ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o assunto é futebol admito até que sou afeita a pieguices. Se vejo a minha torcida lotando o Maracanã, empurrando, me sinto até meio besta. Tipo, uau, olha como somos foda. Lembro de como é estar no meio dessa torcida e penso que preciso voltar a freqüentar estádios. Mas eu preciso fazer tanta coisa que isso acaba ficando em segundo plano. Corrigirei essa falha. Afinal, eu não sou fresquinha como um amigo que diz temer (ou não suportar) multidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1992, frustração das frustrações, não estava no Maracanã pra ver meu time ser campeão brasileiro. Meu pai achou que eu era muito pequena. Ainda hei de ver isso acontecer. Torço pra que seja em breve. Mas torço cautelosamente, porque eu já disse isso antes, conheço meu time e sei que ele é sem vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou falar algo que vai enojar os outros agora mas dane-se, o blog é meu. Como torcedora do Flamengo eu me posto em uma condição superior frente aos outros times. Eu não abaixo a cabeça. Nem quando o time vai mal. Porque eu sei que a instituição é muito mais importante que esses incidentes menores. Eu sei que tudo o que representamos transcende qualquer tropeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem mais, tem uma coisa que me emputece: essa gente que se diz torcedora e não sabe nem que o hino oficial do Flamengo não é aquele do "uma vez Flamengo, Flamengo até morrer". O hino oficial é o do "Flamengo, Flamengo, tua glória é lutar. Flamengo, Flamengo, campeão de terra e mar". Que tipo de torcedor é esse que não conhece as informações mais básicas? Absurdo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, falando em mar, lembrei agora do livreiro da faculdade. Um senhor já bem velhinho que chamamos pelo sobrenome no diminutivo. Lembro que um tempo atrás, no aniversário do Centro Acadêmico, pediram que figuras históricas dessem seus depoimentos. Pois bem, li o depoimento dele e descobri que ele tinha sido remador do Flamengo. Da época do Buck! Mais que isso, foi da seleção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi a foto dele dos tempos de remador. Engraçado. Porque pra mim ele é aquele senhorzinho que me cumprimentava nos corredores, que sabia que eu estudava de manhã e um dia, ao me ver à noite na faculdade, perguntou "o que você está fazendo aqui a essa hora, minha filha?". "Estou fazendo algumas matérias à noite, fulaninho". "Ah sim, muito bem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei com time e fui parar na faculdade né? Pois é. Eu sou a rainha das digressões. Na verdade um tema tem tudo a ver com outro. Ambos os assuntos são permeados pela paixão. Embora bastante prática, pragmática, sou uma criatura absurdamente passional. Vá entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu to aqui escrevendo essas coisas morrendo de sono. Aposto que quando eu ler amanhã vou achar que não faz o menor sentido. Bem, eu já disse isso antes mas repito: fazer sentido é para os fracos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-325765866990803658?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/325765866990803658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/325765866990803658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/06/da-srie-digresses-passionais-parte-1.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-737262965725063785</id><published>2008-06-06T23:13:00.000-03:00</published><updated>2008-06-06T23:13:39.070-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Black goddess, White goddess, Red temptress of the sea you treat me right&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei hoje no trabalho com essa frase na cabeça. E com a voz do Paul Banks cantando &lt;em&gt;I am a scavengeeeeeeeeeeeer beetween the sheets of union&lt;/em&gt;. Enfim. Cheguei cantarolando isso. Meus dias andam lotados. Mesmo. É bom que me distrai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se eu já contei isso, acho que não, mas periodicamente rolam umas palestrinhas no trabalho. As pessoas fazem uma exposição dos assuntos em voga no trabalho e tal. Enfim, me ferrei. Querem que eu fale sobre uma das coisas que eu faço. E lá vou eu pagar mico daqui a algum tempo. Não satisfeitos, pensaram em falar sobre outro tema e, surpresa, ele é meu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro mico recente: pra quem adora o próprio anonimato eu to correndo perigo. Porque existe a possibilidade de eu acabar aparecendo num jornal de grande circulação. Essa vergonha só pode ser comparada à vez que eu apareci no jornal nacional. Enfim, é administrar a (possível) manifesta violação do meu adorado anonimato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas continuam sem entender meu gosto musical. Como pode alguém dizer que lembrou de mim porque tava ouvindo Coldplay e Creed? Tipo, Coldplay ainda vai (embora eu tenha cansado da banda) mas Creed?!? What the fuck?!? Creed é ofensa! Não satisfeita a criatura ainda me oferece o mp3 pra ouvir. Thanks, but no thanks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde resolvo colocar uma menina pra ouvir Interpol. Porque ela tava rindo de mim ouvindo música com fones e balançando a cabeça. Deixo ela ouvir Take You On A Cruise e ela diz que é legalzinha e que parece Beatles. Hein?!? Whatever. Segunda chance, Slow Hands. E nem agradou. As pessoas não páram de me decepcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei porque eu ainda tento reverter esse quadro de autismo musical no trabalho. Sério. E eu não sei porque eu ainda admito que já trabalhei dias inteiros ouvindo a mesma música no repeat. Hoje eu resolvi ouvir Killers e cantar junto. Deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que meu trabalho está me mandando pro mundo da sovinagem. Me ligam no meio de audiências pedindo autorização pra fazer acordos. Eu tenho falado coisas horríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, Dra., que tipo de acordo posso oferecer? Me falaram em mil reais e (obrigação de fazer).&lt;br /&gt;- Aconteceu XYZ?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Então cadê o dano moral disso? Você não vai oferecer nada!&lt;br /&gt;- Mas nem a obrigação de fazer?&lt;br /&gt;- Só se houver viabilidade técnica. E se o cara for muito chato você oferece no máximo, no &lt;strong&gt;máximo&lt;/strong&gt; 500.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu to com o caso daquela senhora idosa, alguma proposta de acordo?&lt;br /&gt;- A princípio eu sou contra a gente propor alguma coisa...&lt;br /&gt;- O que eu faço?&lt;br /&gt;- Hum, mas idoso sempre sensibiliza os outros...droga. Oferece mil e acaba com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O caso é o seguinte, aconteceu isso, isso e isso. O que eu ofereço?&lt;br /&gt;- 500&lt;br /&gt;- Nossa, C.! Eu tinha pensado em 800. X vai oferecer 2 mil.&lt;br /&gt;- Se X vai oferecer 2 mil a gente oferece no máximo mil. A culpa foi dela!&lt;br /&gt;- Você tá muito má!&lt;br /&gt;- Mas um dos meus projetos é reduzir o passivo! E se eu não fizer isso a gente nem ganha aquele bônus.&lt;br /&gt;- Tá bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora fica a pergunta. Se você vê um anúncio impresso de uma empresa concorrente e fica logo pensando em apresentar uma representação contra essa empresa, se você está numa mesa de bar bebendo um chopp e pára tudo pra anotar uma frase ambígua em outra peça publicitária concorrente, ainda há esperança de cura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem dias que eu acho que abandonei a Aliança Rebelde pra me bandear pro lado do Império Galáctico. Bem, tem uma analogia da Aliança Rebelde, mas ela fica pra outro dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-737262965725063785?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/737262965725063785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/737262965725063785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/06/black-goddess-white-goddess-red.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1119516749889634868</id><published>2008-05-31T00:23:00.000-03:00</published><updated>2008-05-31T00:23:30.886-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;Trilha sonora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente a rotina tem transformado o simples ato de acordar cedo um inferno. Porque eu vivo cansada e de manhã dá aquela preguiça absurda de acordar e me arrumar pra sair. E eu sou uma pessoa de horários rígidos. Eu estabeleci que diariamente tenho que sair de casa às X horas. Caso eu precise abastecer o carro eu tenho que sair 10 minutos antes e meu horário máximo de saída comporta 15 minutos de tolerância. Enfim, tudo pra não ficar refém dos engarrafamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que eu preciso de alguma coisa que me acorde, que me deixe naquele estado animadinho pronto pra dominar o mundo. Eu resolvi que a música faria isso por mim. Então, lá vai setlist para espantar o sono e a preguiça de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Futureheads - The Beginning of the Twist&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/d7eOGf0mnYg&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/d7eOGf0mnYg&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apollo Up! - Walking the Plank&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/24PLE5Cn44o&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/24PLE5Cn44o&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foals - Cassius&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/A3lWbPEOJp0&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/A3lWbPEOJp0&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cut Off Your Hands - Expectations&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MkKEfhK1i1g&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MkKEfhK1i1g&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Maccabees - X-Ray&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/U-DNGXjIDJc&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/U-DNGXjIDJc&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QMK3OKkmNd0" target="_blank"&gt;Le Tigre - TKO &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Rakes - The World Was a Mess But His Hair Was Perfect&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/K3D56t4Z8Vg&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/K3D56t4Z8Vg&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ck0CClO-GjM" target="_blank"&gt;Queens Of The Stone Age - Sick Sick Sick&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divagando sobre minha maluquice habitual, ainda estou tentando me curar do uso excessivo de uma expressão de Batman Feira da Fruta enquanto dirijo. E não é só repetir a frase, eu imito a voz do Coringa. Não sei se isso tem cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na linha &lt;em&gt;everybody else is doing it so why can't I&lt;/em&gt;: Tirado &lt;a href="http://beauvoriana2.zip.net/" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt; e explicado no esquemão &lt;a href="http://www.howcast.com/" target=""&gt;Howcast&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Step 1 - nome da banda: Você deve usar o título da página &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Step 2 - nome do álbum: Você deve usar as 4 últimas palavras da página &lt;a href="http://www.quotationspage.com/random.php3"&gt;http://www.quotationspage.com/random.php3&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Step 3 - capa: Use a terceira imagem da página &lt;a href="http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/"&gt;http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu Resultado? Esse aqui:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206376813181418898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SEDEIISCPZI/AAAAAAAAAEk/tQysWbuW0SE/s400/spaceball.gif" border="0" /&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, por hoje chega. A listinha aí de cima vai ter que me salvar amanhã. Sim, amiguinhos, eu tenho compromissos profissionais amanhã. Sábado. E depois ainda dizem que carioca é vagabundo... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1119516749889634868?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1119516749889634868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1119516749889634868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/trilha-sonora-ultimamente-rotina-tem.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SEDEIISCPZI/AAAAAAAAAEk/tQysWbuW0SE/s72-c/spaceball.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1470260893303010432</id><published>2008-05-27T22:55:00.000-03:00</published><updated>2008-05-27T22:55:55.665-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bring it on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar alguns dias ouvindo músicas feitas para o meu estado de espírito péssimo (ouvir Roads do Portishead no repeat nunca é bom sinal. Nunca.) as coisas começam a melhorar. Agora entrei no estágio da irritação. É bom porque me estimula. Me dá foco. Então é isso, hit me with your best shot, eu aguento. &lt;em&gt;If you wanna press, press us&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, de volta à programação normal. Muito embora a programação normal não seja lá muito normal. Eu ando tão por fora das coisas que outro dia uma amiga me deixou um scrap avisando que tava grávida. E eu pensando "Como? Quando? Onde?". Enfim, desatualização total. As pessoas agora me dão notícias bombásticas por scrap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi fazer aulas de um idioma que eu sempre achei ridículo. Turma pequena, gente sem noção, as coisas de sempre. Lá pelas tantas o professor começa a mandar uns fazerem perguntas pros outros. Daí que me perguntam sobre meu pai. Fodeu. Porque meu pai é um assunto complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, nem é copmplicado. Mas vocês vão achar que sim. A questão pra mim é simples. Um dia, alguns anos atrás (nem tantos anos assim), resolvi racionalmente que meu pai não era uma pessoa que acrescentava na minha vida. Toda pessoa que não me acrescenta nada eu removo do meu convívio social. E foi o que eu fiz com o meu pai. Eu acho que ele não acrescenta nada então que não ocupe espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, falando assim parece ridículo, mas eu tenho meus motivos. Alguns de vocês sabem, entendem e concordam. Isso me basta. Era só o que me faltava, levar a  fama de revoltadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando. Perguntaram dele. Eu dou aquelas respostas padrão e genéricas. Profissão, idade, essas coisas bestas que adoram perguntar em início de curso de idiomas. A vontade era responder que nem sabia nada dele pelos últimos anos. Mas achei que ia pegar mal falar isso. As pessoas têm um apego ridículo a laços sangüíneos, os encaram com verdadeira sacralidade. Nem sempre eles valem a pena. Aliás, falando nisso, toda vez que ouço Blood do Editors lembro dele. &lt;em&gt;Blood runs through our veins, that's where our similarity ends&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que tenho uma preocupação. Não quero que meu pai saiba nada de mim. Onde trabalho, quando me formei, o carro que dirijo, quem são meus amigos, lugares que freqüento. Porque ele é do tipo que faz teatrinho, vai rolar aquele número do coitadinho, pai amantíssimo rejeitado pela filha. E eu não tenho o menor saco pra teatrinho. Nunca tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente terei notícias dele só quando ele morrer. Ou estiver perto disso. Acho que quando esse momento chegar a família dele vai acabar me ligando. Isso me preocupa. Porque eu não sei o que eu vou falar pra eles. Tá arriscado eu soltar um "ok" e pronto. Fico pensando se vou ter coragem de ser verdadeira ao que sinto. Talvez finja me importar só pra não assustar ninguém, pra poupá-los. A verdade pura e simples é uma só: não há como chorar a morte de alguém morto em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu ainda sentia raiva fantasiei coisas sobre a morte dele. Me imaginava cuspindo no caixão e uma variedade de pequenas crueldades. Na época me trazia alguma satisfação. Hoje em dia acho que o assunto todo é indiferente. Isso me torna insensível? Não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante como eu comecei a postar sobre uma coisa e as coisas tomaram rumos completamente diferentes. Acabei postando algo completamente diferente do que tinha imaginado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1470260893303010432?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1470260893303010432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1470260893303010432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/bring-it-on-depois-de-passar-alguns.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4392500136584064735</id><published>2008-05-24T12:46:00.002-03:00</published><updated>2008-05-24T14:29:27.075-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Feast your eyes, I'm the only one&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paul Banks de novo falando por mim. Um por um vejo amigos saindo. Um por um tomando novos rumos. Um por um excluídos por razões lógicas demais para que eu as aceite emocionalmente. E eu permaneço. Crônica de uma morte anunciada, eu sei, mas o tempo eu errei. Isso fugiu à minha previsão. O tempo me pegou de surpresa e varreu o chão debaixo dos meus pés. Sensação de orfandade de tempos em tempos. Lógico que é exagerado, um órfão de verdade me daria umas boas porradas por sequer querer comparar. Bem, vocês entenderam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu quis postar sobre isso e cheguei a escrever umas três versões e nenhuma agradou na verdade. Então agora o que sair vai ser postado. Cansei. Eu preciso falar, expurgar isso de alguma forma. Porque as coisas acontecem e eu ainda me deixo atordoar. Entre abraços com o peso do mundo no peito ("não fica assim, eu estou bem") e dirigir sem realmente estar atenta. Não é lá muito normal você dirigir de volta pra casa pensando outras coisas a ponto de chegar em casa e ter que descer de novo por não lembrar se havia trancado a porta do carro ao chegar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E você se achava muito esperta. Achava que tinha entendido tudo. Yeah, right...o soviet em mim , militarescamente, manda que eu pare com isso. Com toda essa besteira sentimentalóide. Sir, yes, sir! É o que eu tenho vontade de gritar mentalmente enquanto apago as pequenas decepções cotidianas vinculadas a esse incidente. Me sinto envelhecer uns 5 anos da noite pro dia. Como quem finalmente entende como são as coisas. Daqui pra frente vou demandar certo tempo &lt;em&gt;training myself not to care&lt;/em&gt;. Até voltar ao estágio blasé normal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;You have to give yourself a break&lt;/em&gt;, é o que penso. &lt;em&gt;It’s not a job to do today. Sleep it off&lt;/em&gt;. Eu tento. Juro que tento dormir e não consigo. Deito no escuro, clichê dos clichês, e fico olhando pro teto. Não é fácil dormir com a cabeça &lt;em&gt;racing like a pro&lt;/em&gt;. Pego o iPod e começo a ouvir Njosnávelin no repeat. Uma lágrima desce timidamente pela lateral do meu rosto. Uma lágrima. É tudo que consigo (ou me permito) expressar. Acabo dormindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vida que segue.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;p.s: as referências musicais desse post são Interpol, Elbow, Sigur Rós e The National. Só pra tentar manter a sanidade de alguma forma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4392500136584064735?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4392500136584064735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4392500136584064735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/feast-your-eyes-im-only-one-paul-banks.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3448688365054174166</id><published>2008-05-22T19:45:00.001-03:00</published><updated>2008-05-22T19:49:04.163-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bizarrices da vida profissional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo eu tarde, afinal, é feriado. Vou pra sala e encontro dona mamãe vendo filme. Decido ver também. Lá pelas tantas ela me pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é A.D?&lt;br /&gt;- Ahn? A.D (céus, será que falei esse nome dormindo? Dei pra falar dormindo agora?)? Sei lá! Pode ser de um dos meus processos...(mas perae, meu subconsciente tá misturando o sobrenome das pessoas?!?).&lt;br /&gt;- Ah, é que você falou ontem...&lt;br /&gt;- Ah tá! A.L!&lt;br /&gt;- Isso...quem é?&lt;br /&gt;- Ah...gente que me tira do sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse isso, tive um sonho bizarro work-related. Sonhei que eu encontrava um colega de colégio que escolheu a mesma carreira que eu. Só que o cara era associado ao escritório XYZ que, no meu sonho, tinha lá algum prestígio embora eu não conheça nenhum escritório com esse nome e nem consiga lembrar quem é o tal colega de colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. O tal colega me liga e faz um proposta de trabalho. Salário legal e etc, mas não respondo. No decorrer do sonho o cara deixa dois recados na minha caixa postal pedindo uma resposta enquanto me limito a procurar uma amiga que, profissionalmente, tem ares de mentora pra mim. Acordei antes de responder qualquer coisa. Na confusão ainda tinha um desembargador que fazia considerações sobre isso e aquilo e meio que recomendava o escritório do tal colega de colégio. Tudo indica que eu ia dizer não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na linha diálogos bizarros eu fui chamada de insensível por gente do trabalho assim, na minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dra. C, e aquele assunto do escritório alfa?&lt;br /&gt;- Essa gente tá enchendo o meu saco! Toda hora querem alguma coisa! Como se eu não tivesse mais nada pra fazer além de atendê-los...&lt;br /&gt;- Nossa, primeira vez que eu vejo você ter uma reação assim.&lt;br /&gt;- Sei, é que eu sou sempre calma e séria né?&lt;br /&gt;- Pois é. É bom ver algum sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse a Ally McBeal nessa hora alguma manifestação gráfica ocorreria. Mas como eu não sou, acho que só olhei pra criatura com aquela cara de &lt;em&gt;como fas///&lt;/em&gt;. Queria entender a vocação das pessoas pra fazer toda sorte de comentários impertinentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que eu queria entender é porque eu sempre sinto vontade de rir e balanço o indicador em riste como quem diz "nem ouse sacanear, é meu uniforme de trabalho..." toda vez que alguém que só conhece meu lado casual me vê fantasiada de gente séria. Vergonha! Eu já devia ter me acostumado às reações de estranheza. Nem adianta, por baixo da indumentária quem tá ali é a sem noção de sempre. =P&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;P.S: E eu aqui vendo TV Justiça. Pra muita gente isso parece o inferno, mas eu gosto. Teve até bate boca entre os Ministros Marco Aurélio de Mello e o Cezar Peluso, veja você. Aquele bate boca bonito, cheio de "eu peço vênia pra discordar" e "com todo respeito ao colega Ministro, não me parece adequado pedir vênia para descaracterizar a opinião de um colega seu". Enfim, só no eufemismo. To vendo o dia que eu vou ver a galërë do STF mandando geral se foder com todo o garbo e elegância.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3448688365054174166?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3448688365054174166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3448688365054174166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/bizarrices-da-vida-profissional-acordo.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5450951129034283513</id><published>2008-05-15T22:30:00.000-03:00</published><updated>2008-05-15T22:30:52.303-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cenas de SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu vou pra essa cidade algo inusitado acontece. Sempre. Porque dessa vez seria diferente, não é mesmo? Pois bem, chego eu atrasada e correndo. Me enfio num taxi em Congonhas e lá vou eu pra Paulista. Preocupada com o atraso no vôo, toda hora olho no relógio e vejo que a minha margem de tempo para chegar no local da audiência vai minguando. Eis que de repente o &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SCzgjpppozI/AAAAAAAAAEU/uKkaKM-TZOI/s1600-h/15-05-08_0911.jpg" target="_blank"&gt;monitorzinho&lt;/a&gt; no taxi passa cenas do Interpol. Pronto, o dia começou bem. Mais tarde ganhamos por unanimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro numa lojinha e acho o Our Love to Admire do Interpol em promoção. E é a versão especial, com CD+DVD. Paul Banks no taxi e CD em promoção? Só pode ser um sinal. Compro o CD. Sigo pro trabalho. Mais tarde, na volta do almoço, estamos nós caminhando pela Fausto Ferraz quando vejo uma menina caminhando na nossa direção e cismo que já a vi em algum lugar. Fico tentando lembrar onde, fico pensando "meu Deus, eu já vi essa pessoa em algum lugar, tamanha brancura e os cabelos ruivos não podem ser características comuns...". E então eu sei onde eu já vi aquela pessoa. Long story short, é uma figura do mundo dos blogs. Me senti até nerd. Ou mais nerd que o normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia passa e é hora de voltar ao aeroporto, seguir meu caminho de volta pra casa. E os absurdos continuam. No trajeto um fusquinha azul caindo aos pedaços perde um pneu do nada. O taxista desvia e olho pra trás pra ver o pneu perdido pela pista até rolar em direção ao meio-fio. Daí pra frente são aquelas coisas de sempre. Entrar no aeroporto, fazer check-in, matar o tempo antes de entrar na área de embarque, caminhar até o portão, esperar o embarque lendo um livro, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu reclamo horrores de ter que fazer viagens desse tipo. Porque é cansativo ir e voltar no mesmo dia. Mas confesso que eu gosto de aeroportos. É interessante enquanto exercício de observação. Meu lado rancoroso se compraz em ver um menininho voltando pro Rio no mesmo vôo que eu com a camisa do Fluminense. Dou um sorriso enquanto o chamo mentalomente de pé-frio. É besteira, mas diverte meu lado autista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém me perguntar um dia sobre locais emblemáticos de SP pra mim eu vou poder citar alguns lugares, mas um deles talvez não faça sentido pra mais ninguém, só pra mim. Hoje, não sei porque, resolvi fotografar o tal lugar com o telefone. É engraçado imaginar que &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SCzgo5ppo0I/AAAAAAAAAEc/phkoPfPsnvg/s400/15-05-08_1712.jpg" target="_blank"&gt;aquele lugar exato&lt;/a&gt; viu uma versão minha que hoje nem existe mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, segunda viagem bate e volta da semana. Agora é arrumar tempo pra fechar a região sudeste com mais umas visitinhas estratégicas. Mas cadê a vontade? Quer saber, deixa eu voltar pro meu livro do Nick Hornby. Preciso saber como termina a história do Sam e da Alicia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5450951129034283513?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5450951129034283513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5450951129034283513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/cenas-de-sp-toda-vez-que-eu-vou-pra.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-1280046774251128693</id><published>2008-05-12T20:52:00.002-03:00</published><updated>2008-05-12T21:08:12.367-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pensamentos (babacas) aleatórios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I've been working like a dog&lt;/em&gt; então eu fico meio imbecil. Hoje eu passei pelo menos 5 horas do dia em um carro em viagens interestaduais. A trabalho. E isso cansa muito. E não pára por aí. Na 5ª feira eu to em SP naquele esquemão corno bate e volta que cansa horrores e nem me permite ver as pessoas. A menos que queiram me encontrar no aeroporto, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos ao carro. O que você pode fazer para se distrair em 5h num carro com o seu chefe durante aqueles momentos onde não rola nem small talk e o silêncio reina? Você pode ver placas de carros e pensar merda, óbvio. Eu vi um carro com uma placa que eu achava super legal quando eu era mais nova. Se eu pudesse escolher minha placa escolheria aquelas três letrinhas: LAW (escrotinho, nerd, eu sei...eu sei...). Mas como eu não posso escolher e a vida é irônica, a placa do meu carro tem três letras que remetem a uma substância entorpecente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também né...o que eu podia esperar de um dia que começou às 3h da manhã quando perdi o sono e coloquei o DVD da Fantástica Fábrica de Chocolate (original) pra me distrair? Um dia que começa bizarro assim não podia se afastar muito do tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, to cansada. Fiquei o dia sem ver meus e-mails e agora tem uns 53 não respondidos na minha caixa. Não bastasse isso, fui localizada pelos celulares de outrem por 2 pessoas diferentes. Porque eu saio do estado mas ainda assim me acham pra fazer perguntas.  Trocentos assuntos ainda por resolver. Vontade nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana from hell se desenhando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-1280046774251128693?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1280046774251128693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/1280046774251128693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/pensamentos-babacas-aleatrios-ive-been.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-5841677314606691228</id><published>2008-05-11T13:45:00.000-03:00</published><updated>2008-05-11T13:45:18.699-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hits da semana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas que eu ouvi com alguma freqüência essa semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/qtwz0v2yso"&gt;Pete &amp;amp; The Pirates - Mr. Understanding&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/14_U78314T8&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/14_U78314T8&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/rjy0blp4wc"&gt;M83 - Graveyard Girl &lt;/a&gt;(a música que fala "she worships satan like a father/but dreams of a sister like Molly Ringwald". Vídeo com o estilão John Hughes. Genial.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gY8iy8S0S4w&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gY8iy8S0S4w&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/ffdk00uwcs"&gt;Someone Still Loves You Boris Yeltsin - Modern Mystery&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/um6zpwe4gs"&gt;Bell X1 - Rocky Took a Lover&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/c1fqup7QE5o&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/c1fqup7QE5o&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/ovi6lp3wgk"&gt;Frightened Rabbit - Fast Blood&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/o1r2jzkisc"&gt;Elbow - Grounds For Divorce&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NwQdpod9BFw&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NwQdpod9BFw&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/j4skrdk2s4"&gt;Santogold - L.E.S. Artistes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Y9JI0GXkARQ&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Y9JI0GXkARQ&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/fhe7l2f404"&gt;The Last Shadow Puppets - My Mistakes Were Made For You&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/23PkA3G6NL8&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/23PkA3G6NL8&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiral Carpets - Two Worlds Collide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/csxBQLG4-3Q&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/csxBQLG4-3Q&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/k8g41q38k4"&gt;Death Cab For Cutie - Long Division &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/A9QuhCRX3UU&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/A9QuhCRX3UU&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-5841677314606691228?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5841677314606691228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/5841677314606691228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/hits-da-semana-msicas-que-eu-ouvi-com.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-893513308272106364</id><published>2008-05-10T12:48:00.000-03:00</published><updated>2008-05-10T12:48:21.326-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O estranho mundo corporativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda manhã quando chego no trabalho sofro um choque cultural. Porque preciso acionar algum comando pro meu cérebro entrar no módulo corporativo. No mundo corporativo não existem trabalhos, existem projetos. As pessoas parecem achar bonito dizer ter projetos. Enfim. Eu também tenho os meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles me deu absurdas crises de consciência durante umas 3 ou 4 semanas. Aquela coisa de perder o sono às 4:30 da manhã se achando uma criatura filha da puta, cruel e insensível. Essa fase passou mas ainda sinto esporádicos incômodos com a coisa toda, só não perco mais o sono com isso. Sim, ainda é um projeto em andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa interessante no mundo corporativo é que você nunca toma conta da sua equipe. Você faz gestão de pessoas. Então fico eu aqui, gerindo pessoas. Administrando ciuminhos escrotos e o ego inflado de quem não é porra nenhuma mas se acha a salvação &lt;s&gt;do Rock and Roll&lt;/s&gt; da advocacia. A vontade é mandar descer da porra do salto e mandar se foder, mas não faço isso. A criatura fica se achando um sucessor natural da escola italiana de processualistas. Não suporto mais o discursinho batido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa interessante no mundo corporativo é o apego aos títulos. Eu ignoro o meu e as pessoas parecem não entender. A questão é bem simples, eu não preciso de título pra me impor. Eu posso me foder toda, mas cumpro todas as tarefas que me são dadas. É uma questão simples de responsabilidade. Se der merda a culpa vai ser minha? Então as coisas vão ser feitas do meu jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana eu descobri a extensão das hostes inimigas. Tirando algumas poucas pessoas, eu to cercada de filhas da puta por todos os lados no trabalho. Entrei no módulo defesa. Instinto básico de preservação. E como as pessoas são fofoqueiras! A maioria das pessoas com quem eu trabalho fala mais que pobre na chuva. Pedir segredo a uma delas é a mesma coisa que pedir pra anunciar em praça pública. Os outros conseguem guardar segredo por uns 20 minutos antes de contar até pro amigo do primo da tia da vizinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia eu quase torci o pé quando um passante esbarrou em mim na rua. E nem se importou. Caminhei alguns metros mancando e, chegando no elevador, encontro uma amiga e conto o que aconteceu. Logo depois suspiro um irônico "gentalha". Ela ri. Um cara no elevador não consegue esconder um risinho com a minha exclamação. Ser meio sem noção diverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais eu tenho a impressão de que o mundo corporativo é uma espécie de colégio primário com um jargão específico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-893513308272106364?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/893513308272106364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/893513308272106364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/o-estranho-mundo-corporativo-toda-manh.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-4551278093077941400</id><published>2008-05-07T23:50:00.001-03:00</published><updated>2008-05-07T23:51:33.885-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu torço pra um time sem vergonha. Fato. Quando é que vamos aprender a administrar vantagens? CARALHO!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-4551278093077941400?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4551278093077941400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/4551278093077941400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/eu-toro-pra-um-time-sem-vergonha.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3168367228940675672</id><published>2008-05-04T19:31:00.001-03:00</published><updated>2008-05-04T19:33:28.946-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ah, a previsibilidade das coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196653832579227074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SB45IK-OncI/AAAAAAAAAEM/TH3-K9ix5Uk/s400/Flacampe%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Antes da bola rolar estava cautelosa. Como sempre, diga-se de passagem. Não sou fanfarrona pra ficar cantando vitória antes do tempo. Eu sou paciente, sei esperar. Sei calcular o momento certo de fazer as coisas. Eu já contei que O Príncipe era meu livro de cabeceira quando eu tinha 12 anos? Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que começou o jogo e aquilo ali era uma pelada com os dois times na correria. Chuta de lá, chuta de cá, trocentos jogadores no mesmo lance, etc. O Flamengo teve a chance de abrir o marcador com o Ibson e ele furou bisonhamente. Ali eu sabia que a coisa ia ficar complicada. A velha máxima do futebol, quem não faz leva. E o Lúcio Flávio foi lá e se aproveitou da falha do Bruno que, ainda assim, PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL. Situação ruim, mas que me agradou. O Flamengo é um time sem vergonha nenhuma na cara. Quando entra em campo com vantagem adora dar mole. O gol foi providencial pra acordar o time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhava ainda tensa, porém mais segura da vinda do título e esperando qual destemperado do Botafogo seria expulso do jogo. Eles sempre cavam uma expulsão. Fato. Outro fato é que eu odeio o Jorge Henrique com todas as fibras do meu ser. Principalmente porque ele personifica o Botafogo, é um jogador cai-cai e chorão. É ódio mesmo. Se ele atravessasse a rua na minha frente eu atropelava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obina, aquele que é melhor que o Eto'o sepultou junto com Tardelli qualquer pretensão da torcida chorona. Previsível. Outra máxima do futebol ensina que ganha quem se lança ao ataque. Cuca ficou no esqueminha dele. Joel sacou Ibson e Cristian e colocou dois homens de frente. Previsível, muito previsível que isso acabaria com os chorões de General Severiano. Outra coisa previsível era a atuação do Bruno no segundo tempo. Ele admitiu a falha e voltou mordido pro segundo tempo. Tava na cara que ele ia fechar o gol. Supersticioso que só ele, trocou o uniforme inteiro. Tá valendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de tudo, temos que convir que o Botafogo é um time frouxo. Amarelão mesmo. Mas jogaram bem, enobreceram a conquista do Flamengo. Valeu, freguês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia explicar aqui friamente o método dedutivo que me faz crer que algo vai acontecer. Nem vale a pena. Sempre vai aparecer um passional pra dizer que isso é pedantismo e fazer piadinhas. A verdade é que as coisas são dolorosamente óbvias e previsíveis depois que você aprende a observar certas características. Hoje o que realmente importa é a conquista do 30º título carioca do mais querido do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Rubro-Negras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3168367228940675672?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3168367228940675672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3168367228940675672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/05/ah-previsibilidade-das-coisas.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GnXOUNAWpxs/SB45IK-OncI/AAAAAAAAAEM/TH3-K9ix5Uk/s72-c/Flacampe%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-6377690844965914916</id><published>2008-04-29T22:49:00.003-03:00</published><updated>2008-04-29T23:27:50.162-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Time is on my side...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que eu penso de uns tempos pra cá. Apesar de toda correria, o tempo me tem sido bom. O tempo passa e as coisas vão se acertando, vão melhorando. Me vem agora à cabeça aquela frase: "Life is wine". Valeu, Paul Banks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre cartões de visita e garrafa de espumante fiquei mais infame. Com um crachá da Lindsey Lohan e foto tosca poser pride de bêbada. Depois fiquei pensando que nem devia ter usado o nome dela, devia ter pedido pra me identificarem como Herminones. Tá, ninguém ia entender, mas seria engraçado. Ninguém ia reconhecer que não pode ficar soltanü majias e falando palavröa. Mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha estagiária fez a Tropa de Elite e pediu pra sair. E eu falo essas coisas. Fulana fez a Tropa de Elite, mando pelo e-mail corporativo a descrição da comunidade da hermione bêbada, etc. Acho que eu faço essas coisas retardadas pra suavizar minha seriedade absurda. Sim, eu sei que é difícil de acreditar, mas eu sou super séria. De verdade. Agora vou ter que selecionar gente. Eu tive que entrevistar três já e achei um saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem sobrado muito tempo pra ficar garimpando bandas, mas tem umas coisinhas que eu ando escutando e ouçam por sua própria conta e risco se assim desejarem: The Jealous Girlfriends, M83, Moving Units e Frightened Rabbit. Eu juro que essas bandas existem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lista de congratulações mais engraçadas ever, SMS de uma amiga me desejando "todas as coisas lindas e esquisitas do mundo". Acho que parecido com isso só um ano aí, não lembro qual, que fizeram piada com o meu alterego soviet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra terminar, já reparei tem tempo que eu tenho um leitor na Holanda. E eu não faço a menor idéia de quem seja. Dá pra se identificar? Tiop, eu conheço gente que mora lá, mas putz, a criatura nem sonha que eu tenho blog. Espero. Também tenho umas visitas fixas de alguém em Paris. Será que rola uma identificação ainda que seja por e-mail?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é isso aí. Post desconexo do mês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-6377690844965914916?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/6377690844965914916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/6377690844965914916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/04/time-is-on-my-side.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-7588411163289451417</id><published>2008-04-19T14:27:00.001-03:00</published><updated>2008-04-19T14:31:52.289-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cenas de uma sexta-feira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não aprendo. Parece que sexta-feira é aquele dia descontraído onde eu resolvo fazer papel de palhaça no trabalho. Vejo uma caixinha de som de um computador apoiada na divisória da estação de trabalho tocando bem baixinho alguma música de MPB fazendo as vezes de som ambiente. Resolvo brincar perguntando se som ambiente tá liberado (eu posso parar de usar fones de ouvido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, mas só vale pra MPB, senão você coloca esses seus rocks...&lt;br /&gt;- Eu tenho excelente gosto musical!&lt;br /&gt;- Ela escuta coisas que não existem...Dra, que bandas vc escuta?&lt;br /&gt;- Hum...Interpol, Editors, Cinematics, Radiohead, Killers, Death Cab For Cutie, Band of Horses, Maxïmo Park...&lt;br /&gt;- Nunca ouvi falar! Sabe, isso parece aquele desenho, Mansão Foster Para Amigos Imaginários...&lt;br /&gt;- Ah não, aqui também não. Essas bandas existem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanto, abro uma página, anoto o link, vou pra um computador com caixinhas de som e abro o site. Começa a tocar &lt;a href="http://hypem.com/track/454171" target="_blank"&gt;X-Ray&lt;/a&gt; do Maccabees. E eu não me contenho e acompanho o refrão: "she's got her suspicions/she's got x-ray vision/ x-ray x-ray x-ray x-ray visiooooooooooon"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tem um feriado né? Até a volta esquecem isso. Resolvi culpar as sexta-feiras. Esse negócio de casual friday, calça jeans, isso atrapalha a pessoa. É uma desconstrução da persona séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que adentramos o mundo da infâmia, listinha meio infame que levou em consideração somente os títulos das músicas (lista proposta por um amigo indie. Você sabe que &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; é indie!):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANDA:&lt;br /&gt;Interpol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Você é homem ou mulher?&lt;br /&gt;Who do you think?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Descreva-se:&lt;br /&gt;Public Pervert&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O que as pessoas acham de você?&lt;br /&gt;The Specialist&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?&lt;br /&gt;Obstacle 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente:&lt;br /&gt;No I in Threesome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Onde queria estar agora?&lt;br /&gt;NYC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. O que pensa a respeito do amor?&lt;br /&gt;Pace is the Trick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Como é sua vida?&lt;br /&gt;All Fired Up&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?&lt;br /&gt;Rest My Chemistry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Escreva uma frase sábia:&lt;br /&gt;If time is a vessel, then learning to love might be my way back to sea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia faço uma lista séria. Ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-7588411163289451417?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7588411163289451417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7588411163289451417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/04/cenas-de-uma-sexta-feira-eu-no-aprendo.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-7645990051835656606</id><published>2008-04-12T18:49:00.000-03:00</published><updated>2008-04-12T18:49:37.350-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Domando o Chandler interior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo aqui conhece o Chandler de Friends né? Então. Desde que eu me tornei um membro produtivo da sociedade eu tenho lutado com o meu Chandler interior. Porque, sério, eu penso merda o tempo todo. E as pessoas vivem dando brecha. O que as pessoas ainda não entenderam é que por trás da minha cara séria e da postura formal existe uma adolescente da sétima série pensando em piadinhas de duplo sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pra começar a pensar merda é um pulo. To eu trabalhando e alguém, querendo se dizer vibrante, animadão pra correr atrás de resultados (Deus, as pessoas caem nesse papo de vestir a camisa e fazer tudo por aquele CNPJ?), se auto-denomina "vibrador". Eu escuto isso e na minha cabeça começa a loucura das sinapses e eu visualizo um vibrador. Óbvio. Força no carão. Absorvo a informação e me esforço pra não mexer um músculo. Nessas horas eu penso o quanto &lt;a href="http://devaneiossa.blogspot.com/2007/05/o-incidente-do-vick-vaporub-meus-caros.html" target="_blank"&gt;O Incidente do Vick Vaporub&lt;/a&gt; moldou meu caráter pra ouvir absurdos. Fico lá, impassível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra situação que vive me forçando a redobrar minha cautela é quando decidem falar sobre música comigo. Porque, veja você, pra eles o meu gosto musical é tema quase folclórico. Eles sabem que eu escuto bandas finlandesas que cantam em finlandês, bandas dinamarquesas e uma delas canta em dinamarquês (e eu não entendo nada do que é dito mas uma delas é fuck music total). Enfim, pra eles é engraçado notar que eu escuto bandas que a maioria das pessoas desconhecem a existência por completo. Eu trabalho ouvindo música com fones de ouvido então já me pegaram digitando e balançando a cabeça ouvindo Obstacle 1. Normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia engataram numa conversa de música. Sabe como é, sexta-feira, fim de expediente, todo mundo louco pra ir embora. Me perguntam o que eu escuto, cito umas bandas e claro, ninguém conhece. Já nem ligo mais. Daí que um resolve me perguntar se eu escuto Angra. Pra quê? O esforço todo da semana vai pro ralo quando eu me pego fazendo uma voz fina (massacration-style) enquanto digo "eu nunca gostei do André Mattos". Não satisfeita, rio e digo "nunca fui do metal". Mas naquela pronúncia que transforma metal em &lt;em&gt;metáu&lt;/em&gt;. Depois dessa só me restava ir cortando o assunto, andar pra minha mesa, pegar minha bolsa e ir embora. Foi o que eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro que não vou ser o Chandler. AA-style, só por hoje. =P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-7645990051835656606?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7645990051835656606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7645990051835656606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/04/domando-o-chandler-interior-todo-mundo.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3695649223486122773</id><published>2008-04-06T11:19:00.001-03:00</published><updated>2008-04-06T11:23:02.861-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;My lack of common sense...let me show you it&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quando eu escolhi a minha profissão eu sabia que em determinado momento eu me veria numa situação onde teria que falar em publico. Lógico que a gente pensa que falar em público tudo bem, mas que é um público bem reduzido. Bem, seria tudo muito simples se eu não trabalhasse onde trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me vi no meio de um estúdio de TV tendo que fazer a apresentadora de palestra. Ainda tive que fazer discursinho. Tensão total, né? Aquelas lâmpadas na minha cara, o ponto eletrônico e o constante aviso pra não se olhar no monitor. Mandei SMS pra 3 pessoas sobre isso com o mesmo texto. Porque eu adoro envio múltiplo de mensagens. Uma das respostas chegou durante o evento. Deu interferência no ponto eletrônico. Peguei o celular discretamente do bolso, li e guardei novamente com vontade de rir. Ah, vocês também ririam ao ler "boa sorte pequena infame" (uma das expressões que usam para se referirem a mim. Outras expressões eu nego. Tipo ser chamada de indie...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei pra casa com o DVD. Porque dona mamãe fica curiosa pra ver. Pois bem, gravaram errado e o vídeo tá sem áudio. Fofo. Vou ter conversar com o povo do estúdio pra consertarem porque todas essas apresentações são gravadas e ficam numa videoteca do trabalho. Dona mamãe me vê na bancada por alguns segundos e me chama de metida por uma certa postura minha, chegando meu tronco ligeiramente pra trás. Sou obrigada a contar que atrás da plaquinha com o meu nome e cargo tinha um papel escondido. Roteirinho básico. Eu tava me esforçando pra ler discretamente. Parece que fui bem, as pessoas gostaram. Eu achei razoável. Cometi algumas falhas e tal, mas pelo menos fingi maior naturalidade que algumas pessoas que também tiveram que passar por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda teve espaço pra um momento Ferris Bueller. Sabe aquele professor chato que pergunta “alguém, alguém sabe?”. Pois é. Eu fiquei assim na parte das perguntas, mas eu falo mais rápido. Aliás acho que falei tudo bem rápido, mais do que o normal. “Alguma pergunta no auditório? Não? Alguma pergunta pelo telefone? Ainda não? Ok, vamos aguardar uns instantes para que possam fazer contato”. E eu apontando. Deus, vergonha. Eu apontando da menina com o microfone pra criatura que queria fazer uma pergunta no auditório como quem diz “leva o microfone pra ela”. No vídeo parece uma coisa meio metida mesmo, de quem fica dando ordens. Mas sorridente e fofa porque eu sou educadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ouvi que eu faço algumas caretas enquanto falo. Que tenho expressões características. Algumas delas envolvem mexer nos meus óculos. Eu nunca acreditei nisso. Até me assistir, claro. Deus, eu sou infame e careteira até quando estou séria. Eu fiz piada com um dos slogans da empresa! Sério! A sorte é que nem sempre as pessoas entendem que eu falo algumas coisas ironicamente. Um dia esse meu lado Chandler ainda vai me meter em confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim segue minha sitcom particular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3695649223486122773?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3695649223486122773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3695649223486122773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/04/my-lack-of-common-sense.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-7472753189282400841</id><published>2008-03-30T23:00:00.000-03:00</published><updated>2008-03-30T23:00:38.465-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Not Myself&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia chegar aqui e postar mais um daqueles diálogos infames onde alguém me sacaneia ou eu mesma faço isso (eu, a rainha do humor auto-depreciativo). Eu podia postar uma conversa no trabalho onde ouvi a frase "Dra. que tipo de rock você escuta?" e que rendeu boas risadas por uma série de motivos (o principal é que eu já pedi trocentas vezes pra pessoa em questão não me chamar de Dra., principalmente em conversas casuais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia fazer mais um post sobre música e falar que eu descobri uma banda chamada Lesbians on Ecstasy e outra chamada The Metrossexuals. Podia falar que achei I Will Possess Your Heart do Death Cab For Cutie absolutamente genial (apesar da música ter uns 8 minutos e ter uma introdução de 4 minutos e meio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia escrever que ainda estranho essa vida de gente grande de chegar no trabalho, cumprir horário, ir a reuniões, decidir coisas, supervisionar gente, ter estagiário e trocar cartões de visita depois de um almoço com possíveis parceiros de atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia falar da sensação de insegurança que toma conta de mim desde o incidente. Do comportamento quase agorafóbico de tempos em tempos. Dos medos diários no trabalho, de que descubram que eu sou uma fraude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia falar sobre como fico ansiosa com a proximidade de alguns shows, com a espera do vazamento do CD novo daquela banda que não lança nada desde 2006. Com as lembranças de Paul Banks cercado de goteiras na Fundição Progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu podia falar sobre um monte de coisas. Mas a sensação que eu tenho é que agora não é o momento. E tem tanta coisa passando pela minha cabeça, tantos questionamentos, tantas escolhas a fazer. Tantas variáveis a analisar. Eu acho que eu preciso de terapia pra não surtar porque não me sinto muito eu mesma ultimamente. E usar a desculpa picareta de que a culpa de tudo é o stress e o cansaço não me agrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, parece o post de alguém descontente em algum grau com a própria vida. Isso é o mais estranho de tudo. Porque eu posso reclamar mil vezes das coisas e bancar a revoltadinha da estrela mas sei que levo uma vida confortável. Eu posso vir aqui e fazer mil posts introspectivos e/ou pessimistas e no minuto seguinte estou rindo e falando alguma besteira.`Porque na vida prática eu não me apego a essas coisas, só quando entro numas de racionalizar e pensar em tudo. Overanalyze. Bem, é um dos meus defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho pensado na subliminaridade do meu comportamento. Na minha constante defesa. Disse a uma amiga que eu não tenho jeito com as pessoas e é verdade. Às vezes acho que sou demasiadamente formal com as pessoas ou que mantenho uma distância segura. Já notei que tenho a mania quase militaresca de entrelaçar as mãos nas minhas costas, quase um soldado em "descanso". Eu não fico de conversinha quando não tenho assunto. Sou péssima com essas conversas de "e aí, como vão as coisas?". Todas elas têm constrangedores silêncios que eu procuro evitar. Por isso eu não converso com a maior parte dos meus contatos no MSN. Nada contra eles, é só falta de jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando muito sem saco pra adultos que se comportam como crianças. Pra gente em cima do muro. Ando muito sem saco pra gente pobre de espírito. Pra quem acha legal crescer nos erros alheios. Para gente incoerente, que diz uma coisa e faz outra. Pra gente covarde que não banca suas escolhas ou então evita até se posicionar na vida, isso é pior ainda (spineless people disgust me).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, deve ser culpa do inferno astral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-7472753189282400841?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7472753189282400841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/7472753189282400841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/03/not-myself-eu-podia-chegar-aqui-e.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29652619.post-3222458825101277723</id><published>2008-03-24T21:52:00.001-03:00</published><updated>2008-03-24T21:53:42.790-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fixação musical recente: Andrew Bird&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estabelecemos que eu sou uma espécie de Rob de Alta Fidelidade né? Então. Referências contam muito no meu universo particular. Eu tenho ouvido direto Imitosis do Andrew Bird. Essa música tá no CD de 2007 Armchair Apocrypha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me chama atenção nessa música é a letra. Eu acho absolutamente genial o jogo de palavras e referências que o Andrew Bird faz. Pra começar, o título Imitosis fazendo referência à música I (cuja letra completa é encaixada na primeira estrofe de Imitosis). Aliás, a utilização da palavra palindromes (em I e conseqüentemente em Imitosis) é uma referência também. Remete à música Fake Palindromes. Em Imitosis o personagem central é um Dr. Pynchon, uma referência a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Pynchon" target="_blank"&gt;Thomas Pynchon&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, Dr. Pynchon é um cientista em seu laboratório tentando explicar o que não tem explicação lógica. O cara tenta quantificar variáveis comportamentais como se isso fosse possível, como se tudo tivesse uma explicação biológica. Isso me faz pensar no &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cesare_Lombroso" target="_blank"&gt;Lombroso&lt;/a&gt; e em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Phrenology" target="_blank"&gt;Frenologia&lt;/a&gt;. É interessante que a ciência avance e os entendimentos mudem mas tem essa constante. De sempre buscarem uma explicação biológica pro comportamento humano. Antes cismavam com o formato de crânios, agora procuram predisposições genéticas. No fundo dá no mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de músicas com referências e que façam lembrar de um monte de outras coisas. Outro ponto a favor de Imitosis é que esse monte de referências e palavras científicas são juntadas de forma melodiosa. As palavras encaixam, as frases são bastante sonoras (tá, é um comentário besta quando o assunto é música, mas vocês entenderam o que eu quis dizer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante o contraponto do sentimento (closeness na letra) com a visão puramente biológica (mitosis). Amor x reprodução. Eu to citando partes da letra porque eu vou colar ela inteira no final do post. Junto com o vídeo. Enfim, há tanto nessa letra. De verdade. Eu encheria o saco de uma pessoa por um bom tempo divagando sobre os significados e etc. Mas vou poupar a todos do meu autismo musical, eu tenho bom senso. Essas coisas eu só converso com gente igualmente pirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Imitosis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hnXCzFnkxtY&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hnXCzFnkxtY&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;he's keeping busy&lt;br /&gt;yeah he's bleeding stones&lt;br /&gt;with his machinations and his palindromes&lt;br /&gt;it was anything but hear the voice&lt;br /&gt;that says that we're all basically alone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poor Professor Pynchon had only good intentions&lt;br /&gt;when he put his Bunsen burners all away&lt;br /&gt;and turning to a playground in a Petri dish&lt;br /&gt;where single cells would swing their fists&lt;br /&gt;at anything that looks like easy prey&lt;br /&gt;in this nature show that rages every day&lt;br /&gt;it was then he heard his intuition say&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;we were all basically alone&lt;br /&gt;and despite what all his studies had shown&lt;br /&gt;that what's mistaken for closeness&lt;br /&gt;is just a case of mitosis&lt;br /&gt;and why do some show no mercy&lt;br /&gt;while others are painfully shy&lt;br /&gt;tell me doctor can you quantify&lt;br /&gt;he just wants to know the reason why&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;why do they congregate in groups of four&lt;br /&gt;scatter like a billion spores&lt;br /&gt;and let the wind just carry them away&lt;br /&gt;hows can kids be so mean&lt;br /&gt;our famous doctor tried to glean&lt;br /&gt;as he went home at the end of the day&lt;br /&gt;in this nature show that rages every day&lt;br /&gt;it was then he heard his intuition say&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;we were all basically alone&lt;br /&gt;despite what all his studies had shown&lt;br /&gt;that what's mistaken for closeness&lt;br /&gt;is just a case of mitosis&lt;br /&gt;sure fatal doses of malcontent through osmosis&lt;br /&gt;and why do some show no mercy&lt;br /&gt;while others are painfully shy&lt;br /&gt;tell me doctor, can you quantify?&lt;br /&gt;the reason why&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o mp3 da música tá ali no widget.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29652619-3222458825101277723?l=devaneiossa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3222458825101277723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29652619/posts/default/3222458825101277723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiossa.blogspot.com/2008/03/fixao-musical-recente-andrew-bird-j.html' title=''/><author><name>Pequena Infame</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00390119763570294131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
